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Em 1.277 dias como presidente, Bolsonaro deu 5.665 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 01 de Julho, 2022


Número de afirmações sobre




As três afirmações mais repetidas

REPETIDA 210 VEZES

Em 2019: 15.dez, 23.dez, 24.dez, 26.dez. Em 2020: 10.jan, 06.fev, 20.fev, 03.mar, 09.mar, 16.mar, 20.mar, 22.abr, 28.abr, 05.mai, 22.mai, 28.mai, 26.jul, 30.jul, 02.ago, 13.ago, 07.out, 08.out, 11.out, 15.out, 22.out, 29.out, 09.nov, 25.nov, 29.nov, 08.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 11.jan, 12.jan, 15.jan, 18.jan, 08.fev, 11.fev, 20.fev, 04.mar, 07.abr, 27.abr, 05.mai, 08.mai, 11.mai, 13.mai, 10.jun, 15.jun, 18.jun, 21.jun, 24.jun, 25.jun, 07.jul, 12.jul, 13.jul, 18.jul, 19.jul, 21.jul, 22.jul, 26.jul, 27.jul, 29.jul, 31.jul, 02.ago, 04.ago, 05.ago, 06.ago, 17.ago, 19.ago, 23.ago, 24.ago, 25.ago, 28.ago, 30.ago, 31.ago, 09.set, 10.set, 15.set, 17.set, 21.set, 23.set, 24.set, 30.set, 09.out, 13.out, 14.out, 18.out, 20.out, 21.out, 24.out, 25.out, 27.out, 07.nov, 09.nov, 10.nov, 19.nov, 22.nov, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 09.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 27.dez, 30.dez, 31.dez. Em 2022: 06.jan, 12.jan, 20.jan, 31.jan, 02.fev, 07.fev, 09.fev, 10.fev, 11.fev, 12.fev, 16.fev, 18.fev, 21.fev, 23.fev, 24.fev, 25.fev, 28.fev, 04.mar, 07.mar, 16.mar, 21.mar, 22.mar, 23.mar, 27.mar, 04.abr, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 15.abr, 05.mai, 12.mai, 30.mai, 02.jun, 08.jun, 15.jun, 18.jun, 24.jun.

“E no mais, também é obrigação um governo que não roube, um governo que não seja corrupto. Estamos deixando pra trás este momento triste da nossa história.”

O presidente sugere que não há corrupção em sua gestão, o que é falso, porque integrantes e ex-integrantes de seu governo são alvos de investigações e denúncias de casos de corrupção e outros delitos ligados à administração pública. Em junho de 2022, a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro Milton Ribeiro, por suposto envolvimento em um esquema de liberação de verbas do MEC (Ministério da Educação). Ribeiro é investigado por prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. Em 23 de junho, o magistrado Ney Bello, do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), concedeu habeas corpus e Ribeiro foi libertado. Além disso, o relatório da CPI da Covid-19 no Senado pediu o indiciamento de Bolsonaro e seis ministros e ex-ministros por prevaricação, emprego irregular de verbas públicas, falsificação de documento particular, charlatanismo, crime contra a humanidade, crime de responsabilidade e epidemia com resultado de morte — pedido que não seguido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que possui a competência exclusiva de apresentar denúncias à Justiça contra o presidente da República e seus auxiliares de primeiro escalão. Aras foi escolhido para o cargo por Bolsonaro e teve o nome chancelado pelo próprio Senado. Outros agentes do governo também foram indiciados por envolvimento em um suposto esquema para a compra da vacina indiana Covaxin. Por fim, atuais e antigos integrantes do governo são investigados pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público por suspeitas de corrupção, como o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP); Ricardo Salles (PL), ex-titular do Meio Ambiente; o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PL), que comandou a pasta do Turismo; e Fabio Wajngarten, que chefiou a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).

REPETIDA 131 VEZES

Em 2020: 09.abr, 11.abr, 16.abr, 18.abr, 29.abr, 30.abr, 02.mai, 07.mai, 14.mai, 19.mai, 20.mai, 21.mai, 22.mai, 26.mai, 28.mai, 02.jun, 03.jun, 04.jun, 08.jun, 09.jun, 11.jun, 15.jun, 18.jun, 19.jun, 25.jun, 07.jul, 09.jul, 16.jul, 18.jul, 06.ago, 13.ago, 24.ago, 25.ago, 03.set, 16.set, 22.set, 24.set, 09.out, 19.out, 09.nov, 10.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 14.jan, 15.jan, 21.jan, 04.fev, 02.mar, 03.mar, 04.mar, 10.mar, 21.jul, 22.jul, 28.jul, 29.jul, 02.ago, 04.ago, 05.set, 15.set, 27.set, 09.out, 14.out, 31.out, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 08.dez, 11.dez, 19.dez. Em 2022: 12.jan, 14.jan, 31.jan, 02.fev, 08.fev, 09.fev, 11.fev, 25.fev, 17.mar, 21.mar, 12.abr, 28.abr, 13.mai, 16.mai, 19.mai.

“Lamentavelmente, a condução da pandemia foi tirada da minha mesa presidencial.”

Bolsonaro repete o argumento de que o STF (Supremo Tribunal Federal) teria limitado a sua atuação durante a pandemia de Covid-19, o que é FALSO, porque a corte não eximiu a Presidência da República de atuar contra a disseminação da doença. O STF decidiu, na verdade, que prefeitos e governadores têm legitimidade para tomar medidas locais de restrição de circulação e que não cabe ao Poder Executivo Federal derrubar essas iniciativas. Segundo os ministros, o governo federal pode, sim, adotar medidas para conter a pandemia em casos de abrangência nacional, como fez ao determinar o fechamento de fronteiras terrestres. Ainda de acordo com o STF, seria função da Presidência, por exemplo, coordenar as diretrizes de isolamento a serem seguidas em todo o país. Os estados, por sua vez, não teriam legitimidade para fechar rodovias, prejudicando o abastecimento nacional. Em um dos julgamentos, o ministro Edson Fachin destacou que a ausência de legislação por parte do governo federal também obriga que os estados atuem localmente: "A União exerce a sua prerrogativa sempre, desde que veicule uma norma que organize essa cooperação federativa. No silêncio da legislação federal, estados e municípios têm presunção de atuação. Na ausência de manifestação legislativa, não se pode tolher o exercício da competência dos demais entes federativos".

REPETIDA 108 VEZES

Em 2020: 10.set, 16.set, 22.set, 08.out, 11.out, 14.out, 19.out, 27.out, 11.nov, 16.nov, 17.nov, 27.nov, 15.dez, 24.dez. Em 2021: 14.jan, 15.jan, 27.jan, 28.jan, 03.fev, 04.fev, 05.fev, 08.fev, 11.fev, 12.fev, 19.fev, 20.fev, 22.fev, 23.fev, 26.fev, 03.mar, 04.mar, 10.mar, 18.mar, 22.mar, 23.mar, 25.mar, 31.mar, 01.abr, 05.abr, 07.abr, 15.abr, 23.abr, 26.abr, 20.mai, 23.mai, 01.jun, 02.jun, 10.jun, 12.jun, 18.jun, 25.jun, 26.jun, 28.jun, 19.jul, 20.jul, 21.jul, 29.jul, 30.jul, 31.jul, 06.ago, 12.ago, 17.ago, 23.ago, 25.ago, 26.ago, 28.ago, 30.ago, 02.set, 10.set, 21.set, 29.set, 30.set, 07.out, 14.out, 21.out, 26.out, 27.out, 07.nov, 11.nov, 25.nov, 02.dez, 07.dez, 09.dez, 17.dez, 27.dez. Em 2022: 02.fev, 28.fev, 07.mar, 12.mar, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 16.abr, 28.abr, 05.mai, 12.mai, 13.mai, 17.mai.

“Disse que deveríamos combater o vírus, mas também combater o desemprego.”

De fato, desde o início, o presidente tem destacado que a pandemia traria dois problemas ao Brasil, um de saúde pública e um econômico, e que os dois deveriam ser tratados simultaneamente. Em levantamento feito nas redes, Aos Fatos encontrou declarações do tipo ao menos desde o dia 15 de março de 2020, data de uma entrevista à CNN Brasil. O presidente, porém, não tratou as duas questões com o mesmo peso, já que, desde o início da crise, tem minimizado os efeitos da Covid-19. Em diversas entrevistas e declarações públicas, Bolsonaro relacionou a doença a uma “gripezinha” e chegou a dizer, em discurso realizado no dia 18 de setembro de 2020, que o isolamento social seria “conversinha mole” e que as medidas de restrição de circulação seriam para “os fracos”. Durante a pandemia, o presidente também desrespeitou recomendações sanitárias ao causar aglomerações e circular sem equipamento de proteção e se posicionou contra as vacinas, única forma conhecida de atenuar os riscos da doença. A declaração, portanto, foi classificada como FALSA.

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27.jun.2022

“E também [o TSE] cita lá de uma possibilidade de fraude, porque houve uma eleição atípica em 2018 no município de Aperibé, Rio de Janeiro.”

O presidente afirma que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) teria sugerido que um hacker manipulou os dados da eleição suplementar realizada em Aperibé (RJ) em 2018, o que é falso. Em nota ao Aos Fatos, o tribunal explicou que a pessoa que teve acesso ao sistema entre os meses de abril e novembro daquele ano obteve apenas as senhas de oficialização do sistema de candidaturas e do horário eleitoral das eleições do município, o que não permitiria alterar os votos ou fraudar os resultados do pleito. "Senhas de oficialização são necessárias para alterar o modo de operação dos sistemas, as quais possibilitam a passagem do 'modo de simulação' para o 'modo oficial', que é usado na eleição. Essas senhas, afirma ainda o tribunal, não permitem acesso efetivo ao sistema ou a realização de alterações significativas. Para efetivamente interferir na contagem de votos, o hacker teria que ter acesso a um nome de usuário e outras permissões. As informações sobre a invasão ao sistema em 2018 vêm sendo apuradas pela Polícia Federal em inquérito sigiloso.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 6 VEZES. Em 2021: 04.ago, 05.ago, 09.ago, 12.ago. Em 2022: 15.mai, 27.jun.

Tema: Eleições. Origem: Entrevista

27.jun.2022

“Você vê, o Alexandre Moraes falando: o candidato, eu talvez seja candidato, né? Que falar o que eu falei aqui [desconfiar do processo eleitoral] vai ter o registro cassado e preso.”

Bolsonaro se refere a uma declaração dada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes durante o julgamento da cassação da chapa Bolsonaro-Mourão em outubro de 2021. Na ocasião, Moraes afirmou que a Justiça Eleitoral combateria as campanhas de desinformação digitais em 2022, agora que estava ciente de seus mecanismos de funcionamento. “Não vamos admitir que essas milícias digitais tentem novamente desestabilizar as eleições, as instituições democráticas a partir de financiamento espúrios não declarados, a partir de interesses econômicos também não declarados”, afirmou. “Se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado, e as pessoas que assim fizerem irão para a cadeia, por atentar contra as instituições e a democracia". O ministro disse, portanto, que puniria com cassação e prisão políticos que recorrem à desinformação durante as eleições, e não os que questionassem o processo eleitoral.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 3 VEZES. Em 2022: 16.abr, 26.jun, 27.jun.

Tema: Eleições, Justiça. Origem: Entrevista

27.jun.2022

“Se você pegar as estatais nossas, o que dava de prejuízo antes de nós e dá de lucro ultrapassa R$ 100 bilhões.”

Em 2018, último ano do governo de Michel Temer (MDB), o conjunto de empresas sob controle direto ou indireto do governo federal teve resultado líquido positivo de R$ 71,3 bilhões, segundo dados do Ministério da Economia. Já em 2020, último ano com dados completos, houve lucro de R$ 60,6 bilhões. Como houve mais lucro em gestões anteriores e a diferença na verdade é de R$ 10,7 bilhões negativos, a declaração de Bolsonaro é falsa.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 6 VEZES. Em 2022: 04.abr, 11.abr, 12.abr, 26.abr, 27.jun.

Tema: Economia. Origem: Entrevista

27.jun.2022

“A própria Petrobras, eu digo, né? O endividamento da mesma foi de R$ 900 bilhões ao longo de 14 anos. ”

De acordo com as demonstrações financeiras publicadas pela Petrobras, a dívida bruta da companhia em 31 de dezembro de 2015 era de R$ 492,849 bilhões — corrigida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a cifra ficaria atualmente em R$ 681,4 bilhões. Em 2003, os resultados divulgados pela Petrobras à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) indicavam um endividamento total de R$ 63,791 bilhões (R$ 176 bilhões, corrigidos) — uma diferença, portanto, de R$ 429,058 bilhões em valores nominais e de R$ 505,4 bilhões se considerada a correção pela inflação. Todos esses valores estão muito distantes dos R$ 900 bilhões citados por Bolsonaro, por isso, a declaração é falsa.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 41 VEZES. Em 2022: 31.jan, 01.fev, 02.fev, 03.fev, 04.fev, 16.fev, 18.fev, 21.fev, 23.fev, 24.fev, 25.fev, 07.mar, 10.mar, 16.mar, 21.mar, 24.mar, 31.mar, 04.abr, 06.abr, 11.abr, 12.abr, 14.abr, 16.abr, 25.abr, 29.abr, 15.mai, 16.mai, 17.mai, 19.mai, 25.mai, 30.mai, 02.jun, 09.jun, 17.jun, 19.jun, 27.jun, 01.jul.

Tema: Economia. Origem: Entrevista

27.jun.2022

“Foram duas refinarias que nós entregamos pra Bolívia, né?”

É verdade que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concordou com a nacionalização das refinarias da Petrobras na Bolívia, mas a declaração de Bolsonaro é imprecisa, porque omite que o governo boliviano comprou as instalações do Brasil. Em 2006, o então presidente daquele país, Evo Morales, adotou um amplo programa de nacionalização de empresas estrangeiras que afetou, além da Petrobras, a Repsol, a British Gas, a British Petroleum e a Total. Um acordo entre os dois governos determinou que as duas refinarias seriam vendidas por US$ 112 milhões. Na época, Lula chegou a dizer que a medida boliviana era "um ato de soberania".

FONTE ORIGEM

REPETIDA 9 VEZES. Em 2021: 27.ago, 31.ago, 10.nov, 25.nov, 26.nov, 23.dez. Em 2022: 28.jan, 17.mar, 27.jun.

Tema: Relações internacionais. Origem: Entrevista

27.jun.2022

“Com o BNDES, 400 bilhões [de endividamento durante gestões petistas].”

A declaração de Bolsonaro é falsa, porque o montante total da dívida bruta acumulada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) entre 2003 e 2015 é muito superior ao citado. De acordo com dados enviados pelo banco ao Aos Fatos, a dívida do BNDES em 2003, primeiro ano do governo Lula (PT) era de R$ 135,8 bilhões (R$ 380,55 bilhões, com correção pelo IPCA). Já em 2015, último ano completo do governo Dilma (PT), o montante era de R$ 881,3 bilhões (ou R$ 1,2 trilhão, com correção pelo IPCA). Isso significa que o saldo negativo acumulado durante gestões petistas foi de R$ 745,5 bilhões nominais e R$ 850,2 bilhões corrigidos.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 9 VEZES. Em 2022: 16.mar, 17.mar, 24.mar, 06.abr, 11.abr, 15.mai, 16.mai, 27.jun.

Tema: Economia. Origem: Entrevista

26.jun.2022

“Basta lembrar 2014, 2015, perdemos 3 milhões de empregos no Brasil, e [foi] praticamente uma recessão.”

É falso que o Brasil tenha perdido 3 milhões de empregos formais entre 2014 e 2015, como aponta o presidente. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o saldo de carteiras assinadas em 2014 e 2015 foi, respectivamente, de +420 mil e -1,54 milhão. Isso significa que, ao longo dos dois anos, foram perdidos 1,1 milhão de empregos formais, e não 3 milhões.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 3 VEZES. Em 2022: 19.jun, 23.jun, 26.jun.

Tema: Economia. Origem: Entrevista

26.jun.2022

“2014. Segundo turno, Aécio e Dilma. Começou a apuração, Aécio estava na casa dos 60%, Dima 40%. E foi passando o tempo, as linhas foram se aproximando e se cruzaram. Quando se cruzaram, uma hora mais ou menos depois, transformaram-se em duas paralelas. Tá? Então por si só é uma coisa que você fica preocupado com isso. Daí você vai tirar um retrato, de minuto a minuto, da chegada dos votos na sala cofre do TSE. Então nesse primeiro minuto Aécio ganhou, no segundo Dilma, terceiro Aécio, Dilma, Aécio, Dilma. Isso vai intercalando por 241 vezes. ”

Bolsonaro afirma que Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) teriam se revezado mais de 240 vezes na primeira posição durante a apuração de votos das eleições de 2014. Essa troca na liderança não aconteceu, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A apuração minuto a minuto daquele pleito mostra que Aécio estava na frente no início da totalização de votos. Depois, ao longo da contagem, a diferença entre o tucano e a petista cai progressivamente. O gráfico de porcentagem de votos dos dois candidatos se cruza em apenas uma ocasião, às 19h31, quando Dilma registra 49,98% dos votos válidos e Aécio, 50,02%. A partir desse ponto, a petista sobe, registrando ao fim da apuração, às 2h13, 51,64% dos votos válidos. O gráfico mostrado por Bolsonaro na live é o mesmo que foi mostrado em um vídeo publicado por Naomi Yamaguchi, suplente de deputada federal pelo PSL. Ela mostrou uma tabela na qual, supostamente, o índice de aceleração do crescimento dos votos dos dois candidatos ficaria se intercalando por 240 minutos, e que seria baixa a probabilidade desse fenômeno ocorrer. Conrado Gouvêa, doutor em Ciência da Computação pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e especialista em Segurança da Informação, analisou a tabela apresentada por Yamaguchi e mostrou que foi usada uma fórmula errada para fazer a análise dos votos. De acordo com Leandro Tessler, pesquisador do departamento de Física da Unicamp, o autor da tabela forjou uma fórmula para que os resultados indicassem a alternância, não importando o número de votos que cada candidato tivesse naquele minuto. Gouvêa, inclusive, inseriu dados aleatórios e o resultado foi o mesmo.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 11 VEZES. Em 2021: 09.jul, 18.jul, 21.jul, 22.jul, 26.jul, 28.jul, 29.jul, 31.jul. Em 2022: 26.jun, 27.jun.

Tema: Eleições. Origem: Entrevista

26.jun.2022

“E nós superamos isso aí. Você pode ver, 2020, apesar dos problemas que reconheço que chegaram no Brasil, e não foi apenas no Brasil, nós terminamos 2020 com um pequeno saldo positivo em carteira assinada. ”

Bolsonaro faz referência aos dados de emprego formal do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e a declaração é falsa, porque as estatísticas foram revisadas ao longo de 2021. No fim de 2020, o Ministério da Economia havia divulgado que o Brasil havia gerado 142.600 vagas de trabalho com carteira assinada. Após ajustes com números entregues fora do prazo, o saldo caiu para 75,9 mil. Revisados novamente em novembro de 2021, os dados do Caged passaram a apontar o fechamento de 191.500 postos de trabalho em 2020.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 32 VEZES. Em 2022: 06.jan, 10.jan, 17.jan, 28.jan, 02.fev, 23.fev, 25.fev, 07.mar, 08.mar, 12.mar, 14.mar, 16.mar, 17.mar, 21.mar, 25.mar, 31.mar, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 16.abr, 29.abr, 13.mai, 16.mai, 19.mai, 08.jun, 13.jun, 26.jun, 30.jun.

Tema: Economia. Origem: Entrevista

26.jun.2022

“Mas a primeira proposta que apareceu lá em 2020, em março, abril, veio da Câmara, do presidente da Câmara na época, ele queria um corte linear em todos os salários, vencimentos e proventos de todos os servidores, né? Civil, militar, do estado, da União, dos estados, dos municípios, um corte de 25%.”

Bolsonaro distorce o conteúdo de uma proposta apresentada em março de 2020 pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) que previa uma redução escalonada nos salários dos servidores para mitigar o impacto nos cofres públicos das medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19. Para os que ganhavam até R$ 5 mil, não haveria redução; para os que recebiam até R$ 10 mil, haveria corte de 10%; já para os que ganhavam mais de R$ 10 mil, a diminuição ficaria na casa dos 20% aos 50%. A redução teria duração inicial de três meses, podendo ser prorrogada por mais três. A proposta foi citada pelo ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em entrevista à GloboNews em março daquele ano, ocasião em que o parlamentar defendeu que Executivo, Legislativo e Judiciário dessem sua "contribuição" durante o período da pandemia. Em maio de 2020, Executivo e Legislativo optaram pelo congelamento dos salários do funcionalismo público até dezembro de 2021.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 16 VEZES. Em 2020: 16.abr, 07.mai, 21.mai, 22.mai. Em 2022: 08.jan, 31.jan, 08.fev, 16.abr, 19.mai, 30.mai, 15.jun, 19.jun, 23.jun, 26.jun.

Tema: Congresso, Coronavírus. Origem: Entrevista

26.jun.2022

“O próprio ministro Alexandre de Moraes também disse há pouco tempo que o candidato que duvidar do sistema eleitoral vai ter o registro cassado e preso.”

Bolsonaro se refere a uma declaração dada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes durante o julgamento da cassação da chapa Bolsonaro-Mourão em outubro de 2021. Na ocasião, Moraes afirmou que a Justiça Eleitoral combateria as campanhas de desinformação digitais em 2022, agora que estava ciente de seus mecanismos de funcionamento. “Não vamos admitir que essas milícias digitais tentem novamente desestabilizar as eleições, as instituições democráticas a partir de financiamento espúrios não declarados, a partir de interesses econômicos também não declarados”, afirmou. “Se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado, e as pessoas que assim fizerem irão para a cadeia, por atentar contra as instituições e a democracia". O ministro disse, portanto, que puniria com cassação e prisão políticos que recorrem à desinformação durante as eleições, e não os que questionassem o processo eleitoral.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 3 VEZES. Em 2022: 16.abr, 26.jun, 27.jun.

Tema: Eleições, Justiça. Origem: Entrevista

26.jun.2022

“Ô, Lacombe, só em 2020, nós gastamos com o auxílio emergencial o equivalente a 15 anos de Bolsa Família.”

É falso que o governo federal tenha gastado o equivalente a 15 anos do Bolsa Família com o pagamento do auxílio emergencial no primeiro ano de pandemia. De acordo com dados do Ministério da Cidadania, foram despendidos com o Bolsa Família entre 2005 e 2019 R$ 434,1 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Já dados do Tesouro Transparente indicam que o governo Bolsonaro pagou R$ 293,1 bilhões de auxílio emergencial em 2020.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 7 VEZES. Em 2022: 16.mai, 06.jun, 15.jun, 26.jun, 27.jun, 28.jun, 30.jun.

Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Entrevista

24.jun.2022

“E diferente do Bolsa Família, lá atrás com o Bolsa Família, quem fosse trabalhar perdia o Bolsa Família. Com o Auxílio Brasil pode trabalhar que não vai perder o Auxílio Brasil.”

É falso que beneficiários do Bolsa Família que entrassem para o mercado formal perdessem o direito ao auxílio. Segundo explica o próprio Ministério da Cidadania em sua página oficial, o principal critério para a participação no programa era a renda familiar, que não poderia exceder R$ 89 mensais por pessoa ou entre R$ 89 e R$ 178 em caso de famílias com crianças entre 0 e 17 anos. A família só perdia o direito ao benefício caso sua renda com o novo emprego formal excedesse o total estipulado pelo programa. Nesse caso, os beneficiários ainda eram incluídos na regra de permanência, em que recebiam o auxílio por mais dois anos caso seus rendimentos não ultrapassassem meio salário mínimo. No caso do Auxílio Brasil, têm direito os que recebem até R$ 210 por pessoa, independentemente de estarem integrados ou não ao mercado formal. Caso o beneficiário seja contratado com carteira assinada enquanto integra o programa, ele tem direito a um bônus de R$ 200 por dois anos.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 3 VEZES. Em 2022: 19.mai, 24.jun, 28.jun.

Tema: Direitos e Assistência Social. Origem: Discurso

24.jun.2022

“Se alguém aqui tinha dívida com o FIES, que mais de 1 milhão de pessoas ainda tem, digo a vocês: vocês podem procurar o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal, porque nós simplesmente anistiamos 99% dessa dívida. ”

Bolsonaro faz referência à MP 1.090/2021, posteriormente transformada na lei 14.375, que permite a renegociação dos débitos de estudantes inadimplentes que aderiram ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) até o segundo semestre de 2017. O presidente, no entanto, é impreciso na declaração, pois os descontos de 99% são aplicados apenas aos que estão inadimplentes há mais de 360 dias e recebem benefícios sociais do governo, que correspondem, segundo cálculo do MEC (Ministério da Educação), a cerca de 17% do 1 milhão de jovens que podem ser impactados pela medida. Os estudantes que têm débitos vencidos há mais de 90 dias da publicação da medida terão desconto de 12% no pagamento das mensalidades. Já os que possuem dívidas não quitadas há mais de 360 dias recebem descontos a partir de 77%%. Devedores nessa categoria que integrem o Cadastro Único ou tenham recebido o Auxílio Emergencial em 2021 terão abatimento ainda maior, de 99%. Juros e multas serão perdoados e o prazo de pagamento é de até 150 meses. De acordo com informações enviadas pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) ao Poder 360, cerca de 1,09 milhão de estudantes foram beneficiados pela medida.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 8 VEZES. Em 2022: 29.abr, 05.mai, 12.mai, 14.mai, 30.mai, 24.jun, 28.jun.

Tema: Educação. Origem: Discurso

24.jun.2022

“O governo federal comprou todas as doses aplicadas no Brasil.”

A declaração de Bolsonaro é falsa, porque governadores de seis estados também adquiriram vacinas para acelerar suas respectivas campanhas de imunização contra a Covid-19. Além disso, o governo federal recebeu cerca de 3 milhões de doses como doação dos Estados Unidos, o que não configura operação de compra. Em julho de 2021, o governo de São Paulo anunciou a compra de 4 milhões de doses extras da CoronaVac para antecipar o calendário de imunização contra no estado. Poucos meses depois, em setembro, cinco estados firmaram um acordo com o Instituto Butantan para a compra de doses adicionais: Ceará, Mato Grosso, Pará, Piauí e Espírito Santo. Com exceção de Mato Grosso, que não prosseguiu com a aquisição, todos os outros estados receberam as doses encomendadas.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 13 VEZES. Em 2021: 11.dez. Em 2022: 17.jan, 31.jan, 02.fev, 03.fev, 08.fev, 09.fev, 16.fev, 24.fev, 16.mar, 21.mar, 25.abr, 24.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

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