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27.nov.2019

“Dei carta branca aos ministros. ”

A declaração é FALSA, porque ao menos em dois momentos o presidente barrou nomeações feitas por seus ministros. A primeira ocorreu em fevereiro de 2019, quando Boslonaro pressionou o ministro Sergio Moro para que ele revogasse a nomeação de Ilona Szabó para a suplência do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Segundo a Folha de S.Paulo, apoiadores do presidente nas redes sociais criticaram a escolha, e Bolsonaro pressionou Moro a voltar atrás. O outro caso ocorreu no MEC em março, quando o presidente impôs a demissão do então diretor de Programas da Secretaria-Executiva do MEC (Ministério da Educação), Ricardo Wagner Roquetti. A ordem foi motivada por pressão de uma ala do governo que acusou o diretor de ser responsável pela crise causada pelo pedido do MEC para que crianças fossem filmadas em escolas cantando o hino nacional e repetindo o slogan de campanha de Bolsonaro.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 3 VEZES. Em 2019: 27.nov. Em 2021: 04.fev, 25.fev.

Tema: Equipe de governo. Origem: Discurso

Em 1.318 dias como presidente, Bolsonaro deu 5.988 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 11 de Agosto, 2022


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08.ago.2022

“Amazônia não pega fogo. A floresta é úmida. Pega fogo na periferia, no limite.”

O presidente repete o argumento falso de que a floresta amazônica não poderia ser incendiada por ser úmida. Por mais que ela seja, de fato, úmida, as plantas que a compõem podem sim entrar em combustão, desde que por meio da ação humana. Dados da ONG Ipam e da Nasa, agência espacial americana, indicam que os focos de incêndio que atingiram a região em 2019, por exemplo, aconteceram em áreas previamente desmatadas. Esta seria, segundo a bióloga Erika Berenguer, a única forma de incendiar a floresta. No processo de desmatamento, a vegetação é derrubada, colocada ao sol para secar e, então, queimada para a limpeza da área.

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REPETIDA 47 VEZES. Em 2020: 09.mar, 10.mar, 16.jul, 23.jul, 11.ago, 03.set, 22.set, 08.out, 11.out, 21.out, 22.out, 11.nov, 13.nov, 19.nov, 17.dez. Em 2021: 08.fev, 09.fev, 23.abr, 27.mai, 28.mai, 10.jun, 24.jun, 08.jul, 03.ago, 25.ago, 10.set, 09.out, 15.nov, 19.nov, 25.nov, 09.dez. Em 2022: 31.jan, 03.mar, 09.mar, 16.mai, 21.mai, 24.mai, 05.jun, 07.jun, 08.jun, 13.jun, 08.ago.

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Em 2020 não tinha vacina no mundo.”

O presidente afirma mais uma vez que não havia vacina contra a Covid-19 em 2020, o que é incorreto. Ainda que a primeira dose tenha sido aplicada no dia 8 de dezembro de 2020 no Reino Unido, cerca de 30 países conseguiram avançar com suas campanhas de imunização ainda naquele ano. Números do portal Our World in Data mostram, por exemplo, que os EUA aplicaram ao menos a primeira dose em 2,8 milhões de habitantes e Israel alcançou a marca de 1 milhão de pessoas vacinadas até o dia 31 de dezembro.

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Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Os efeitos colaterais da Pfizer, das vacinas, serão conhecidos no final deste ano e no final do ano que vem.”

O presidente retoma uma desinformação que já havia disseminado anteriormente sobre um suposto comunicado da Pfizer no qual existiria a afirmação de que os efeitos colaterais da vacina contra a Covid-19 só serão conhecidos daqui a alguns anos. Essa alegação é falsa e se baseia na distorção do conteúdo da carta de pedido de aprovação do imunizante enviada pela farmacêutica à FDA (Food and Drug Administration, órgão do governo americano). Nela, a empresa comunica que diferentes estudos sobre a vacina serão concluídos entre 2024 e 2026, não que seus efeitos colaterais só serão conhecidos a partir dessas datas. Tais estudos fazem parte da fase 4 de testes de medicamentos e monitoram o seu uso após a aprovação dos órgãos reguladores e o início de sua comercialização. Nesse momento, são analisados, por exemplo, o tempo de proteção, as interações com outros remédios e a existência de reações adversas raras. A eficácia e a segurança da vacina são testadas antes de sua aprovação, nas fases de testes 1, 2 e 3. Os efeitos colaterais da vacina da Pfizer estão descritos na bula do produto, presente no site da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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REPETIDA 7 VEZES. Em 2022: 06.jan, 10.jan, 12.jan, 31.jan, 21.mar, 30.jun, 08.ago.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Eu mandei uma comitiva minha para Israel estudar o spray nasal. Lembra disso? Levei porrada até não querer mais. Abortei trazer pra cá. Há questão de dois meses uma grande matéria na nossa querida Rede Globo, Fantástico, falando do spray nasal como uma solução.”

O presidente reproduz o conteúdo de uma peça de desinformação que circula nas redes para associar uma reportagem veiculada no Fantástico, da TV Globo, no dia 6 de junho, ao spray nasal EXO-CD 24, que o governo brasileiro foi conhecer em Israel em março de 2021. Não há relação entre os dois produtos, por isso a afirmação é considerada falsa. A reportagem veiculada pelo Fantástico não cita o EXO-CD 24, nem qualquer outro produto específico: foram ouvidos, na verdade, especialistas que afirmam que as próximas gerações de vacinas precisam, além de funcionar contra todas as variantes do vírus Sars-CoV-2, ser aplicadas nas mucosas nasais e orais. O argumento dos cientistas é de que a multiplicação do novo coronavírus acontece nessas mucosas. Já o EXO-CD 24, criado originalmente para tratar o câncer de ovário, está sendo testado para combater uma reação inflamatória gerada pela Covid-19, a tempestade de citocinas. De acordo com uma ferramenta do jornal The New York Times que analisa artigos científicos e acompanha avanços no tratamento da doença, o spray ainda não teve os resultados de todos os testes clínicos divulgados, e portanto sua eficácia não é comprovada.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2022: 10.jun, 30.jun, 05.jul, 08.ago.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Você pega, por exemplo, o decreto conhecido como PNDH-3, Plano Nacional de Direitos Humanos terceira versão, de 2010. Você sabe quem era o presidente naquela época. Cento e oitenta itens. Um dos itens: desconstrução da heteronormatividade. A outra: ideologia de gênero. Oh, meu Deus do céu. Alguém quer que o filho dele de seis anos de idade vá ser sexualizado nas escolas? ”

Bolsonaro frequentemente associa políticas educacionais e de Direitos Humanos adotadas pelo PT com a "ideologia de gênero", termo usado desde o final dos anos 1990 para criticar discussões relacionadas a gênero e sexualidade. Segundo setores conservadores, essa suposta ideologia faria parte de um plano para minar os conceitos de heterossexualidade e família cristã. No Brasil, a teoria ganhou notoriedade à época do projeto Escola sem Homofobia, que tinha por objetivo promover a aceitação e a diversidade sexual entre adolescentes do ensino médio. Intensamente combatido por setores religiosos e conservadores, o projeto não foi adiante, mas a narrativa enganosa de que as gestões petistas incentivaram a sexualização precoce em crianças se perpetuou. A teoria da "ideologia de gênero", no entanto, não existe, e não há políticas públicas relacionadas a ela no Brasil. O PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos 3, lançado em 2009), ao qual o presidente se refere, estabelece diretrizes para a promoção de igualdade e direitos humanos para grupos minoritários, entre eles a comunidade LGBTQIA+. Não há no documento qualquer menção ao termo "ideologia de gênero", mas há um item relacionado à “desconstrução da heteronormatividade”. Em sua página 98, o plano lista como um de seus objetivos "reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base na desconstrução da heteronormatividade".

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REPETIDA 4 VEZES. Em 2022: 13.jul, 24.jul, 08.ago.

Tema: Ideologia. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Eu peguei a revista Exame, se eu não me engano, que fazia uma correlação de vírus, Covid, com AIDS. E eu mostrei essa correlação na live da revista Exame. Pra dizer o seguinte, né? Que pessoas que foram vacinadas teriam mais facilidade em contrair HIV do que não vacinadas. A revista Exame. ”

Bolsonaro faz menção a um episódio ocorrido em outubro de 2021, quando difundiu, em uma das suas lives, a desinformação de que vacinas aumentariam o risco de infecção pelo HIV. Apesar de afirmar que estaria lendo o título de uma matéria da revista Exame, o presidente apareceu na transmissão ao vivo com a reprodução de um texto do blog Before It's News, conhecido por propagar desinformação. Não há, ao longo da live, qualquer menção à revista Exame, que veiculou, em 2020, informações sobre um artigo publicado no periódico científico Lancet sobre a possível relação entre um tipo específico de adenovírus usado em algumas vacinas contra a Covid-19 e uma maior chance de infecção pelo HIV. O texto, no entanto, além de não ser conclusivo, citava apenas o adenovírus de número 5, usado em vacinas não aprovadas no Brasil, como a Sputnik V. É importante ressaltar ainda que os autores baseiam suas hipóteses não em estudos sobre a vacina contra a Covid-19, mas em análises feitas em 2007 na busca por possíveis vacinas contra a Aids. Não há nenhum indício de que qualquer uma das vacinas contra a Covid-19 aumente o risco de infecção pelo vírus HIV. Em decorrência das alegações, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito em dezembro de 2021.

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REPETIDA 4 VEZES. Em 2021: 11.dez. Em 2022: 18.jul, 08.ago.

Tema: Coronavírus, Imprensa. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“(...) pra amortizar essa dívida de 900 bilhões, que foi o dinheiro desviado do PT lá atrás.”

Bolsonaro afirma que, ao longo de governos petistas, foram roubados R$ 900 bilhões da Petrobras. A cifra é também recorrentemente citada pelo presidente como o valor total do endividamento da estatal entre 2003 e 2015. De qualquer maneira, a alegação é falsa. Segundo as demonstrações financeiras publicadas pela Petrobras, a dívida bruta da companhia em 31 de dezembro de 2015 era de R$ 492,849 bilhões — corrigida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a cifra ficaria atualmente em R$ 681,4 bilhões. Em 2003, os resultados divulgados pela Petrobras à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) indicavam um endividamento total de R$ 63,791 bilhões (R$ 176 bilhões, corrigidos) — uma diferença, portanto, de R$ 429,058 bilhões em valores nominais e de R$ 505,4 bilhões se considerada a correção pela inflação. Nos relatórios de gestão da empresa, não há qualquer menção ao fato de esse endividamento ser resultante de desvios de recursos ou escândalos de corrupção. Em dezembro de 2021, a Petrobras anunciou que foram devolvidos à empresa R$ 6 bilhões em recursos recuperados relacionados à Operação Lava-Jato.

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REPETIDA 55 VEZES. Em 2022: 31.jan, 01.fev, 02.fev, 03.fev, 04.fev, 08.fev, 09.fev, 16.fev, 18.fev, 21.fev, 23.fev, 24.fev, 25.fev, 07.mar, 10.mar, 16.mar, 21.mar, 24.mar, 31.mar, 04.abr, 06.abr, 11.abr, 12.abr, 14.abr, 16.abr, 25.abr, 29.abr, 15.mai, 16.mai, 17.mai, 19.mai, 25.mai, 30.mai, 02.jun, 09.jun, 17.jun, 19.jun, 27.jun, 01.jul, 05.jul, 07.jul, 24.jul, 25.jul, 27.jul, 30.jul, 01.ago, 08.ago.

Tema: Economia. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Tacla Duran entregava pacotes de 100 mil dólares no estacionamento para a família Marinho.”

Bolsonaro provavelmente confunde o nome de Rodrigo Tacla Duran, ex-advogado da Odebrecht envolvido na Operação Lava Jato, com o do doleiro Dario Messer, que contou ter repassado dólares em espécie a integrantes da família Marinho, dona do Grupo Globo. Reportagem da revista Veja de agosto de 2020 afirma que, segundo Messer, um funcionário entregava de duas a três vezes por mês quantias que oscilavam entre US$ 50 mil e US$ 300 mil. A Veja também diz que Messer não apresentou provas. A família Marinho afirmou, em nota, que nunca fez "operações de câmbio não declaradas às autoridades brasileiras". Não há, portanto, dados públicos que sustentem a afirmação.

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REPETIDA 8 VEZES. Em 2020: 14.ago, 24.ago. Em 2021: 07.jan, 01.abr. Em 2022: 03.fev, 08.ago.

Tema: Corrupção, Imprensa. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Eu tinha uma cópia do Diário do Congresso. Tá comigo até hoje. O resto foi incinerado ou pintado de negrito.”

A declaração de Bolsonaro é falsa. O presidente fazia referência à sessão legislativa de 1964 que declarou a vacância da Presidência da República, então ocupada por João Goulart. Em 2013, a sessão foi anulada pelo Congresso, sob a justificativa de que a premissa era ilegal: Goulart havia enviado um documento ao Legislativo dizendo que se encontrava no país e no exercício do cargo. Tanto no site da Câmara como no do Senado Federal está disponível o fac-símile do Diário do Congresso Nacional da sessão de 2 de abril de 1964. O áudio da sessão também está disponível. Em email enviado ao Aos Fatos, a Câmara dos Deputados confirmou que uma cópia física do jornal também está disponível no arquivo do Senado Federal. A resolução aprovada buscou “retirar o caráter de legalidade do golpe militar”, mas não determinou nenhuma exclusão dos registros históricos da sessão.

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REPETIDA 9 VEZES. Em 2019: 27.mar. Em 2021: 01.abr, 14.abr, 13.mai, 03.jun, 24.nov. Em 2022: 08.ago.

Tema: Congresso, Ditadura. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Um partido pequeno, sete segundos de televisão, sem fundo partidário.”

Ao ser questionado sobre como chegou ao cargo de presidente, Bolsonaro engana ao dizer que não teve recursos de fundo partidário para a campanha de 2018. Partido pelo qual o presidente concorreu na última eleição, o PSL recebeu R$ 9.203.060,51 de Fundo Especial de Financiamento de Campanha, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Cerca de R$ 480 mil desse montante foram utilizados para executar a estratégia de atuação do PSL nas redes sociais, o que beneficiou Bolsonaro indiretamente. Além disso, foram empregados na campanha presidencial de Bolsonaro, indiretamente, cerca de R$ 1 milhão do fundo partidário concedido ao PSL em 2018. Segundo reportagem do jornal O Globo, o então presidente da legenda, Gustavo Bebianno, contratou, por exemplo, a empresa J&J Marketing por R$ 500 mil para atuar como consultora na coordenação de campanha do então pré-candidato. Também é falso que o presidente não teve direito a tempo de televisão na campanha. Ainda que no primeiro turno tenha tido direito a apenas oito segundos de tempo de propaganda, no segundo, Bolsonaro teve os mesmos dez minutos de seu adversário, Fernando Haddad (PT), conforme determina a Lei Eleitoral. Com variações sobre as frases, o presidente repetiu essa alegação ao menos 12 vezes desde o início do seu mandato.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2019: 21.nov. Em 2021: 25.out, 09.nov, 25.nov. Em 2022: 08.ago.

Tema: Eleições. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“A apuração tem que ser pública. Se é numa sala-cofre [a apuração das eleições], não é pública.”

A apuração das eleições brasileiras é, sim, pública e não é feita dentro de uma sala-cofre, como afirma o presidente. Os dados das eleições são processados por um sistema interno do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e enviados para o site de divulgação de resultados de forma automática. A apuração dos resultados começa na urna eletrônica, que soma os votos daquela seção, emite um boletim com os dados e alimenta uma memória que será levada à Zona Eleitoral ou TRE (Tribunal Regional Eleitoral) responsável. Os resultados de cada memória são, então, enviados ao TSE para a totalização por meio de uma rede interna da Justiça Eleitoral. Ou seja, não são servidores que somam os votos em uma sala secreta, mas um programa que soma os votos automaticamente. Vale ressaltar que os resultados divulgados podem ser conferidos nos boletins impressos pelas urnas eletrônicas após o fim da votação. Isso significa que eventuais incongruências entre o resultado oficial e o registrado pelas urnas podem ser verificadas por meio desses documentos.

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REPETIDA 11 VEZES. Em 2021: 22.jul, 02.ago, 09.ago, 11.ago, 12.ago, 23.ago. Em 2022: 16.abr, 07.jun, 13.jun, 08.ago.

Tema: Eleições. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Eu dou o inquérito da PF de 2018 para quem quiser. Para quem quiser. Apesar de o STF falar que ele é confidencial, não é confidencial.”

Bolsonaro se refere ao inquérito que investiga uma invasão ao sistema do TSE em 2018, cujos dados foram divulgados por ele em transmissão ao vivo em suas redes sociais no dia 4 de agosto de 2021. O presidente afirma que o documento não tinha classificação sigilosa, o que, no entanto, é desmentido pela conclusão da própria Corregedoria da Polícia Federal. Em relatório divulgado em fevereiro de 2022, a Corregedoria afirma que, mesmo que não houvesse ordem judicial que classificasse a investigação como segredo de justiça, o inquérito “apresentava o sigilo relativo próprio dos procedimentos de investigação criminal”. Ao STF, a Polícia Federal também disse que Bolsonaro teve atuação “direta, voluntária e consciente” ao divulgar, ao lado do deputado Filipe Barros (PL-PR), o inquérito policial. O relatório, no entanto, não indiciou Bolsonaro por crime de vazamento de dados sigilosos devido ao foro por prerrogativa de função. No dia 5 de agosto deste ano, o ministro Alexandre de Moraes negou pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para arquivar o inquérito sobre os dados sigilosos.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2022: 17.jul, 18.jul, 08.ago.

Tema: Eleições, Justiça. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Tiraram de mim o poder de conduzir essas medidas [de isolamento] na pandemia.”

O STF (Supremo Tribunal Federal) não retirou do Executivo o poder de conduzir ações para controlar a pandemia da Covid-19 no Brasil, como disse Bolsonaro. A corte entendeu, na verdade, que a União não poderia invadir as competências de municípios, de estados e do Distrito Federal. O presidente não poderia, por exemplo, derrubar medidas de isolamento social colocadas em práticas por prefeitos, mas a União não foi impedida de conduzir outras medidas de combate à Covid-19. “O plenário decidiu, no início da pandemia, em 2020, que União, estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. Esse entendimento foi reafirmado pelos ministros do STF em diversas ocasiões. Ou seja, conforme as decisões, é responsabilidade de todos os entes da federação adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia”, afirmou a corte em janeiro de 2021. Em entrevista ao Aos Fatos, Cecilia Mello, especialista em direito administrativo e ex-desembargadora do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), explicou que o STF não excluiu a responsabilidade ou a atuação da União no enfrentamento da Covid-19: “Não houve qualquer suspensão de vigência da lei quanto às competências do presidente e dos órgãos federais para o combate à crise, tampouco foram eles eximidos de seus deveres e atribuições.”

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REPETIDA 136 VEZES. Em 2020: 09.abr, 11.abr, 16.abr, 18.abr, 29.abr, 30.abr, 02.mai, 07.mai, 14.mai, 19.mai, 20.mai, 21.mai, 22.mai, 26.mai, 28.mai, 02.jun, 03.jun, 04.jun, 08.jun, 09.jun, 11.jun, 15.jun, 18.jun, 19.jun, 25.jun, 07.jul, 09.jul, 16.jul, 18.jul, 06.ago, 13.ago, 24.ago, 25.ago, 03.set, 16.set, 22.set, 24.set, 09.out, 19.out, 09.nov, 10.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 14.jan, 15.jan, 21.jan, 04.fev, 02.mar, 03.mar, 04.mar, 10.mar, 21.jul, 22.jul, 28.jul, 29.jul, 02.ago, 04.ago, 05.set, 15.set, 27.set, 09.out, 14.out, 31.out, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 08.dez, 11.dez, 19.dez. Em 2022: 12.jan, 14.jan, 31.jan, 02.fev, 08.fev, 09.fev, 11.fev, 25.fev, 17.mar, 21.mar, 12.abr, 28.abr, 13.mai, 16.mai, 19.mai, 05.jul, 20.jul, 24.jul, 30.jul, 08.ago.

Tema: Coronavírus, Justiça. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Passamos de déficit para superávit [nas empresas estatais].”

A declaração de Bolsonaro é falsa, pois as empresas estatais têm registrado superávit desde 2016. Naquele ano, o lucro foi de R$ 4,5 bilhões (ou R$ 6,1 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA, indicador oficial de inflação). No anterior, último ano completo do governo de Dilma Rousseff (PT), as empresas sob controle do governo tiveram resultado negativo de R$ 32 bilhões (ou de R$ 43,4 bilhões negativos, em valores corrigidos). O resultado foi repetido em 2017 quando o resultado líquido positivo foi de R$ 25,2 bilhões (R$ 33,2 bilhões em valores corrigidos). Em 2018, último ano do governo de Temer, o conjunto de empresas sob controle direto ou indireto do governo federal teve resultado líquido positivo de R$ 71,3 bilhões (ou R$ 90,8 bilhões, em valores corrigidos). Em 2019, primeiro ano da gestão de Bolsonaro, as estatais, juntas, deram lucro de R$ 109,1 bilhões (R$ 133,9 bilhões em valores corrigidos). A gestão de Bolsonaro continuou a tendência de lucro crescente. O balanço anual das estatais de 2020, por exemplo, mostra que as empresas deram lucro de R$ 60,6 bilhões (R$ 71,31 bilhões, em valores corrigidos). O boletim do Ministério da Economia mostra que em 2021 o lucro saltou para R$ 187,7 bilhões (R$ 199,4 bilhões, em valores corrigidos).Os dados mais recentes do Ministério da Economia são referentes ao primeiro trimestre de 2022, quando o lucro foi de R$ 69,6 bilhões.

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Tema: Economia. Origem: Entrevista

08.ago.2022

“Quem tornou vaga a cadeira do João Goulart foi o Congresso Nacional.”

Quem declarou a vacância da Presidência da República no dia 2 de abril de 1964 foi o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Auro de Moura Andrade, que não colocou a medida em votação pelos parlamentares. A vacância da Presidência e da Vice-presidência da República, dispositivo presente na Constituição Federal de 1946, foi declarada apesar de João Goulart ainda estar em solo brasileiro, em um movimento considerado pelos historiadores como uma forma de “conferir legalidade” ao golpe militar. Desde aquele dia até 15 de abril, quem comandou o país foi o presidente da Câmara dos Deputados, Pascoal Ranieri Mazzilli, mas quem exerceu o poder de fato foi um grupo autodenominado “Comando Supremo da Revolução”, formado por três ministros militares: o vice-almirante Augusto Rademaker Grünewald, da Marinha; o tenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo, da Aeronáutica; e o general de Exército Artur da Costa e Silva, da Guerra. No dia 9 de abril, esse comando lançou o Ato Institucional nº 1, que estabeleceu as eleições indiretas para a Presidência da República e a cassação dos mandatos de diversos parlamentares. Humberto de Alencar Castello Branco, general de Exército, venceu as eleições indiretas e se tornou o primeiro presidente da ditadura militar.

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Tema: Congresso, Ditadura. Origem: Entrevista

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