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Vídeo em que Lula diz que está 'livre para ajudar a libertar o Brasil' não é atual, mas de 2019

Por Marco Faustino

9 de março de 2021, 19h51

Não é recente um vídeo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diz que está livre para ajudar a libertar o Brasil da “loucura que está acontecendo em nosso país” (veja aqui). A gravação é de 2019 e vem sendo compartilhada nas redes como se fosse uma reação do petista à decisão de segunda-feira (8) do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin de anular as suas condenações.

Publicações com o conteúdo fora de contexto somavam ao menos 1.000 compartilhamentos no Facebook nesta terça-feira (9) e foram marcadas com o selo DISTORCIDO na ferramenta de verificação da plataforma (veja como funciona).


Após decisão do Ministro do STF, Edson Fachin na tarde desta segunda-feira dia 8 de março de 2021. Ex-presidente Lula deixa recado em suas redes sociais aos seus seguidores.

Um vídeo do ex-presidente Lula publicado em seu perfil oficial no Instagram em 8 de novembro de 2019 tem sido compartilhado como se tivesse sido gravado após a decisão do ministro Edson Fachin de segunda-feira (8) que anulou as condenações imputadas ao petista. Na verdade, a gravação foi feita no dia em que ele deixou a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba depois de 580 dias preso.

Na ocasião, Lula disse: "quero agradecer do fundo do coração toda a solidariedade de vocês e dizer para vocês que tô livre para ajudar a libertar o Brasil dessa loucura que está acontecendo em nosso país".

Condenado em duas instâncias no caso do tríplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato, Lula cumpria pena em Curitiba quando o STF decidiu que apenas condenados em trânsito em julgado (quando não cabem mais recursos) poderiam ser presos.

Anulação. Na segunda-feira (8), o ministro Edson Fachin, do STF, anulou todas as condenações impostas pela Justiça Federal do Paraná ao ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato. Com a decisão, Lula recuperou os direitos políticos e se tornou elegível.

Referências:

1. Instagram
2. G1 (Fontes 1 e 2)

* Colaboraram: Ana Rita Cunha e Luiz Fernando Menezes

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