É falso que a OMS admitiu erro e se desculpou por posicionamento sobre hidroxicloroquina

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Não é verdade que a OMS (Organização Mundial da Saúde) tenha admitido algum erro e pedido desculpas a respeito de seu posicionamento sobre o uso da hidroxicloroquina no tratamento de Covid-19, conforme afirmam postagens que têm circulado nas redes sociais (veja aqui).

A informação foi negada, por telefone, pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), representante da OMS no Brasil. Segundo o escritório regional, a OMS não mudou o posicionamento sobre o uso da hidroxicloroquina nem fez pedidos de desculpas. Ainda ressaltou que todas as informações oficiais estão disponíveis nos canais da própria OMS. Desde julho, o medicamento deixou de fazer parte das pesquisas lideradas pela entidade no combate ao novo coronavírus.

A peça de desinformação contava com ao menos 5.540 nesta segunda-feira (31) e foi marcada com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).


FALSO

OMS pede desculpa pelo erro na controvérsia sobre a hidroxicloroquina

É enganosa a informação de que a OMS (Organização Mundial da Saúde) tenha admitido algum erro em relação ao seu posicionamento sobre o uso da hidroxicloroquina para tratar Covid-19 e feito um pedido de desculpas.

Consultada por Aos Fatos, a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), representante da OMS no Brasil, disse por telefone que a entidade não mudou o posicionamento sobre o uso do medicamento nem fez pedidos de desculpas. Ainda ressaltou que todas as informações oficiais estão disponíveis nos canais da própria OMS.

Aos Fatos consultou site e redes sociais da organização, além de noticiários, e não encontrou indícios da citação presente na peça de desinformação que tem sido disseminada nas redes sociais.

No site, a informação mais recente é de julho e fala sobre a retirada do medicamento do Solidarity Trial, programa de pesquisas com remédios que a OMS coordena com 21 países, por não ter reduzido a mortalidade de pacientes com Covid-19 que eram acompanhados pelos pesquisadores.

A peça de desinformação também foi checada por Estadão Verifica e Agência Lupa.


De acordo com nossos esforços para alcançar mais pessoas com informação verificada, Aos Fatos libera esta reportagem para livre republicação com atribuição de crédito e link para este site.

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