Crucifixo do Papa não mostra pessoa de braços cruzados como faraó egípcio

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Uma foto em que o papa Francisco aparece usando o crucifixo que representa a metáfora bíblica do Bom Pastor circula nas redes sociais com a falsa alegação de que a imagem traria "uma pessoa de braços cruzados, à semelhança de faraó do antigo Egito" (veja aqui). Na realidade, o acessório mostra Jesus segurando as pernas de uma ovelha que repousa em seus ombros. Atrás dele, há um rebanho e, acima, a pomba que simboliza o Espírito Santo.

A peça de desinformação acumula ao menos 2.000 compartilhamentos até a tarde desta terça-feira (3). Todas as publicações foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).


FALSO

Observem o crucifixo que esse comunista usa. Não tem a imagem de Jesus com os braços abertos. Pelo contrário, tem a imagem de uma pessoa com os braços cruzados, à semelhança de um Faraó do antigo Egito. Ele também só usa sapato preto. Este é o falso Pastor, que prepara a vinda do Anti-cristo.

Fotos que destacam o crucifixo utilizado pelo papa Francisco vêm sendo compartilhadas nas redes com mensagens que afirmam que o amuleto não traria a imagem de Jesus, mas sim uma pessoa de braços cruzados que se assemelha a um faraó. Segundo as publicações, esta seria uma indicação de que o papa seria um “falso pastor”. O crucifixo, no entanto, é uma representação de uma metáfora bíblica, a do Bom Pastor.

O amuleto traz a imagem de um homem que simboliza Jesus carregando uma ovelha perdida em seus ombros enquanto é seguido pelo rebanho. A cruz também traz uma pomba, que representa o Espírito Santo. A cruz peitoral utilizada pelo papa é a mesma desde a época em que ele era bispo.


A metáfora, encontrada na Bíblia no Evangelho de João, afirma que "o bom pastor dá a vida pela ovelhas" e, entre outras interpretações, alude à responsabilidade do sacerdote com seus fiéis como a de um dedicado pastor com seu rebanho de ovelhas.

Interpretações incorretas sobre o crucifixo do papa também circularam nas redes sociais italianas. Em 2017, o amuleto foi considerado um símbolo maçônico, o que foi desmentida por sites católicos.

Referências:

1. Zieglers
2. BibliaOn
3. Aleteia

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