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Vídeo em que policial atira em surfista foi gravado na Costa Rica, não no Brasil

Por Luiz Fernando Menezes

26 de maio de 2020, 17h22

Não foi gravado na praia do Futuro, em Fortaleza (CE), o vídeo que mostra um policial atirando em um surfista que desrespeitava as medidas de isolamento social, como sustentam publicações nas redes sociais (veja aqui). As imagens foram registradas em Playa Hermosa, na Costa Rica, no final de março de 2020. O Ministério Público do país investiga a atuação do policial.

A peça de desinformação tem circulado principalmente no WhatsApp e no Facebook, onde foi compartilhada por perfis pessoais. Até a tarde desta terça-feira (26), publicações do tipo acumulavam mais de 10 mil compartilhamentos na rede social. Todas foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da plataforma (saiba como funciona).


FALSO

Praia do FUTURO em Fortaleza, PM atirando no surfista porque o mesmo estava na praia... A que ponto nós chegamos!!!

Um vídeo em que um policial persegue e atira em um surfista vem sendo compartilhado nas redes sociais como se tivesse sido gravado em Fortaleza (CE). Por mais que tenham ocorrido no contexto da pandemia, as imagens não se passam no Brasil. O vídeo foi publicado no perfil do portal de surfe Surfline no final de março de 2020 e mostra uma ação ocorrida em uma praia da Costa Rica, onde o esporte estava proibido para garantir o isolamento durante a pandemia de Covid-19.

De acordo com a imprensa local, o surfista em questão era o estudante de direito Rafael Villavicencio, que estava desrespeitando a quarentena na Playa Hermosa, em Puntarenas. No Brasil, o caso chegou a ser noticiado pelo site Waves, que informou que o Ministério Público do país está investigando a atitude do policial.

Em entrevista, Villavicencio disse que sabia que não poderia surfar, mas que decidiu ir à praia para ver o mar e as pessoas na água: “Não desejo mal ao oficial, mas sua impulsividade deve ser punida. Muitas vezes a polícia faz o que quer e é difícil provar isso, sei bem que cometi um erro que não valia a pena de morte”.

O Fato ou Fake também desmentiu a peça de desinformação.

Referências:

1. La Republica
2. Waves
3. Dukesurf


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