Público não gritou ‘mito’ após Nando Reis dizer ‘Fora Bolsonaro’ em Belo Horizonte

Por Marco Faustino

26 de julho de 2022, 16h44

É falso que um show do cantor Nando Reis foi interrompido porque, após ele gritar “Fora Bolsonaro”, o público reagiu gritando “mito”, como mostra um vídeo nas redes sociais (veja aqui). O áudio com os gritos foi inserido nas cenas originais, que foram gravadas em uma apresentação em Belo Horizonte, em 16 de julho, e mostram uma reação mista do público: algumas pessoas reagiram com aplausos e outras, com vaias.

O vídeo enganoso somava 17 mil compartilhamentos no Facebook nesta terça-feira (26).


Selo falso

Público entooa cânticos de ‘mito’ após Nando Reis gritar ‘Fora Bolsonaro’ durante show em MG

Público não cantou “mito” em show de Nando Reis após manifestação contra Bolsonaro, como mostra vídeo difundido nas redes sociais

Um vídeo que mostra uma manifestação do cantor Nando Reis contra o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) circula editado nas redes sociais. Gritos de “mito” foram inseridos digitalmente no vídeo, que mostra uma reação mista do público.

As cenas originais foram gravadas durante o festival de música Prime Rock Brasil BH, realizado em Belo Horizonte em 16 de julho de 2022. Durante a apresentação, Nando Reis disse: “Tem uma coisa muito melhor do que isso e muito mais fundamental. Contra o que está acontecendo. Contra o que foi exposto aqui no palco. Não há argumento. Quem tem coração sabe o que tem que fazer. Fora, Bolsonaro.” No som original do evento, é possível ouvir sons de vaias e aplausos.

Diante da reação difusa do público, o cantor completa: “Eu estou com os povos indígenas, e quem está vaiando não está sacando nada. A gente quer paz, e não pode ter um homem que quer guerra. Vamos ficar em paz, não há por que guerrear, não tem morte, não tem arma. Não tem que ter arminha, gente, está todo mundo louco.” Não há registro de que a plateia tenha gritado “mito” em volume semelhante ao que se ouve nas peças de desinformação.

O vídeo também foi checado por AFP, Boatos.org e Reuters.

Referências:

1. Instagram
2. YouTube


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