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É falso que gestão Covas só enviou vale-alimentação para alunos na semana da eleição

Por Luiz Fernando Menezes

25 de novembro de 2020, 15h39

Não é verdade que o governo de Bruno Covas (PSDB) enviou vale-alimentação para as famílias de alunos da rede municipal de São Paulo apenas em novembro, cerca de oito meses após as aulas presenciais terem sido interrompidas, como alegam nas redes (veja aqui). Os benefícios começaram a ser entregues no começo de abril. Até agora, ao menos 828 mil cartões já foram distribuídos, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

A peça de desinformação tem circulado principalmente no Facebook com a proximidade do segundo turno do pleito, marcado para este domingo (29), e reúne ao menos 1.000 compartilhamentos até a tarde de hoje (25). Todas as publicações foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de monitoramento da rede social (saiba como funciona).


FALSO

Uma foto do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), vem sendo compartilhada nas redes junto de uma mensagem que sugere que sua gestão teria proibido as aulas presenciais em março, mas só enviado “cartões merenda” para as famílias das crianças em novembro, na semana do primeiro turno. Essa alegação, no entanto, é falsa: os chamados cartões-alimentação começaram a ser enviados aos estudantes em abril, como o Aos Fatos mostrou em checagem anterior.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação da cidade explicou que a entrega dos vales foi dividida em quatro fases. A primeira, anunciada em 2 de abril, beneficiou apenas famílias cadastradas no programa Bolsa Família e entregou 273 mil cartões. Na segunda, que foi até o dia 15 de maio, mais 80 mil benefícios foram entregues a famílias de alunos em situação de vulnerabilidade, mas que não estavam inscritas no programa social. A terceira fase durou até o dia 15 de julho, quando outros 250 mil estudantes de famílias inscritas no CadÚnico foram contemplados. A última fase, anunciada no dia 30 de julho, universalizou o acesso ao cartão. Até o momento, pelo menos 828 mil benefícios foram entregues pela prefeitura, segundo a secretaria. Os valores diferem de acordo com a etapa de ensino, podendo variar de R$ 55 a R$ 101.

A rede municipal de ensino tinha, ao todo, 1.056.370 crianças matriculadas em setembro deste ano. Vale ressaltar, no entanto, que um cartão-alimentação pode beneficiar mais de um aluno, já que cada unidade é enviada a uma família.

Contatada pelo Aos Fatos na manhã desta quarta-feira (25) para comentar a peça de desinformação, a prefeitura classificou as publicações como falsas e afirmou que a Secretaria de Educação “adotou a entrega dos cartões como forma de manter a alimentação dos alunos mais vulneráveis em abril, tão logo as aulas foram suspensas”.

A única informação verdadeira das postagens é, portanto, que as aulas presenciais foram interrompidas na capital em março. A rede municipal de ensino entrou em quarentena, oficialmente, no dia 23 daquele mês.

Referências:

1. Aos Fatos
2. G1 (Fontes 1 e 2)
3. UOL
4. Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (Fontes 1, 2 e 3)

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