Vídeo em que torcida do Atlético Mineiro ofende Lula em estádio é de 2016

Por Luiz Fernando Menezes

12 de novembro de 2021, 16h01

É de 2016 um vídeo em que a torcida do Atlético-MG ofende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que tem sido compartilhado como se fosse no último domingo (veja aqui). As imagens foram registradas em março daquele ano, quando o time mineiro jogava contra o chileno Colo-Colo no estádio Independência, em Belo Horizonte. Não houve ataque semelhante ao petista no jogo do último fim de semana, contra o América-MG, e Lula não esteve no estádio, como alegam as peças de desinformação.

O vídeo com o falso contexto acumulava centenas de compartilhamentos em publicações no Facebook nesta sexta-feira (12) e também circula no YouTube e no WhatsApp (Fale com Fátima).


Selo falso

No último domingo, 07/11/2021, o Líder nas Pesquisas Lula, foi assistir Atlético Mineiro X América de Minas no estádio Independência. Foi efusivamente saudado pelos torcedores.

Um vídeo que mostra a torcida do Atlético Mineiro xingando o ex-presidente Lula vem sendo compartilhado nas redes sociais como se fosse um registro do último domingo (7). As imagens, contudo, foram gravadas durante a partida do time mineiro contra o chileno Colo-Colo pela Libertadores, em 16 de março de 2016, como Aos Fatos verificou por meio de busca reversa. Não foi possível encontrar a autoria do vídeo.

O Atlético-MG de fato jogou no último domingo, contra o América-MG, mas não houve manifestações semelhantes da torcida. Além disso, a assessoria do ex-presidente afirmou que Lula não esteve presente no estádio para assistir à partida.

O vídeo de 2016 foi gravado três dias depois de protestos contra a então presidente Dilma Rousseff (PT) que aconteceram em diversas capitais do Brasil, incluindo Belo Horizonte.

De acordo com a última pesquisa eleitoral, divulgada pela Genial/Quaest na última quarta-feira (10), o petista possui 48% das intenções de voto para a disputa presidencial do ano que vem. Em segundo lugar está o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com 21%, seguido de Sergio Moro (Podemos), com 8%, e Ciro Gomes (PDT), com 6%.

Referências:

1. Veja
2. Globo Esporte
3. Lance
4. G1
5. CNN Brasil


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