É montagem capa da Veja com declarações de Lula sobre ministros do STF

Por Luiz Fernando Menezes

30 de abril de 2021, 15h57

Trata-se de uma montagem a capa da revista Veja que circula em posts nas redes sociais (veja aqui) atribuindo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarações sobre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), como "O Gilmar me deve favores" e "Lewandowski nunca me traiu". A edição original, que estampa o rosto do petista, saiu em 2015 e destacava a delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.

Esta peça de desinformação circulou primeiro em 2019, mas voltou a ser compartilhada nas redes nas últimas semanas, após decisão do STF que favoreceu Lula. Nesta sexta-feira (30), publicações com a montagem acumulavam ao menos 5.000 compartilhamentos no Facebook, onde foram sinalizadas como desinformação na ferramenta da rede social (saiba como funciona).


É falsa a capa da Veja que circula em posts nas redes sociais com supostas declarações do ex-presidente Lula (PT) a respeito de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A imagem é uma adulteração da edição 2.456 da revista, de julho de 2015, que destacou a delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS, à Lava Jato.

Como Aos Fatos mostra abaixo, foram inseridas sobre a capa original lágrimas ao rosto de Lula e frases que grafam incorretamente o nome dos magistrados (Toffoli não possui acento e Lewandowski é terminado com “i” e não com a letra “y”). Busca no acervo da Veja revelou ainda que não houve edição em 26 de abril de 2016, data estampada na montagem.

Peças de desinformação sobre Lula voltaram a viralizar após o STF ter anulado as condenações do petista. Nas últimas semanas, Aos Fatos desmentiu que o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Paulo Maiurino, teria sugerido que Lula estaria envolvido no atentado contra Jair Bolsonaro, então candidato à Presidência da República durante a campanha de 2018, e que um balão com o rosto do ex-presidente teria caído em um presídio de segurança máxima.

O Estadão Verifica também publicou uma checagem sobre o assunto.

Referências:

1. Veja (1 e 2)
2. STF
3. Aos Fatos (1 e 2)

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