Vídeos mostram ação contra o garimpo ilegal, não invasão do exército venezuelano

Por Marco Faustino

11 de dezembro de 2023, 15h09

Vídeos de uma operação conjunta entre a PF (Polícia Federal) e a PNC (Polícia Nacional da Colômbia), na fronteira entre os países, têm sido usados fora de contexto para alegar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou os exércitos da Colômbia e da Venezuela a entrarem em território brasileiro, o que é falso. Na verdade, as imagens retratam uma ação contra o garimpo ilegal na Amazônia, com a inutilização de balsas e construções usadas por criminosos.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam centenas de compartilhamentos e curtidas no Facebook e no Instagram, respectivamente, até a tarde desta sexta-feira (8). As peças de desinformação circulam também no WhatsApp, plataforma na qual não é possível estimar o alcance dos conteúdos (fale com a Fátima).


Selo falso

Lula autorizou que o exército colombiano entre no Brasil e destruir tudo. Exército venezuelano e colombiano tomando conta do Brasil

Vídeos da operação Fronteira de Ouro, deflagrada neste mês pela PF em conjunto com o Ibama e a Polícia Nacional da Colômbia, têm sido difundidos nas redes como se mostrassem uma ação dos exércitos da Venezuela e da Colômbia para destruir o patrimônio de brasileiros autorizada pelo presidente Lula, o que é falso. Aos Fatos não identificou qualquer informação de uma medida tomada por Lula com esse teor em busca no site oficial do Executivo e na imprensa.

Em nota, a PF confirmou que as imagens se referem a uma operação realizada entre os dias 1º e 3 de dezembro para prevenir e reprimir a extração ilegal de ouro do território brasileiro e colombiano, mais especificamente nos municípios do Japurá (AM) e Santo Antônio do Içá (AM).

“Para esse trabalho em solo brasileiro, a Polícia Federal destacou cerca de dez policiais treinados para realizar abordagens táticas a embarcações. A ação também contou com o trabalho de explosivistas policiais e agentes do Ibama. Já em solo colombiano, a ação contou com os policiais da PNC para dar apoio e realizar, concomitantemente, a operação de cunho internacional”, informou a PF em nota à imprensa.

Sete dragas grandes, uma embarcação, uma retroescavadeira e uma balsa de combustível que eram empregadas na extração ilegal do minério na região foram inutilizadas por agentes brasileiros

A destruição de equipamentos utilizados em práticas de infração ambiental é prevista pela Lei dos Crimes Ambientais (lei nº 9.605/1998) e pela Instrução Normativa do Ibama nº 3/2018.

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Referências:

1. Governo Federal (Fontes 1, 2 e 3)
2. G1
3. Câmara dos Deputados

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