Traficante morto no RJ não é golpista que sentou em cadeira de Alexandre de Moraes

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Não é verdade que o traficante conhecido como PQD, morto durante uma operação policial no Rio de Janeiro no dia 18, seja o mesmo homem que foi gravado sentado na cadeira do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes durante a invasão golpista do dia 8 de janeiro. Preso desde 17 de março, o invasor da corte foi identificado como Fábio Alexandre de Oliveira. Já PQD se chamava Wallace Leite Gomes.

Publicações com a associação enganosa acumulavam centenas de compartilhamentos no Facebook e no Twitter nesta quarta-feira (26). O conteúdo também circula no WhatsApp, plataforma na qual não é possível estimar o alcance (fale com a Fátima).


Selo falso

Muito estranha a morte desse rapaz que participou do 8/1 e sentou na cadeira no Xandão…

Publicações mentem ao afirmar que traficante morto no RJ é o invasor que se sentou na cadeira de Moraes durante os atos do 8 de janeiro

Fotos e vídeos do traficante conhecido como PQD, morto durante uma operação da PM-RJ (Polícia Militar do Rio de Janeiro) no último dia 18, têm sido compartilhadas nas redes para sugerir que ele seria o mesmo homem que foi gravado sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes durante os atos golpistas de 8 de janeiro, o que não é verdade. Preso no dia 17 de março durante a oitava fase da Operação Lesa Pátria, o invasor do STF se chama Fábio Alexandre de Oliveira. Já PQD se chamava Wallace Leite Gomes.

Além de Gomes e Oliveira terem características físicas distintas (veja comparação abaixo), não há indícios de que o primeiro tenha participado da invasão do 8 de janeiro. Seu nome não consta na lista de presos por envolvimento nos atos antidemocráticos ou de pessoas liberadas mediante monitoramento via tornozeleira eletrônica.

Comparação mostra diferenças físicas entre Oliveira e Gomes
Comparativo. Oliveira (à esquerda) tem sobrancelhas mais grossas, nariz maior e lábios mais finos do que Gomes (à direita)

Algumas versões da peça de desinformação usam ainda fotos do ativista Raull Santiago para sugerir que ele e os outros dois homens seriam a mesma pessoa. Conforme explicado por Aos Fatos anteriormente, Santiago não teve qualquer participação nos atos golpistas e estava no Rio de Janeiro quando bolsonaristas invadiram os Três Poderes.

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