PF não fez exposição sobre dinheiro recuperado de esquemas de corrupção do PT

Por Marco Faustino

18 de janeiro de 2022, 17h01

Não é verdade que a PF (Polícia Federal) montou uma exposição no centro de Curitiba (PR) para mostrar o total de dinheiro desviado em governos do PT e recuperados pela instituição, como afirmam nas redes (veja aqui). As pilhas de dinheiro falso que aparecem no vídeo que circula com esta alegação foram instaladas por uma agência publicitária em 2017 para divulgar o filme “Polícia Federal - A lei é para todos”.

Publicações com o conteúdo enganoso reuniam ao menos 4.300 compartilhamentos no Facebook nesta terça-feira (18).


Selo falso

A Polícia Federal de Curitiba fez uma exposição no centro da cidade da montanha de DINHEIRO ROUBADO NA ADMINISTRAÇÃO do PT, que já foi recuperado

O vídeo não mostra uma exposição feita pela Superintendência da PF (Polícia Federal) do Paraná, nem a obra simboliza o total de recursos recuperados pela instituição em investigações de esquemas de corrupção dos governos do PT. As pilhas de dinheiro foram posicionadas em uma praça de Curitiba em agosto de 2017 como uma ação de marketing para o lançamento do filme “Polícia Federal - A lei é para todos”. A instalação representava uma estimativa do montante recuperado pela Lava Jato.

A ação foi elaborada pela agência de publicidade Binder (confira aqui, aqui e aqui) em parceria com a Downtown Filmes, distribuidora do longa de ficção. Ao Aos Fatos, a Binder negou qualquer participação da PF na iniciativa.

As pilhas de cédulas falsas foram instaladas no centro da capital paranaense para simular o montante recuperado pela Lava Jato por meio de acordos de colaboração e leniência de envolvidos em esquemas de corrupção na Petrobras até aquela época: cerca de R$ 4 bilhões (aqui, aqui e aqui). A instalação contava ainda com outras informações sobre a força-tarefa, como o número de mandados de busca e apreensão expedidos.

Referências:

1. Gazeta do Povo
2. Clube de Criação
3. Janela
4. Facebook
5. UOL
6. Gaúcha ZH
7. ANPR
8. O Estado de S. Paulo


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