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Moro não disse que manifestações são de ‘meia dúzia de estudantes despreparados’

Por Luiz Fernando Menezes

17 de maio de 2019, 12h19

É falso que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que as manifestações pela Educação realizadas na última quarta-feira (15) foram feitas por “meia dúzia de estudantes despreparados” e que os protestos “não vão atrapalhar o governo”. Além de não haver registro de que Moro tenha feito tal declaração, o ministro disse, em uma entrevista à GloboNews, que considerava a manifestação “natural”.

A falsa atribuição foi publicada por dezenas de perfis pessoais no Facebook desde quarta e acumula, até a publicação desta checagem, cerca de 6.000 compartilhamentos. Todas as publicações foram marcadas por Aos Fatos com o selo FALSO na ferramenta de verificação (entenda como funciona).


FALSO

Sérgio Moro: ‘Meia dúzia de estudantes despreparados não vão atrapalhar o governo’.

Aos Fatos não encontrou registro de que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, tenha dito a frase acima. Não há declaração parecida também em seu perfil oficial no Twitter.

Em entrevista ao programa Central Globo News, na última quarta-feira (15), Moro chegou a falar sobre as manifestações ocorridas no mesmo dia. Ao responder se concordava com a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que os manifestantes seriam “idiotas úteis” e que “estão sendo utilizados como massa de manobra”, Moro disse:

“Eu acho que o que o presidente quis dizer nesse caso é que, em algumas circunstâncias, houve manipulação político-partidária dessa movimentação. É natural que as pessoas saiam às ruas protestando contra contingenciamentos na área da educação, é um motivo natural. Mas, em alguns momentos, houve, sim, uma manipulação político-partidária. Ouvi, por exemplo, discursos, de onde eu estava, que não tinham muito a ver com a questão da educação, mas, sim, bandeiras político-partidárias de partidos da oposição”.

Aos Fatos entrou em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para que pudessem comentar a disseminação desta desinformação, mas ainda não houve retorno.

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