Fotos de fugitivos de prisão no RN são atribuídas nas redes a mortos no Jacarezinho

Por Luiz Fernando Menezes

11 de maio de 2021, 12h40

Publicações que circulam nas redes sociais desinformam ao exibir fotos de detentos que fugiram de presídio no Rio Grande do Norte em 2017 como se fossem de alguns dos mortos em operação policial no Jacarezinho, no Rio de Janeiro (veja aqui). Os 20 retratos foram extraídos de uma lista de 88 fugitivos da Penitenciária Estadual de Parnamirim, e nenhum deles estava entre as vítimas da ação na favela carioca.

No Facebook, posts com o conteúdo enganoso reuniam ao menos 9.000 compartilhamentos nesta terça-feira (11) e foram marcados com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (saiba como funciona).


Uma galeria com fotos e nomes de detentos que fugiram em 2017 da Penitenciária Estadual de Parnamirim, no Rio Grande do Norte, circula nas redes sociais como se mostrasse as pessoas que foram mortas pela Polícia Civil em operação na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (6).

As imagens foram retiradas de um anúncio feito pela Coape-RN (Coordenação de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte) em 25 de maio de 2017, após 91 detentos terem escapado da prisão por um túnel de 30 metros de extensão. Segundo a PM potiguar, oito deles foram recapturados. O caso é considerado a maior fuga já registrada na história do sistema prisional daquele estado.

Os nomes que aparecem nas postagens também não constam nem como homônimos na lista divulgada pela imprensa de vítimas da ação policial na favela carioca.

A operação no Jacarezinho terminou com 28 mortos, entre eles um agente da Polícia Civil. De acordo com a corporação, a incursão teve como objetivo prender 21 suspeitos de aliciar menores para o tráfico de drogas. Dos alvos iniciais da investigação, três foram presos e outros três, mortos. Apesar das acusações de familiares, a polícia negou que tenha feito execuções na favela.

Referências:

1. Tribuna do Norte
2. G1 (1 e 2)
3. El País Brasil
4. CNN Brasil

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