YouTube remove vídeos de Silveira com falsas alegações de fraude eleitoral

Por Ethel Rudnitzki

28 de junho de 2022, 18h07

O YouTube excluiu nesta terça-feira (28) dois vídeos do canal do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que falavam em fraude eleitoral sem apresentar provas. Os conteúdos foram publicados no dia do primeiro turno da eleição de 2018 e alegavam em seus títulos que Jair Bolsonaro, então no PSL e hoje no PL, teria vencido a eleição naquele dia, o que não é verdade. O então candidato recebeu 46% dos votos válidos, que o levaram ao segundo turno das eleições contra Fernando Haddad (PT).

Juntos, os conteúdos somavam quase 1,5 mil visualizações antes da exclusão. Agora, os links para os vídeos mostram a mensagem: "Este vídeo foi removido por violar as Diretrizes de Comunidade do YouTube.”

Desde março, o YouTube passou a excluir vídeos que contenham alegações falsas de que fraudes ou problemas técnicos mudaram os resultados das eleições de 2018 no Brasil ou de que as urnas eletrônicas foram hackeadas, como parte de sua política de integridade eleitoral. A plataforma confirmou ao Aos Fatos que os vídeos de Silveira violavam essas diretrizes e reforçou que “tem elaborado um sólido conjunto de políticas e sistemas para dar visibilidade a conteúdo confiável, reduzir a disseminação de informações enganosas e permitindo, ao mesmo tempo, a realização do debate político”.

Alvo de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal), Silveira foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por estimular atos antidemocráticos e ataques a instituições, mas responde em liberdade. Desde fevereiro de 2021, ele está banido do Facebook, do Instagram e do Twitter por decisão judicial, mas permanece ativo no Telegram e YouTube.

Não é a primeira vez que o deputado tem vídeos excluídos do YouTube. Segundo monitoramento do estúdio de análise de dados Novelo Data, no dia 25 de maio deste ano a plataforma removeu vídeo do parlamentar intitulado "O Artigo 142 Da Constituição Federal E A Garantia Dos Poderes Constitucionais". Outros dois vídeos do deputado foram removidos em 2021.

O Aos Fatos entrou em contato com o deputado, mas ele não respondeu até a publicação da reportagem.

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