Poster do agregador

Em 1.407 dias como presidente, Bolsonaro deu 6.673 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 08 de Novembro, 2022


Número de afirmações sobre




As três afirmações mais repetidas

REPETIDA 249 VEZES

Em 2019: 15.dez, 23.dez, 24.dez, 26.dez. Em 2020: 10.jan, 06.fev, 20.fev, 03.mar, 09.mar, 16.mar, 20.mar, 22.abr, 28.abr, 05.mai, 22.mai, 28.mai, 26.jul, 30.jul, 02.ago, 13.ago, 07.out, 08.out, 11.out, 15.out, 22.out, 29.out, 09.nov, 25.nov, 29.nov, 08.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 11.jan, 12.jan, 15.jan, 18.jan, 08.fev, 11.fev, 20.fev, 04.mar, 07.abr, 27.abr, 05.mai, 08.mai, 11.mai, 13.mai, 10.jun, 15.jun, 18.jun, 21.jun, 24.jun, 25.jun, 07.jul, 12.jul, 13.jul, 18.jul, 19.jul, 21.jul, 22.jul, 26.jul, 27.jul, 29.jul, 31.jul, 02.ago, 04.ago, 05.ago, 06.ago, 17.ago, 19.ago, 23.ago, 24.ago, 25.ago, 28.ago, 30.ago, 31.ago, 09.set, 10.set, 15.set, 17.set, 21.set, 23.set, 24.set, 30.set, 09.out, 13.out, 14.out, 18.out, 20.out, 21.out, 24.out, 25.out, 27.out, 07.nov, 09.nov, 10.nov, 19.nov, 22.nov, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 09.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 27.dez, 30.dez, 31.dez. Em 2022: 06.jan, 12.jan, 20.jan, 31.jan, 02.fev, 07.fev, 09.fev, 10.fev, 11.fev, 12.fev, 16.fev, 18.fev, 21.fev, 23.fev, 24.fev, 25.fev, 28.fev, 04.mar, 07.mar, 16.mar, 21.mar, 22.mar, 23.mar, 27.mar, 04.abr, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 15.abr, 05.mai, 12.mai, 30.mai, 02.jun, 08.jun, 15.jun, 18.jun, 24.jun, 09.jul, 23.jul, 24.jul, 27.jul, 30.jul, 22.ago, 24.ago, 03.set, 06.set, 07.set, 11.set, 13.set, 14.set, 16.set, 17.set, 20.set, 24.set, 29.set, 04.out, 12.out, 14.out, 21.out, 23.out, 26.out, 27.out, 28.out.

“Qual a corrupção no meu governo? Não tem, tem acusações vagas, levianas.”

Integrantes e ex-integrantes do governo Bolsonaro são alvos de investigações e denúncias de corrupção e outros delitos ligados à administração pública. Em junho de 2022, a PF (Polícia Federal) prendeu preventivamente o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro por suposto envolvimento em um esquema de liberação de verbas na pasta. Ele é investigado por prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência e foi liberado por habeas corpus. Atuais e antigos integrantes do governo também são investigados pela PF ou pelo Ministério Público por suspeita de corrupção, como o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP); Ricardo Salles (PL), ex-titular do Meio Ambiente; o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PL), que comandou o Turismo; e Fabio Wajngarten, que chefiou a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social). Além disso, relatório de junho deste ano da Americas Society/Council of the Americas afirma que as tentativas do presidente de controlar órgãos de investigação e os cortes orçamentários de agências independentes seriam sinais de recuo no combate à corrupção no Brasil.

REPETIDA 139 VEZES

Em 2020: 09.abr, 11.abr, 16.abr, 18.abr, 29.abr, 30.abr, 02.mai, 07.mai, 14.mai, 19.mai, 20.mai, 21.mai, 22.mai, 26.mai, 28.mai, 02.jun, 03.jun, 04.jun, 08.jun, 09.jun, 11.jun, 15.jun, 18.jun, 19.jun, 25.jun, 07.jul, 09.jul, 16.jul, 18.jul, 06.ago, 13.ago, 24.ago, 25.ago, 03.set, 16.set, 22.set, 24.set, 09.out, 19.out, 09.nov, 10.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 14.jan, 15.jan, 21.jan, 04.fev, 02.mar, 03.mar, 04.mar, 10.mar, 21.jul, 22.jul, 28.jul, 29.jul, 02.ago, 04.ago, 05.set, 15.set, 27.set, 09.out, 14.out, 31.out, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 08.dez, 11.dez, 19.dez. Em 2022: 12.jan, 14.jan, 31.jan, 02.fev, 08.fev, 09.fev, 11.fev, 25.fev, 17.mar, 21.mar, 12.abr, 28.abr, 13.mai, 16.mai, 19.mai, 29.jun, 05.jul, 20.jul, 24.jul, 30.jul, 08.ago, 03.set.

“Eu fui desautorizado pelo Supremo Tribunal Federal [durante a pandemia de Covid-19].”

O STF (Supremo Tribunal Federal) não retirou do Executivo o poder de conduzir ações para controlar a pandemia da Covid-19 no Brasil, como afirma Bolsonaro. A corte entendeu, na verdade, que a União não poderia invadir as competências de municípios, de estados e do Distrito Federal. O presidente não poderia, por exemplo, derrubar medidas de isolamento social colocadas em práticas por prefeitos, mas a União não foi impedida de conduzir outras medidas de combate à Covid-19. “O plenário decidiu, no início da pandemia, em 2020, que União, estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. Esse entendimento foi reafirmado pelos ministros do STF em diversas ocasiões. Ou seja, conforme as decisões, é responsabilidade de todos os entes da federação adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia”, afirmou a corte em janeiro de 2021. Em entrevista ao Aos Fatos, Cecilia Mello, especialista em direito administrativo e ex-desembargadora do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), explicou que o STF não excluiu a responsabilidade ou a atuação da União no enfrentamento da Covid-19: “Não houve qualquer suspensão de vigência da lei quanto às competências do presidente e dos órgãos federais para o combate à crise, tampouco foram eles eximidos de seus deveres e atribuições.”

REPETIDA 115 VEZES

Em 2020: 10.set, 16.set, 22.set, 08.out, 11.out, 14.out, 19.out, 27.out, 11.nov, 16.nov, 17.nov, 27.nov, 15.dez, 24.dez. Em 2021: 14.jan, 15.jan, 27.jan, 28.jan, 03.fev, 04.fev, 05.fev, 08.fev, 11.fev, 12.fev, 19.fev, 20.fev, 22.fev, 23.fev, 26.fev, 03.mar, 04.mar, 10.mar, 18.mar, 22.mar, 23.mar, 25.mar, 31.mar, 01.abr, 05.abr, 07.abr, 15.abr, 23.abr, 26.abr, 20.mai, 23.mai, 01.jun, 02.jun, 10.jun, 12.jun, 18.jun, 25.jun, 26.jun, 28.jun, 19.jul, 20.jul, 21.jul, 29.jul, 30.jul, 31.jul, 06.ago, 12.ago, 17.ago, 23.ago, 25.ago, 26.ago, 28.ago, 30.ago, 02.set, 10.set, 21.set, 29.set, 30.set, 07.out, 14.out, 21.out, 26.out, 27.out, 07.nov, 11.nov, 25.nov, 02.dez, 07.dez, 09.dez, 17.dez, 27.dez. Em 2022: 02.fev, 28.fev, 07.mar, 12.mar, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 16.abr, 28.abr, 05.mai, 12.mai, 13.mai, 17.mai, 01.jul, 24.jul, 02.ago, 05.ago, 03.set, 23.set.

“Eu sempre falei que você deve combater sim o vírus, mas também combater o desemprego em nosso país.”

De fato, Bolsonaro tem destacado desde o início da pandemia, em março de 2020, que haveria dois problemas para o Brasil, um de saúde pública e um econômico, e que os dois deveriam ser tratados simultaneamente. Em levantamento feito nas redes e nas falas do presidente, o Aos Fatos identificou o início de declarações do tipo no dia 15 de março de 2020, data de uma entrevista à CNN Brasil. O presidente, porém, nunca tratou as duas questões com o mesmo peso, já que, desde o início do surto de Covid-19 no Brasil, tem minimizado os efeitos da doença e criticado suas principais formas de prevenção. Em diversas entrevistas e declarações públicas, Bolsonaro relacionou a doença a uma “gripezinha” e chegou a dizer em discurso que o isolamento social seria “conversinha mole” e que as medidas de restrição de circulação seriam para “os fracos”. O presidente também ataca reiteradamente as vacinas, que afirma serem experimentais e não terem comprovação científica. Por todos esses motivos, sua declaração é falsa.

Explore as afirmações

Filtros

Por tema

Por origem

Ordenar por

18.ago.2019

“Veja a matança das baleias patrocinada pela Noruega.”

Para se defender das críticas referentes aos cortes dos repasses do Fundo Amazônia pela Noruega, Bolsonaro disse que o país não teria propriedade para falar de proteção ambiental, uma vez que promoveria matanças de baleias como a do vídeo que acompanhou a mensagem. As imagens publicadas pelo presidente, no entanto, não foram registradas na Noruega, e sim nas Ilhas Faroe, território da Dinamarca. Gravadas pela ONG Sea Shepherd, o vídeo mostra uma matança realizada no dia 2018. As Ilhas Faroe promovem essa caça anualmente como uma tradição centenária. Apesar de não ter relação com as imagens divulgadas, a Noruega também permite a caça comercial a baleias, ainda que apenas da raça minke.

LEIA MAIS FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente, Relações internacionais. Origem: Twitter

15.ago.2019

“O Brasil são 8,5 milhões de km², 61% é área de proteção ambiental, reserva indígena, apa, etc.”

Unidades de proteção ambiental ocupam 29,3% do território (tanto no continente quanto em área marinha), segundo o Ministério do Meio Ambiente, enquanto terras indígenas em diversas fases de demarcação estão em 13,8% do país, segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio). Não é possível, no entanto, somar esse percentual. É que, muitas vezes, terras indígenas e unidades de conservação se sobrepõem, o que torna difícil um cálculo mais preciso. Já os territórios quilombolas ocupam 0,12% do país, segundo o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). De qualquer forma, mesmo somadas essas percentagens, elas alcançariam apenas 43,2% do território nacional, número inferior ao mencionado pelo presidente. A declaração de Bolsonaro, portanto, é FALSA.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 2 VEZES. Em 2019: 15.ago, 21.ago.

Tema: Meio ambiente. Origem: Live

05.ago.2019

“61% do território brasileiro, que é tudo área de preservação.”

A declaração de Bolsonaro é IMPRECISA. Segundo estudo da Embrapa Territorial, a área total destinada à preservação, manutenção e proteção da vegetação nativa no Brasil ocupa 66,3% do território, valor acima do mencionado pelo presidente. Nesse número, estão os espaços preservados pelo segmento rural, as unidades de conservação integral, as terras indígenas e as terras devolutas.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 3 VEZES. Em 2019: 05.ago, 24.set, 26.set.

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

01.ago.2019

“Até eu costumo dizer, se esses números todos fossem verdadeiros a Amazônia já teria sido devastada três vezes, ao longo dos últimos 20 anos.”

Ao comentar a pegunta de um repórter sobre a capa da revista The Economist sobre aumento no desmatamento na Amazônia, Bolsonaro criticou os dados sobre o tema sem especificar a qual dado estaria direcionando as críticas. O Prodes, projeto do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que compila dados anuais de desmatamento tem a maior série histórica disponível do tema. De acordo com o Prodes foram devastados, entre 1998 e 2018, 436.400 km² da Floresta Amazônica, área pouco maior do que o Paraguai (406 mil km²). A área total da floresta, no entanto, é bem maior: são 5,02 milhões de km², segundo o IBGE. A declaração de Bolsonaro, portanto, é FALSA.

FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

27.jul.2019

“O Brasil é o país que mais preserva seu meio ambiente.”

Bolsonaro repete uma declaração FALSA feita no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro deste ano. O Brasil não aparece nas primeiras colocações nem na porcentagem de área florestal preservada, nem no ranking mundial de sustentabilidade. Por isso, não é possível dizer que é um dos país que mais preserva o meio ambiente. Segundo estudo do Banco Mundial, o Brasil tinha em 58,9% de florestas preservadas em 2016, ocupando o 32º lugar no ranking mundial. No último Enviromental Perfomance Index, que avalia a sustentabilidade dos países, o Brasil apareceu na 69ª posição. O estudo é feito pelas Universidades de Yale e Columbia, em colaboração com o Fórum Econômico Mundial, e usa 24 indicadores — entre eles a emissão de gases, a proteção da biodiversidade e a porcentagem de água potável — para fazer um ranking de 180 países.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 40 VEZES. Em 2019: 22.jan, 23.mar, 27.jun, 27.jul, 24.set, 11.dez. Em 2020: 05.jun, 17.jun, 25.jun, 03.set, 05.set, 17.set, 18.set, 24.set, 06.nov, 07.nov, 02.dez, 03.dez. Em 2021: 09.fev, 29.abr, 13.mai, 24.ago, 25.ago, 30.ago, 22.set, 23.set, 04.nov, 29.nov. Em 2022: 04.abr, 12.abr, 13.abr, 04.mai, 03.jun, 10.jun, 13.jun, 29.jun, 27.jul, 11.set.

Tema: Meio ambiente. Origem: Facebook

19.jul.2019

“Nós temos 61% do território brasileiro de área preservada. Aí você bota aí dentro que são reservas indígenas, quilombolas, estação ecológicas, parques nacionais unidades de conservação, entre outras.”

Segundo dados do SFB (Serviço Florestal Brasileiro) de 2017, 57,6% do território nacional é coberto por vegetação nativa, distribuída pelos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal, número menor do que o mencionado por Bolsonaro. De acordo com órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, estão preservados 490,2 milhões de hectares do território nacional. Já um estudo de 2018 da Embrapa Territorial aponta um número maior do que o mencionado pelo presidente. Segundo os dados da Embrapa, a área total destinada à preservação, manutenção e proteção da vegetação nativa no Brasil ocupa 66,3% do território. Nesse número, estão os espaços preservados pelo segmento rural, as unidades de conservação integral, as terras indígenas e as terras devolutas. Elas somam 631 milhões de hectares. A fala, portanto, foi classificada como IMPRECISA.

FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

19.jul.2019

“O Brasil é o país que menos usa agrotóxicos.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA. Existem várias metodologias que medem o consumo de agrotóxicos por um país. Independentemente do método escolhido, o Brasil aparece nas primeiras colocações na maioria deles. O país é campeão no ranking da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), que mede a relação habitante por litro de agrotóxico. A métrica, no entanto, tem a limitação de não levar em conta o fato de parte da produção agrícola do país ser destinada à exportação. Já de acordo com dados coletados entre 1990 e 2016 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), que mede o uso médio de pesticidas por país em valores brutos (tonelada/ano), o Brasil é o terceiro maior consumidor de agrotóxicos do mundo (210 mil toneladas/ano). O país só perde para a China (1,3 milhão de toneladas/ano) e para os Estados Unidos (406 mil toneladas/ano).

LEIA MAIS FONTE ORIGEM

REPETIDA 2 VEZES. Em 2019: 19.jul.

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

19.jul.2019

“Em números proporcionais de países que têm uma agricultura punjante, estamos nos últimos lugares no tocante ao uso de agrotóxicos em nossa agricultura.”

Em números proporcionais à quantidade de terras cultivadas, o Brasil ocupa a 44ª posição dentre 160 países no que se refere ao uso de agrotóxicos, com 4,31 kg de pesticidas utilizados a cada hectare de plantação, de acordo com dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Os números, no entanto, foram contestados pela pesquisadora do Departamento de Geografia da USP (Universidade de São Paulo) Larissa Bombardi, que, em entrevista ao Jornal Nacional, afirmou que a inclusão das pastagens no cálculo sobre área cultivada do país dilui o volume do uso de agrotóxicos. Observando os dados de quantidades totais de pesticidas utilizados da FAO, pode-se atestar que o país ocupa a 3ª posição no ranking mundial, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, outras duas potências agrícolas. A afirmação de Bolsonaro é, portanto, IMPRECISA.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 2 VEZES. Em 2019: 19.jul.

Tema: Economia, Meio ambiente. Origem: Entrevista

06.jul.2019

“O Brasil é exemplo para o mundo na preservação ambiental.”

Não é possível falar que o Brasil é um exemplo quando o assunto é preservação ambiental, porque é apenas o 30º país que mais protege suas florestas, segundo o Banco Mundial, e o 69º no ranking de sustentabilidade Enviromental Perfomance Index.

LEIA MAIS FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente. Origem: Twitter

04.jul.2019

“Nós defendemos o meio ambiente.”

Apesar de afirmar que seu governo preza pela defesa do meio ambiente, Bolsonaro e seus ministros têm tomado atitudes que indicam intenções contrárias. Até o fim de junho, foram liberados 239 novos agrotóxicos, alguns comprovadamente causadores de problemas de saúde e danos graves ao meio ambiente. O escolhido para chefiar a pasta do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi condenado no fim de 2018 por fraudar o processo do Plano de Manejo de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê quando ainda era secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo. Em maio, Salles afirmou sem apresentar dados concretos que o Fundo Amazônia, criado em 2008 para arrecadar recursos de países desenvolvidos para a preservação da Amazônia, apresenta uma série de irregularidades e inconsistências, o que levou a questões diplomáticas que podem extinguir o fundo. O ministro também cortou cerca de 95% da verba destinada a políticas climáticas no governo e exonerou o coordenador Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Suas críticas ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) também levaram o presidente e três diretores do órgão a se demitirem e serem substituídos por militares sem os mesmos conhecimentos técnicos. Por fim, as inúmeras críticas feitas pelo ministro e o próprio presidente à fiscalização do Ibama fizeram com que o número de multas aplicadas entre janeiro e maio tenha sido o mais baixo em 11 anos. Por fim, matéria publicada por Aos Fatos mostra que o ministro, mesmo com números recorde de desmatamento na Amazônia, tem priorizado o encontro com deputados e senadores ligados ao agronegócio. Por todos esses motivos, a declaração de Bolsonaro é considerada FALSA.

LEIA MAIS FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente. Origem: Live

04.jul.2019

“O Acordo de Paris, Alemanha não vai cumprir, porque a fonte de energia deles são fósseis, não tem como sair rapidamente de um para o outro.”

De acordo com dados da Fraunhofer Organization of Applied Science, instituto alemão que conduz pesquisas sobre fontes de produção de energia, a Alemanha tem 59,6% de sua geração de energia elétrica vinda de fontes não renováveis, como carvão, gás natural e energia nuclear, enquanto 40,4% é gerada a partir de energia solar, eólica, biomassa ou hidrelétricas. Dentre as fontes não renováveis, os combustíveis fósseis são responsáveis pela parcela mais significativa de geração de energia: juntos, carvão, petróleo e gás natural representam cerca de 45% do total das fontes energéticas. Apesar disso, o país tem empenhado esforços para diminuir as emissões de poluentes e consumir energia limpa: até 2022, todas as plantas nucleares do país serão fechadas; até 2030, a produção de energia a partir de gás natural será reduzida em 55%; e até 2050, planeja-se uma diminuição de 50% no total de energia consumida. Os objetivos vão ao encontro das metas anunciadas no Acordo de Paris, que tem como um de seus objetivos a neutralização da emissão de gases poluentes até 2050. A declaração de Bolsonaro é, portanto, EXAGERADA.

FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente, Relações internacionais. Origem: Live

04.jul.2019

“Quando eles falam em carro elétrico, não tá economizando emissão do carbono no espaço não, porque a eletricidade veio de uma termoelétrica.”

Segundo estudo realizado pela BloombergNEF, plataforma do grupo de mídia Bloomberg para análise de dados sobre energia, transportes, indústrias e commodities, carros elétricos emitem 40% menos carbono do que veículos convencionais. Essa vantagem se mantém mesmo em países que produzem eletricidade a partir de termelétricas, como o Japão. “Quando um veículo de combustão interna sai da linha de produção, suas emissões por quilômetro estão definidas, mas para um veículo elétrico, diminuem a cada ano ao passo que a rede fica mais limpa”, afirmou Colin McKerracher, analista de transportes da BloombergNEF. No caso da Alemanha, citada por Bolsonaro no momento em que fez sua declaração, o impacto ecológico de carros elétricos continua sendo positivo, mesmo que uma parte significativa das fontes de energia do país venha de combustíveis fósseis. Um estudo da Instituto de Pesquisa de Energia e Meio Ambiente (Ifeu), de Heidelberg, no entanto, afirma que só se reduz a zero o impacto de emissão de carbono em veículos elétricos produzidos a partir de fontes poluidoras, caso do país, depois de 100 mil quilômetros rodados. Em veículos criados a partir de fontes renováveis, no entanto, a emissão é neutralizada depois de 30 mil km. De acordo com a Deutsche Welle, a meta alemã é que, em 2035, entre 55% e 60% da energia do país seja produzida através de fontes renováveis, como vento, sol, água e biomassa. O governo alemão anunciou no início deste ano, inclusive, que no ano passado o país teve 40% de sua energia total produzida por fontes renováveis, em contraposição a 38% geradas pela queima de carvão. Isso vai ao encontro da previsão feita pelo relatório da BloombergNEF, que afirma que a estimativa é que os veículos elétricos se tornem mais limpos à medida em que os países reduzam seu consumo de energia a partir de combustíveis fósseis e utilizem mais placas solares e energia eólica, processo que "vem acontecendo em vários locais, exceto no sudeste asiático". Isso faz com que a declaração de Bolsonaro seja FALSA.

FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente. Origem: Live

28.jun.2019

“O que cada brasileiro bota para fora ou produz, CO2, o alemão é quatro vezes mais.”

Segundo a International Energy Association, órgão ligado à OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil produziu, em 2017, 427,6 megatoneladas de CO2. A Alemanha, por sua vez, produziu 682,7 megatoneladas, cerca de 60% a mais. A declaração de Bolsonaro é, portanto, FALSA.

FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente, Relações internacionais. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“A nossa matriz energética é muito voltada, em torno de 50%, eu não tenho o percentual exato aqui, mas bem grande, para fontes de energias renováveis, enquanto que a Alemanha continua o fóssil ainda.”

Apesar de estar correto ao afirmar que a Alemanha tem a maior parte de sua energia advinda de recursos fósseis, Bolsonaro é IMPRECISO ao afirmar que cerca de 50% da matriz brasileira é composta por recursos renováveis. Segundo dados de 2017 da International Energy Association, órgão internacional ligado à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), cerca de 57% da matriz brasileira é composta por fontes não renováveis (carvão, petróleo, gás natural e energia nuclear). As fontes renováveis (energia hidrelétrica, biomassa, eólica e solar) compõem, portanto, 43% do total. Na Alemanha, os recursos fósseis, em 2017, foram responsáveis por prover 79% do total de energia.

FONTE ORIGEM

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“O Brasil é exemplo para o mundo [de preservação ambiental].”

A declaração de Bolsonaro é FALSA. De acordo com dados do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 30ª posição no ranking de países que mais protegem suas florestas. Já no indicador de sustentabilidade Enviromental Perfomance Index, o Brasil está no 69º lugar.

LEIA MAIS FONTE ORIGEM

REPETIDA 2 VEZES. Em 2019: 28.jun, 13.nov.

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

Topo

Usamos cookies e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concordará com estas condições.