Vídeo de 2020 em que Lula diz que preços dos alimentos vão subir circula como atual

Por Ethel Rudnitzki

14 de dezembro de 2023, 15h17

Não é verdade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que os preços dos alimentos vão subir nos próximos meses. Um vídeo enganoso que circula nas redes sociais usa trecho de pronunciamento feito pelo petista em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), como crítica à gestão do adversário.

Publicações com o vídeo fora de contexto circulam desde maio deste ano no TikTok. Até a tarde desta quinta-feira (14), somavam mais de 590 mil visualizações no Instagram.


Selo falso

Os preços dos alimentos dispararam

Publicações usam trecho de vídeo antigo de Lula para mentir sobre aumento nos preços de alimentos (Reprodução)

Um vídeo em que Lula fala sobre aumento no preço de alimentos circula fora de contexto nas redes para dar a entender que é recente. A gravação original foi publicada no dia 16 de outubro de 2020, data que marca o Dia Mundial da Alimentação, nos canais da Rede TVT, emissora mantida por sindicatos da região do ABC Paulista ligados ao PT. Na época, Lula gravou o pronunciamento para criticar o crescimento do número de brasileiros vivendo em insegurança familiar ocorrido nos dois primeiros anos de mandato de Bolsonaro.

O trecho descontextualizado usa como se fosse atual a fala de Lula sobre o aumento do preço de alimentos como arroz, feijão e leite entre janeiro e outubro de 2020, com uma previsão sobre falta de alimentos nos supermercados. “Tudo indica que os preços continuarão subindo nos próximos meses”, diz.

Porém, este ano a inflação do grupo de alimentos e bebidas acumula uma variação negativa de 0,08%, com leve alta no mês de novembro (0,63%) segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

O vídeo enganoso também deixou de fora parte do pronunciamento em que Lula faz críticas à gestão de Bolsonaro e inseriu sobre as imagens o jargão “faz o L”, usado por petistas durante a campanha e apropriado por bolsonaristas para atacar o atual governo. Publicações com o conteúdo descontextualizado circulam nas redes desde maio.

Referências:

1. Rede TVT
2. Oxfam Brasil
3. IBGE
4. Aos Fatos

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