Vídeo em que indígena denuncia assassinatos em aldeia é de 2021 e não tem relação com ONGs

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Não foi gravado em 2023 o vídeo em que uma indígena kaingang denuncia assassinatos no território de Serrinha, no Rio Grande do Sul. Os crimes ocorreram em outubro de 2021, não têm qualquer relação com ONGs, agentes internacionais ou o governo Lula (PT) e foram motivados por conflitos internos ligados ao arrendamento de terras para o agronegócio, diferentemente do que indicam postagens nas redes sociais.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam ao menos 32 mil compartilhamentos no Facebook nesta segunda-feira (24).


Selo falso

Esse vídeo tem que ser divulgado para os quatro cantos do mundo ... Não podemos omitir este pedido de socorro. Infelizmente os órgãos internacionais junto com as ONGs e o governo socialista/comunista da esquerda são os responsáveis por essas verdadeiras chacinas. Lula quer dinheiro, no bolso, DELE, o resto, que se dane. Engana-se quem pensa que a esquerda se preocupa com os povos da floresta e os pobres, de uma maneira geral!

Posts usam vídeo de 2021 para afirmar que indígenas estariam sendo assassinados no governo Lula

Usuários têm compartilhado um vídeo antigo nas redes para sugerir que indígenas estariam sendo mortos ou expulsos de suas terras por ação de ONGs e agentes internacionais e com a anuência do governo Lula. A gravação original, feita em outubro de 2021, mostra a líder indígena Vãngri Kaingang denunciando assassinatos que ocorreram no território de Serrinha, no Rio Grande do Sul. Os conflitos foram motivados por disputas internas ligadas ao agronegócio.

Na gravação, Vãngri acusa o então cacique da aldeia, Marciano Inacio Claudino, de torturar e matar indígenas que eram contrários ao arrendamento das terras para o plantio de soja. Segundo relatos dos Kaingang, um grupo de homens armados foi contratado para exterminar 12 famílias que se preparavam para realizar um bloqueio na rodovia RS-324 para protestar contra as decisões do cacique. Dois indígenas morreram.

O caso também foi denunciado pela Apib (Associação dos Povos Indígenas do Brasil), que divulgou uma nota no dia dos assassinatos. Segundo a entidade, episódios de violência já vinham sendo registrados há meses no território. Os conflitos foram acirrados quando o antigo cacique, Ronaldo Claudino, morreu em decorrência da Covid-19 e foi substituído por seu irmão, Marciano.

Em dezembro daquele ano, a PF (Polícia Federal) prendeu Marciano e mais oito pessoas durante a investigação sobre os homicídios.

Referências

  1. G1
  2. Sul21 (1 e 2)
  3. Apib

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