Não é verdade que delegado mandou prender Alexandre de Moraes

Por Marco Faustino

4 de julho de 2022, 18h08

Não é verdade que um delegado da Polícia Federal mandou prender o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na última sexta-feira (1º), como afirmam postagens (veja aqui). As peças compartilham uma simulação de uma reportagem do G1, que não publicou essa informação. O STF negou que haja qualquer mandado de prisão contra Moraes e afirmou que cabe ao Judiciário decretar prisões, não às autoridades policiais.

Publicações com a alegação enganosa reuniam ao menos 2,5 mil compartilhamentos no Facebook nesta segunda-feira (4).


Selo falso

Delegado da PF manda prender Alexandre de Moraes

Posts difundem montagem que simula notícia do G1 para alegar que delegado da PF mandou prender Alexandre de Moraes, o que é falso.

O ministro do STF Alexandre de Moraes não foi preso a mando de um delegado da PF, como dizem postagens nas redes sociais. As publicações contêm uma imagem que simula uma reportagem jamais publicada pelo site G1 e atribuem o mandado de prisão a Victor Cesar Carvalho dos Santos, superintendente da PF no Distrito Federal. Porém, a assessoria do Supremo afirmou que não sabe de mandado semelhante e frisou que cabe ao Judiciário decretar prisões, não às autoridades policiais.

O Grupo Globo confirmou que se trata de uma imagem falsa e que não publicou qualquer reportagem com essa informação. O Aos Fatos tampouco encontrou título ou notícia semelhante publicada no G1. Na plataforma Wayback Machine, que armazena sites antigos ou apagados, não há registro da reportagem na página inicial do portal desde o dia 1º de julho, quando a notícia teria sido publicada.

Um ministro do STF só pode ser preso em flagrante de crime comum e uma investigação nesse âmbito precisaria de autorização do próprio tribunal. Na hipótese de crime de responsabilidade, os ministros passariam por um processo de impeachment, que tramitaria no Senado Federal, e que não resultaria em prisão, mas na perda do cargo ou até na inabilitação por no máximo cinco anos.

Referências:

1. Governo Federal
2. Google
3. Wayback Machine
4. Agência de Notícias UniCEUB


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