Lula não fez profecia sobre fim do mundo em discurso na Assembleia Geral da ONU

Por Milena Mangabeira

21 de dezembro de 2023, 15h57

Não é verdade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) profetizou o fim do mundo durante o discurso de abertura da 78ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). As peças de desinformação que fazem essa alegação recortam um trecho da fala do presidente, que fazia menção ao prazo máximo para implementação dos objetivos da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam 418 mil visualizações no TikTok e centenas de curtidas no Instagram até o início da tarde desta quinta-feira (21).


Selo falso

Profecia fim do mundo

Vídeo recorta trecho de discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU para sugerir que presidente teria feito profecia bíblica sobre o fim do mundo

Lula não profetizou que o mundo acabará em 2030 durante discurso na Assembleia Geral da ONU, nos EUA, em 19 de setembro deste ano. As publicações que fazem essa alegação e sugerem que o apocalipse estaria próximo tiram de contexto um trecho da fala do presidente, que fazia menção ao prazo para que países se adequem à Agenda 2030 da ONU, conjunto de ações para a garantia de direitos humanos, igualdade social e desenvolvimento sustentável.

No trecho recortado pelos posts desinformativos, Lula faz menção aos “sete anos que nos restam” para se referir ao limite máximo para implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. O presidente também critica outros países por não priorizarem a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades. Veja abaixo a fala completa:

“A mais ampla e mais ambiciosa ação coletiva da ONU voltada para o desenvolvimento – a Agenda 2030 – pode se transformar no seu maior fracasso. Estamos na metade do período de implementação e ainda distantes das metas definidas. A maior parte dos objetivos de desenvolvimento sustentável caminha em ritmo lento. O imperativo moral e político de erradicar a pobreza e acabar com a fome parece estar anestesiado. Nesses sete anos que nos restam, a redução das desigualdades dentro dos países e entre eles deveria se tornar o objetivo-síntese da Agenda 2030.”

Esta peça de desinformação também foi desmentida pela Reuters.

Referências:

1. YouTube (CanalGov)
2. Nações Unidas
3. UOL

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