Facebook une-se a checadores em esforço contra notícias falsas

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Quase um mês depois de um grupo de checadores de várias partes do mundo endereçarem ao fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, uma carta aberta contra a disseminação de notícias falsas, a rede social divulgou nesta quinta-feira (15) um pacote de ações para combatê-las.

A iniciativa contará com a participação de signatários do código de princípios da International Fact-Checking Network, rede de aglutina checadores de todo o mundo baseada no Poynter Institute, nos Estados Unidos. Aos Fatos faz parte desse grupo.

A ação, entretanto, terá início apenas nos Estados Unidos e será feita de forma colaborativa — ou seja, as plataformas envolvidas não serão remuneradas pelo Facebook para checar informações na rede.

Segundo o Facebook, um dos primeiros passos para monitorar notícias falsas será estimular seus usuários a reportá-las. Ele deverá clicar no canto superior direito de um post. Elas poderão ser encaminhadas à rede de checadores para eventual verificação.

Se os checadores envolvidos na iniciativa classificarem a história como falsa, ela será publicamente marcada e terá um link para a justificativa correspondente, que dará contexto. Essas mesmas histórias também terão acesso dificultado pelo algoritmo que regula o feed do Facebook.

Todos os posts, porém, poderão continuar a ser compartilhados. Segundo o Facebook, não haverá censura ou limitação de acesso.

Trust Project. Ao lado de veículos nacionais de diversas origens e mídias, Aos Fatos participará do Projeto Credibilidade — braço brasileiro do Trust Project, da Universidade Santa Clara, nos EUA.

O projeto conta com um consórcio de mídia que pretende refletir a respeito da fragmentação de notícias no ambiente digital, bem como desenvolver ferramentas que estimulem a presença de um jornalismo confiável e de qualidade na internet.

Organizada pelo Projor, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia da Unesp, a primeira newsletter do consórcio foi distribuída na semana passada.

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