Príncipe William não elogiou Lula ao pedir fim do conflito entre Israel e Hamas

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Não é verdade que o príncipe William, do Reino Unido, classificou como “heroico” o posicionamento do presidente Lula (PT) contra o conflito entre Israel e o grupo extremista palestino Hamas, como alegam publicações nas redes. O herdeiro do trono britânico não fez qualquer menção ao chefe de Estado brasileiro em sua única manifestação pública contra os combates.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam 7.000 compartilhamentos no Facebook e milhares de visualizações no TikTok até a tarde desta segunda-feira (1°).

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Selo falso

Príncipe William pede o fim da guerra em Israel no mundo todo. Ele falou que o discurso de Lula foi de herói e que nenhum líder político teve a coragem e a humildade de falar a verdade

Post engana ao alegar que o príncipe William, do Reino Unido, elogiou o posicionamento de Lula contra o conflito entre Israel e Hamas

Publicações nas redes mentem ao alegar que o príncipe William, herdeiro do trono britânico, teria classificado como “heroicas” as críticas de Lula ao conflito entre Hamas e Israel. Em busca na imprensa e nas redes oficiais da realeza, o Aos Fatos não encontrou qualquer manifestação similar de William sobre o presidente brasileiro desde o início do confronto no Oriente Médio, em 7 de outubro de 2023.

A única declaração pública feita pelo príncipe sobre o tema ocorreu em 20 de fevereiro deste ano. Em publicação nas redes, William pediu o fim dos confrontos na Faixa de Gaza e alertou para a “necessidade urgente" de garantir ajuda humanitária aos palestinos e a libertação dos reféns. O príncipe também disse estar preocupado com o que chamou de "terrível custo humano" da guerra. Não houve menção a Lula no comunicado.

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Apesar de não especificarem qual discurso do presidente brasileiro teria sido alvo de elogios do príncipe britânico, as peças de desinformação provavelmente fazem referência a uma fala ocorrida em 18 de fevereiro deste ano. Em entrevista à imprensa durante viagem à Etiópia, Lula comparou a resposta de Israel em Gaza à ação de Hitler contra os judeus durante o Holocausto e classificou o conflito no Oriente Médio como um genocídio.

A declaração fez com que o governo israelense convocasse o embaixador brasileiro para esclarecimentos e apontasse Lula como persona non grata no país. Isso não impediu que o petista voltasse a repetir em duas ocasiões no mês passado (veja aqui e aqui) que Israel está cometendo genocídio contra o povo palestino.

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