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Em 1.277 dias como presidente, Bolsonaro deu 5.665 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 01 de Julho, 2022


Número de afirmações sobre




As três afirmações mais repetidas

REPETIDA 210 VEZES

Em 2019: 15.dez, 23.dez, 24.dez, 26.dez. Em 2020: 10.jan, 06.fev, 20.fev, 03.mar, 09.mar, 16.mar, 20.mar, 22.abr, 28.abr, 05.mai, 22.mai, 28.mai, 26.jul, 30.jul, 02.ago, 13.ago, 07.out, 08.out, 11.out, 15.out, 22.out, 29.out, 09.nov, 25.nov, 29.nov, 08.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 11.jan, 12.jan, 15.jan, 18.jan, 08.fev, 11.fev, 20.fev, 04.mar, 07.abr, 27.abr, 05.mai, 08.mai, 11.mai, 13.mai, 10.jun, 15.jun, 18.jun, 21.jun, 24.jun, 25.jun, 07.jul, 12.jul, 13.jul, 18.jul, 19.jul, 21.jul, 22.jul, 26.jul, 27.jul, 29.jul, 31.jul, 02.ago, 04.ago, 05.ago, 06.ago, 17.ago, 19.ago, 23.ago, 24.ago, 25.ago, 28.ago, 30.ago, 31.ago, 09.set, 10.set, 15.set, 17.set, 21.set, 23.set, 24.set, 30.set, 09.out, 13.out, 14.out, 18.out, 20.out, 21.out, 24.out, 25.out, 27.out, 07.nov, 09.nov, 10.nov, 19.nov, 22.nov, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 09.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 27.dez, 30.dez, 31.dez. Em 2022: 06.jan, 12.jan, 20.jan, 31.jan, 02.fev, 07.fev, 09.fev, 10.fev, 11.fev, 12.fev, 16.fev, 18.fev, 21.fev, 23.fev, 24.fev, 25.fev, 28.fev, 04.mar, 07.mar, 16.mar, 21.mar, 22.mar, 23.mar, 27.mar, 04.abr, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 15.abr, 05.mai, 12.mai, 30.mai, 02.jun, 08.jun, 15.jun, 18.jun, 24.jun.

“E no mais, também é obrigação um governo que não roube, um governo que não seja corrupto. Estamos deixando pra trás este momento triste da nossa história.”

O presidente sugere que não há corrupção em sua gestão, o que é falso, porque integrantes e ex-integrantes de seu governo são alvos de investigações e denúncias de casos de corrupção e outros delitos ligados à administração pública. Em junho de 2022, a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro Milton Ribeiro, por suposto envolvimento em um esquema de liberação de verbas do MEC (Ministério da Educação). Ribeiro é investigado por prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. Em 23 de junho, o magistrado Ney Bello, do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), concedeu habeas corpus e Ribeiro foi libertado. Além disso, o relatório da CPI da Covid-19 no Senado pediu o indiciamento de Bolsonaro e seis ministros e ex-ministros por prevaricação, emprego irregular de verbas públicas, falsificação de documento particular, charlatanismo, crime contra a humanidade, crime de responsabilidade e epidemia com resultado de morte — pedido que não seguido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que possui a competência exclusiva de apresentar denúncias à Justiça contra o presidente da República e seus auxiliares de primeiro escalão. Aras foi escolhido para o cargo por Bolsonaro e teve o nome chancelado pelo próprio Senado. Outros agentes do governo também foram indiciados por envolvimento em um suposto esquema para a compra da vacina indiana Covaxin. Por fim, atuais e antigos integrantes do governo são investigados pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público por suspeitas de corrupção, como o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP); Ricardo Salles (PL), ex-titular do Meio Ambiente; o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PL), que comandou a pasta do Turismo; e Fabio Wajngarten, que chefiou a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).

REPETIDA 131 VEZES

Em 2020: 09.abr, 11.abr, 16.abr, 18.abr, 29.abr, 30.abr, 02.mai, 07.mai, 14.mai, 19.mai, 20.mai, 21.mai, 22.mai, 26.mai, 28.mai, 02.jun, 03.jun, 04.jun, 08.jun, 09.jun, 11.jun, 15.jun, 18.jun, 19.jun, 25.jun, 07.jul, 09.jul, 16.jul, 18.jul, 06.ago, 13.ago, 24.ago, 25.ago, 03.set, 16.set, 22.set, 24.set, 09.out, 19.out, 09.nov, 10.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 14.jan, 15.jan, 21.jan, 04.fev, 02.mar, 03.mar, 04.mar, 10.mar, 21.jul, 22.jul, 28.jul, 29.jul, 02.ago, 04.ago, 05.set, 15.set, 27.set, 09.out, 14.out, 31.out, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 08.dez, 11.dez, 19.dez. Em 2022: 12.jan, 14.jan, 31.jan, 02.fev, 08.fev, 09.fev, 11.fev, 25.fev, 17.mar, 21.mar, 12.abr, 28.abr, 13.mai, 16.mai, 19.mai.

“Lamentavelmente, a condução da pandemia foi tirada da minha mesa presidencial.”

Bolsonaro repete o argumento de que o STF (Supremo Tribunal Federal) teria limitado a sua atuação durante a pandemia de Covid-19, o que é FALSO, porque a corte não eximiu a Presidência da República de atuar contra a disseminação da doença. O STF decidiu, na verdade, que prefeitos e governadores têm legitimidade para tomar medidas locais de restrição de circulação e que não cabe ao Poder Executivo Federal derrubar essas iniciativas. Segundo os ministros, o governo federal pode, sim, adotar medidas para conter a pandemia em casos de abrangência nacional, como fez ao determinar o fechamento de fronteiras terrestres. Ainda de acordo com o STF, seria função da Presidência, por exemplo, coordenar as diretrizes de isolamento a serem seguidas em todo o país. Os estados, por sua vez, não teriam legitimidade para fechar rodovias, prejudicando o abastecimento nacional. Em um dos julgamentos, o ministro Edson Fachin destacou que a ausência de legislação por parte do governo federal também obriga que os estados atuem localmente: "A União exerce a sua prerrogativa sempre, desde que veicule uma norma que organize essa cooperação federativa. No silêncio da legislação federal, estados e municípios têm presunção de atuação. Na ausência de manifestação legislativa, não se pode tolher o exercício da competência dos demais entes federativos".

REPETIDA 108 VEZES

Em 2020: 10.set, 16.set, 22.set, 08.out, 11.out, 14.out, 19.out, 27.out, 11.nov, 16.nov, 17.nov, 27.nov, 15.dez, 24.dez. Em 2021: 14.jan, 15.jan, 27.jan, 28.jan, 03.fev, 04.fev, 05.fev, 08.fev, 11.fev, 12.fev, 19.fev, 20.fev, 22.fev, 23.fev, 26.fev, 03.mar, 04.mar, 10.mar, 18.mar, 22.mar, 23.mar, 25.mar, 31.mar, 01.abr, 05.abr, 07.abr, 15.abr, 23.abr, 26.abr, 20.mai, 23.mai, 01.jun, 02.jun, 10.jun, 12.jun, 18.jun, 25.jun, 26.jun, 28.jun, 19.jul, 20.jul, 21.jul, 29.jul, 30.jul, 31.jul, 06.ago, 12.ago, 17.ago, 23.ago, 25.ago, 26.ago, 28.ago, 30.ago, 02.set, 10.set, 21.set, 29.set, 30.set, 07.out, 14.out, 21.out, 26.out, 27.out, 07.nov, 11.nov, 25.nov, 02.dez, 07.dez, 09.dez, 17.dez, 27.dez. Em 2022: 02.fev, 28.fev, 07.mar, 12.mar, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 16.abr, 28.abr, 05.mai, 12.mai, 13.mai, 17.mai.

“Disse que deveríamos combater o vírus, mas também combater o desemprego.”

De fato, desde o início, o presidente tem destacado que a pandemia traria dois problemas ao Brasil, um de saúde pública e um econômico, e que os dois deveriam ser tratados simultaneamente. Em levantamento feito nas redes, Aos Fatos encontrou declarações do tipo ao menos desde o dia 15 de março de 2020, data de uma entrevista à CNN Brasil. O presidente, porém, não tratou as duas questões com o mesmo peso, já que, desde o início da crise, tem minimizado os efeitos da Covid-19. Em diversas entrevistas e declarações públicas, Bolsonaro relacionou a doença a uma “gripezinha” e chegou a dizer, em discurso realizado no dia 18 de setembro de 2020, que o isolamento social seria “conversinha mole” e que as medidas de restrição de circulação seriam para “os fracos”. Durante a pandemia, o presidente também desrespeitou recomendações sanitárias ao causar aglomerações e circular sem equipamento de proteção e se posicionou contra as vacinas, única forma conhecida de atenuar os riscos da doença. A declaração, portanto, foi classificada como FALSA.

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30.jun.2022

“E baseado nos estudos de fora do Brasil, muitas mortes podiam ter sido evitadas no Brasil se a mídia tradicional não tivesse colocado tanta pressão contra o tratamento inicial.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA porque, na época em que ele defendia o chamado “tratamento precoce”, não havia nenhum estudo que comprovasse a eficácia de qualquer medicamento para tratar a Covid-19. O presidente, em 2020 e 2021, defendeu inúmeras vezes o uso de medicações como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina contra o novo coronavírus, mas esses remédios até hoje não se mostraram eficazes contra a doença. Outros medicamentos, porém, são considerados úteis contra a doença, tanto na fase inicial como em situações graves. Um exemplo são os anticorpos monoclonais criados em laboratório, cujos estudos mostraram eficácia de 83% em evitar doenças sintomáticas. Outros remédios, como baricitinibe e remdesivir também se provaram benéficos em casos graves. Vale ressaltar que as vacinas continuam sendo o método mais recomendado para prevenir a Covid-19.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 33 VEZES. Em 2020: 21.nov, 29.nov, 10.dez, 31.dez. Em 2021: 04.jan, 07.jan, 14.jan, 15.jan, 04.fev, 11.fev, 01.mar, 10.mar, 18.mar, 09.jun, 10.jun, 18.jun, 24.jun, 22.jul, 17.ago, 05.out, 07.out, 14.out, 23.nov. Em 2022: 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Mas eu acredito que muitas mortes poderiam ter sido evitadas com o tratamento inicial.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA porque, na época em que ele defendia o chamado “tratamento precoce”, não havia nenhum estudo que comprovasse a eficácia de qualquer medicamento para tratar a Covid-19. O presidente, em 2020 e 2021, defendeu inúmeras vezes o uso de medicações como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina contra o novo coronavírus, mas esses remédios até hoje não se mostraram eficazes contra a doença. Outros medicamentos, porém, são considerados úteis contra a doença, tanto na fase inicial como em situações graves. Um exemplo são os anticorpos monoclonais criados em laboratório, cujos estudos mostraram eficácia de 83% em evitar doenças sintomáticas. Outros remédios, como baricitinibe e remdesivir também se provaram benéficos em casos graves. Vale ressaltar que as vacinas continuam sendo o método mais recomendado para prevenir a Covid-19.

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REPETIDA 33 VEZES. Em 2020: 21.nov, 29.nov, 10.dez, 31.dez. Em 2021: 04.jan, 07.jan, 14.jan, 15.jan, 04.fev, 11.fev, 01.mar, 10.mar, 18.mar, 09.jun, 10.jun, 18.jun, 24.jun, 22.jul, 17.ago, 05.out, 07.out, 14.out, 23.nov. Em 2022: 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Você pega a África abaixo do Saara. Lá, eles tomam ivermectina para combater a cegueira dos rios e tomam também hidroxicloroquina contra a malária. E como o número de óbitos era muito pequeno e o IDH é bem menor que o nosso, qual é a conclusão natural? Que isso daí servia de uma forma ou de outra para combater a Covid.”

Bolsonaro faz referência à reportagem "Por que a Covid não se espalhou pela África como era previsto? Cientistas também querem saber", publicada originalmente pelo New York Times e traduzida pelo jornal O Globo no dia 24 de março de 2022. Nela, pesquisadores discorrem sobre os possíveis motivos de a Covid-19 não ter tido um impacto tão significativo em países africanos, como era esperado no início da pandemia. São levantadas hipóteses relacionadas à idade média da população, que é de 19 anos, a baixa densidade populacional, a grande exposição ao ar livre e mesmo a imunidade cruzada com outros patógenos. Diferentemente do que sugere o presidente, no entanto, não são considerados como possíveis fatores o uso dos medicamentos ivermectina, aplicado no combate à cegueira dos rios, e hidroxicloroquina, usada no tratamento da malária. Ainda que sejam de fato comuns em países africanos, as drogas não têm eficácia contra a infecção causada pelo novo coronavírus. Enquanto a hidroxicloroquina já teve seu uso descartado por pesquisadores e autoridades de saúde do mundo todo, inclusive a OMS (Organização Mundial de Saúde), a ivermectina foi considerada ineficaz em estudos publicados recentemente em periódicos renomados, como o New England Journal of Medicine. Por esses motivos, a declaração foi classificada como FALSA.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 2 VEZES. Em 2022: 31.mar, 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

31.mar.2022

“Mas olhe só: baixo índice de mortes por Covid na África ainda é mistério para cientistas. Vou dar uma dica para os cientistas. Lá na África subssariana é muito comum uma doença chamada cegueira dos rios. Tá? E o pessoal toma um negocinho para cegueira dos rios. E também tem muito caso de malária. E o pessoal toma outro remedinho para combater a malária. Esses dois remedinhos, que custa uma merreca, por coincidência ou não, né? Lá na África, também combatia o Covid.”

Bolsonaro faz referência à reportagem "Por que a Covid não se espalhou pela África como era previsto? Cientistas também querem saber", publicada originalmente pelo New York Times e traduzida pelo jornal O Globo no dia 24 de março. Nela, pesquisadores discorrem sobre os possíveis motivos de a Covid-19 não ter tido um impacto tão significativo em países africanos, como era esperado no início da pandemia. São levantadas hipóteses relacionadas à idade média da população, que é de 19 anos, a baixa densidade populacional, a grande exposição ao ar livre e mesmo a imunidade cruzada com outros patógenos. Diferentemente do que sugere o presidente, no entanto, não são considerados como possíveis fatores o uso dos medicamentos ivermectina, aplicado no combate à cegueira dos rios, e hidroxicloroquina, usada no tratamento da malária. Ainda que sejam de fato comuns em países africanos, as drogas não têm eficácia contra a infecção causada pelo novo coronavírus. Enquanto a hidroxicloroquina já teve seu uso descartado por pesquisadores e autoridades de saúde do mundo todo, inclusive a OMS (Organização Mundial de Saúde), a ivermectina foi considerada ineficaz em estudos publicados recentemente em periódicos renomados, como o New England Journal of Medicine. Por esses motivos, a declaração foi classificada como FALSA.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 2 VEZES. Em 2022: 31.mar, 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Live

30.dez.2021

“Se investisse também, falei muito no remédio, que o pessoal aí começou a me acusar de um montão de coisa, até de curandeirismo. Esse remédio eu tomei. São dois remédios, né? Eu tomei dois remédios, não tive problema nenhum.”

Bolsonaro faz referência à hidroxicloroquina e à ivermectina, que afirma ter usado quando teve Covid-19. Como, no entanto, ele nunca apresentou receituário que comprove que de fato tomou os medicamentos, a declaração foi classificada como INSUSTENTÁVEL. O Aos Fatos chegou a requisitar o documento de prescrição por meio da Lei de Acesso à Informação, mas teve o pedido negado pela Secretaria de Comunicação, que alegou que "as informações individualizadas sobre o assunto dizem respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas".

FONTE ORIGEM

Tema: Coronavírus. Origem: Live

09.dez.2021

“Hidroxicloroquina, Ivermectina. Não pode falar. Palavrão. Quantas pessoas esses dois medicamentos salvaram? Inclusive a mim.”

Bolsonaro faz referência à hidroxicloroquina, que afirma ter usado quando teve Covid-19. Como, no entanto, ele nunca apresentou receituário que comprove que de fato tomou o medicamento, a declaração foi classificada como INSUSTENTÁVEL. O Aos Fatos chegou a requisitar o documento de prescrição por meio da Lei de Acesso à Informação, mas teve o pedido negado pela Secretaria de Comunicação, que alegou que "as informações individualizadas sobre o assunto dizem respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas".

FONTE ORIGEM

REPETIDA 92 VEZES. Em 2020: 28.out, 29.out, 11.nov, 12.nov, 16.nov, 26.nov, 29.nov, 02.dez, 14.dez, 15.dez, 19.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 15.jan, 04.fev, 11.fev, 23.fev, 04.mar, 08.mar, 10.mar, 11.mar, 18.mar, 19.mar, 25.mar, 07.abr, 15.abr, 16.abr, 22.abr, 23.abr, 28.abr, 05.mai, 06.mai, 13.mai, 14.mai, 20.mai, 27.mai, 03.jun, 09.jun, 11.jun, 18.jun, 21.jun, 24.jun, 19.jul, 22.jul, 27.jul, 29.jul, 31.jul, 02.ago, 05.ago, 17.ago, 23.ago, 27.ago, 28.ago, 30.ago, 05.set, 10.set, 16.set, 21.set, 23.set, 24.set, 27.set, 30.set, 05.out, 07.out, 21.out, 26.out, 27.out, 05.nov, 08.nov, 23.nov, 25.nov, 07.dez, 09.dez, 11.dez, 19.dez. Em 2022: 06.jan, 17.jan, 25.mai, 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

25.nov.2021

“Eu contraí o vírus em meados do ano passado. Tomei não posso falar nada do medicamento aqui pra que não caia, senão cai o sinal da sua rádio. Tomei aquele remédio que é pra combater a malária, também tomei aquele que é pra combater piolho e me dei bem.”

Bolsonaro faz referência à hidroxicloroquina e à ivermectina, que afirma ter usado quando teve Covid-19. No entanto, ele nunca apresentou receituário que comprove que de fato tomou os medicamentos. O Aos Fatos chegou a requisitar o documento de prescrição por meio da Lei de Acesso à Informação, mas teve o pedido negado pela Secretaria de Comunicação, que alegou que "as informações individualizadas sobre o assunto dizem respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas". Como não há como comprovar a declaração, ela foi classificada como INSUSTENTÁVEL.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 92 VEZES. Em 2020: 28.out, 29.out, 11.nov, 12.nov, 16.nov, 26.nov, 29.nov, 02.dez, 14.dez, 15.dez, 19.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 15.jan, 04.fev, 11.fev, 23.fev, 04.mar, 08.mar, 10.mar, 11.mar, 18.mar, 19.mar, 25.mar, 07.abr, 15.abr, 16.abr, 22.abr, 23.abr, 28.abr, 05.mai, 06.mai, 13.mai, 14.mai, 20.mai, 27.mai, 03.jun, 09.jun, 11.jun, 18.jun, 21.jun, 24.jun, 19.jul, 22.jul, 27.jul, 29.jul, 31.jul, 02.ago, 05.ago, 17.ago, 23.ago, 27.ago, 28.ago, 30.ago, 05.set, 10.set, 16.set, 21.set, 23.set, 24.set, 27.set, 30.set, 05.out, 07.out, 21.out, 26.out, 27.out, 05.nov, 08.nov, 23.nov, 25.nov, 07.dez, 09.dez, 11.dez, 19.dez. Em 2022: 06.jan, 17.jan, 25.mai, 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

08.nov.2021

“Desculpa aqui, não errei nenhuma [sobre a Covid-19]. Não é porque tinha bola de cristal. É porque eu estudei e não procurei fazer o politicamente correto.”

Durante a pandemia, Bolsonaro defendeu medicamentos que não possuem evidências, questionou medidas de proteção com eficácia comprovada e fez previsões subestimadas do número de mortos pela infecção, e por isso a declaração é FALSA. Primeiramente, nenhum dos tratamentos contra a Covid-19 defendidos por Bolsonaro mostrou-se eficaz contra a doença. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), não há, até o momento, nenhuma droga capaz de prevenir ou curar a infecção pelo coronavírus. A despeito das evidências da ineficácia, Bolsonaro continua a afirmar que o tratamento com o antimalárico hidroxicloroquina e com o antiparasitário ivermectina seria apropriado para o combate à doença, em especial se iniciado desde os primeiros sintomas. Já medidas comprovadamente eficazes, como o isolamento e as máscaras, são recorrentemente questionadas pelo presidente. Diversos estudos indicam que o distanciamento social têm um papel determinante na redução da transmissão do vírus, enquanto as máscaras diminuem as possibilidades de transmissão e contágio. Por fim, Bolsonaro em diversos momentos disse que a Covid-19 não seria mais letal do que a H1N1 ou disse que a pandemia estava "indo embora" quando, na verdade, as mortes ainda estavam aumentando. Um exemplo foi no dia 22 de março de 2020, quando o presidente disse que a infecção não era grave como diziam e que o número total de mortos no Brasil não chegaria a 796.

LEIA MAIS FONTE ORIGEM

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

14.out.2021

“(...) esse medicamento, que é usado para combater piolho, e o outro para combater a malária, e não têm efeito colateral nenhum.”

Bolsonaro se refere à ivermectina (usado para combater piolho) e à hidroxicloroquina (para combater malária) e é FALSO que não tenham efeito colateral nenhum. A hidroxicloroquina, usada no tratamento da malária, do lúpus e da artrite reumatoide, pode causar distúrbios de visão, irritação gastrointestinal, alterações cardiovasculares e neurológicas e dores de cabeça. Já a ivermectina, prescrita para tratar verminoses, pode causar diarreia, vômitos, falta de disposição e dor abdominal. Em casos mais raros, há efeitos colaterais associados ao sistema nervoso central e o uso indiscriminado pode causar danos graves ao fígado. As duas medicações integram o suposto “tratamento precoce”, como é chamado o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

FONTE ORIGEM

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

14.out.2021

“Esse comprimidinho pro lado de cá, que eu não posso falar pra não cair a live, com meia dúzia daquele comprimidinho da caixa azul [hidroxicloroquina] resolve o teu problema. O outro, meia dúzia também, que é pra combater ali piolho [ivermectina], também resolve o teu problema.”

Ao defender mais uma vez o "tratamento precoce", abordagem terapêutica ineficaz contra a Covid-19, o presidente afirma que a hidroxicloroquina e a ivermectina podem ajudar a combater a doença, o que é FALSO. Apesar de terem demonstrado inicialmente resultados favoráveis em experiências com células em laboratório, os medicamentos não tiveram a mesma resposta em testes clínicos (com humanos). A hidroxicloroquina, por exemplo, foi removida em 2020 de protocolos científicos conduzidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo governo americano por não mostrar — associada ou não ao antibiótico azitromicina — benefícios na redução de sintomas, gravidade e tempo de internação. Uma metanálise publicada em abril de 2021 na revista Nature com dados de 28 testes clínicos mostrou inclusive que, além de ineficaz, a droga pode aumentar o risco de morte de pacientes. A ivermectina, testada por pesquisadores australianos, só se mostrou eficaz contra o coronavírus quando usada em uma concentração neurotóxica a seres humanos. Atualmente, o medicamento não é recomendado pela OMS fora de testes clínicos, e a FDA (Food and Drug Administration, agência reguladora americana) alerta que seu uso em grandes doses pode causar efeitos colaterais graves.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 5 VEZES. Em 2021: 15.jan, 10.set, 27.set, 30.set, 14.out.

Tema: Coronavírus. Origem: Live

05.out.2021

“Por que que na África não morreram milhões e milhões e milhões de pessoas, já que o IDH é lá embaixo, são mais suscetíveis ao ter uma doença qualquer, ela se agravar? Porque usavam a ivermectina para cegueira de rios, usavam a hidroxicloroquina para malária.”

Bolsonaro mais uma vez recorre ao suposto sucesso de países africanos no combate à Covid-19 para defender o uso de medicamentos como hidroxicloroquina e a ivermectina. De acordo com ele, as duas drogas, usadas para tratar a malária e doenças parasitárias, respectivamente, explicariam as baixas taxas de mortalidade pela infecção provocada pelo novo coronavírus no continente. A declaração, no entanto, é FALSA, porque existem evidências científicas que apontam que as drogas não são eficazes contra a Covid-19. Segundo um grupo de pesquisadores americanos e canadenses em um artigo publicado no site The Conversation, alguns motivos explicam o fato de as taxas de mortalidade terem sido menores na África: a idade geral da população, muito mais baixa do que a registrada em países europeus; a escassez de casas de repouso, que concentraram parte considerável dos óbitos em outros continentes; a possível proteção cruzada da população, já infectada com outros tipos de coronavírus; e a resposta efetiva de autoridades de saúde, que já atuaram para conter surtos como o ebola e o HIV. Outro ponto a se considerar são os baixos índices de testagem, que levam à subnotificação de casos e óbitos.

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Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

30.set.2021

“Não errei nenhuma com o tratamento inicial [contra Covid-19] lá atrás.”

Nenhum dos tratamentos contra a Covid-19 defendidos por Bolsonaro mostrou-se eficaz contra a doença, portanto, a declaração é FALSA. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), não há, até o momento, nenhuma droga capaz de prevenir ou curar a infecção pelo coronavírus. A despeito das evidências da ineficácia, Bolsonaro continua a afirmar que o tratamento com o antimalárico hidroxicloroquina e com o antiparasitário ivermectina seria apropriado para o combate à doença, em especial se iniciado desde os primeiros sintomas. Além de não serem eficazes, algumas drogas, como a hidroxicloroquina, podem causar efeitos colaterais perigosos aos pacientes, como problemas cardíacos.

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Tema: Coronavírus. Origem: Live

30.set.2021

“(...) mas quem quer tomar um remédio que combate a malária, que combate piolho, como tínhamos muita gente dizendo que tomando isso e se safava (...)”

Ao defender mais uma vez o "tratamento precoce", abordagem terapêutica ineficaz contra a Covid-19, o presidente afirma que a hidroxicloroquina e a ivermectina podem ajudar a combater a doença, o que é FALSO. Apesar de terem demonstrado inicialmente resultados favoráveis em experiências com células em laboratório, os medicamentos não tiveram a mesma resposta em testes clínicos (com humanos). A hidroxicloroquina, por exemplo, foi removida em 2020 de protocolos científicos conduzidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo governo americano por não mostrar — associada ou não ao antibiótico azitromicina — benefícios na redução de sintomas, gravidade e tempo de internação. Uma metanálise publicada em abril de 2021 na revista Nature com dados de 28 testes clínicos mostrou inclusive que, além de ineficaz, a droga pode aumentar o risco de morte de pacientes. A ivermectina, testada por pesquisadores australianos, só se mostrou eficaz contra o coronavírus quando usada em uma concentração neurotóxica a seres humanos. Atualmente, o medicamento não é recomendado pela OMS fora de testes clínicos, e a FDA (Food and Drug Administration, agência reguladora americana) alerta que seu uso em grandes doses pode causar efeitos colaterais graves.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2021: 15.jan, 10.set, 27.set, 30.set, 14.out.

Tema: Coronavírus. Origem: Live

27.set.2021

“Quando se fala naquele remédio da malária e do piolho para combater, deu certo.”

O presidente faz menção ao uso de hidroxicloroquina e de ivermectina para tratar Covid-19 e sua declaração é FALSA, porque nenhum estudo sólido comprovou que os dois medicamentos servem para tratar a infecção. Apesar de terem demonstrado inicialmente resultados favoráveis em experiências com células em laboratório, os medicamentos não tiveram a mesma resposta em testes clínicos (com humanos). A hidroxicloroquina, por exemplo, foi removida em 2020 de protocolos científicos conduzidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo governo americano por não mostrar — associada ou não ao antibiótico azitromicina — benefícios na redução de sintomas, gravidade e tempo de internação. Uma meta-análise publicada em abril de 2021 na revista Nature com dados de 28 testes clínicos mostrou inclusive que, além de ineficaz, a droga pode aumentar o risco de morte de pacientes. A ivermectina, testada por pesquisadores australianos, só se mostrou eficaz contra o coronavírus quando usada em uma concentração neurotóxica a seres humanos. Atualmente, o medicamento não é recomendado pela OMS fora de testes clínicos, e a FDA (Food and Drug Administration, agência reguladora americana) alerta que seu uso em grandes doses pode causar efeitos colaterais graves.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2021: 15.jan, 10.set, 27.set, 30.set, 14.out.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

10.set.2021

“Eu aqui cheguei à conclusão, junto com pessoas que estavam do meu lado, que a hidroxicloroquina e a ivermectina logo no início servia para curar a Covid.”

A declaração foi considerada FALSA, porque não há evidências científicas de que qualquer uma das drogas citadas pelo presidente seja capaz de curar a infecção causada pelo novo coronavírus. Apesar de terem demonstrado resultados favoráveis em experiências com células em laboratório, os medicamentos não tiveram a mesma resposta em testes clínicos (com humanos). A hidroxicloroquina, por exemplo, já foi removida de protocolos científicos conduzidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo governo americano por não mostrar — associada ou não ao antibiótico azitromicina — benefícios na redução de sintomas, gravidade e tempo de internação. Uma metanálise publicada em abril na revista Nature que revisou dados de 28 testes clínicos conduzidos com a hidroxicloroquina e a cloroquina mostrou inclusive que, além de ineficaz, o primeiro medicamento pode aumentar o risco de mortalidade de pacientes. Já a ivermectina, testada inicialmente por pesquisadores australianos, só se mostrou eficaz contra o coronavírus se usada em uma concentração considerada neurotóxica a seres humanos. Em revisão sistemática de 14 testes clínicos randomizados, a Cochrane, entidade especializada em revisões de estudos, concluiu que não há base científica que justifique o uso da ivermectina no tratamento ou na prevenção da Covid-19.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2021: 15.jan, 10.set, 27.set, 30.set, 14.out.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

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