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19.dez.2020

“Agora, os números têm mostrado que o Brasil, em mortes por milhão de habitantes, tá cada vez mais abaixo do topo do número de mortes. Então é sinal que o Brasil se saiu muito bem. Então baseado no que isso daí, com toda a certeza? Com toda a certeza, foi o tratamento precoce para combater o vírus.”

Para apontar um suposto sucesso do chamado tratamento precoce no combate à Covid-19, Bolsonaro afirma que o Brasil caiu várias posições no ranking de mortos por milhão de habitantes. Por mais que, de fato, tenha caído 11 posições na lista entre 10 de novembro e 10 de dezembro, o país ainda ocupa a 17ª colocação, com 845,72 mortes por milhão de habitantes. Como não há provas de que o tratamento precoce com a hidroxicloroquina, a ivermectina, a nitazoxanida ou com qualquer outro medicamento já propagandeado pelo presidente seja, de fato, eficaz contra a doença, muito menos que tenha ajudado a diminuir a letalidade no Brasil, a declaração foi considerada INSUSTENTÁVEL. É necessário frisar, ainda, que os registros de óbitos não são um bom parâmetro para comparar o desempenho de países durante a pandemia, porque os números não levam em consideração os diferentes momentos do surto em cada região.

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REPETIDA 8 VEZES. Em 2020: 18.dez, 19.dez. Em 2021: 11.jan, 12.jan, 14.jan, 15.jan, 21.jan, 01.mar.

Tema: Coronavírus. Origem: Outros

Em 1.407 dias como presidente, Bolsonaro deu 6.673 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 08 de Novembro, 2022


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23.out.2022

“Você não vê sobre as ditas minorias qualquer discriminação da nossa parte.”

Entre as manifestações discriminatórias de Bolsonaro e de membros do seu governo sobre a população LGBTQIA+, indígenas e negros, estão “o Brasil não pode ser o paraíso do turismo gay. Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade, agora não pode ficar conhecido como paraíso do mundo gay”, ao vetar uma peça publicitária do Banco do Brasil, em abril de 2019. Em julho de 2022, fez uma fala homofóbica e transfóbica ao afirmar que seu plano era que “Joãozinho seja Joãozinho a vida toda”, que “a Mariazinha seja Maria a vida toda”, e que a família seja composta por “homem, mulher e prole”. Sobre indígenas, Bolsonaro já afirmou que “cada vez mais o índio é um ser humano igual a nós”, em janeiro de 2020; em janeiro de 2021, a Funai (Fundação Nacional do Índio) dificultou a autodeclaração dos povos originários, e em outubro de 2022, conselhos e comitês de participação indígena foram extintos. Bolsonaro também manteve entre o final de 2019 e o início de 2022 na Fundação Cultural Palmares, responsável por promover políticas antirracistas, o ativista Sérgio Camargo, autor de frases como “orgulho do cabelo é ridículo para o negro” e “chora, negrada vitimista”. Por fim, em maio deste ano, mesmo após ser condenado por declaração semelhante, Bolsonaro voltou a dizer que um apoiador negro seria pesado em arrobas. Em julho do ano passado, o presidente também descreveu um apoiador negro como “criador de barata” por conta de seu cabelo.

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Tema: Preconceitos. Origem: Entrevista

23.out.2022

“E o Brasil não entrou em crise [em 2020]. Não tivemos aqui a disparada do dólar ou a queda na nossa bolsa.”

É falso que o Brasil não sentiu os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 em 2020. Naquele ano, o PIB (Produto Interno Bruto) encolheu 4,1% em relação a 2019, terceiro pior resultado de uma série histórica iniciada em 1901. Já o preço do dólar subiu 29,33% ao longo do ano, o que tornou o real a moeda mais desvalorizada em 2020 entre as 30 principais divisas do mundo, de acordo com levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Ainda que o índice Ibovespa tenha fechado o ano com valorização de 2,92%, houve queda de 29,9% em março, maior desvalorização mensal desde 1998.

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Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Entrevista

23.out.2022

“(...) e graças a equipe de ministros que eu pude indicar sem qualquer interferência político-partidária para conseguir votos dentro do parlamento brasileiro.”

A declaração é falsa, porque desde o início do mandato de Bolsonaro o Planalto tem negociado ministérios por indicações políticas. Os acordos com a bancada ruralista fizeram, por exemplo, que Tereza Cristina (PP), presidente da Frente Parlamentar para a Agricultura, fosse nomeada para a pasta da Agricultura, e Ricardo Salles, para o Ministério do Meio Ambiente. A bancada evangélica emplacou Damares Alves, que é pastora, no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e conseguiu barrar a indicação do educador Mozart Neves Ramos para o Ministério da Educação. Em meados de 2020, para se aproximar dos partidos do chamado Centrão no Congresso, Bolsonaro nomeou Fábio Faria (PSD-RN) para o Ministério das Comunicações e, em 2021, escolheu Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil e João Roma (PL-BA) para a Cidadania.

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REPETIDA 37 VEZES. Em 2020: 29.jan, 24.abr, 26.ago, 03.set, 15.out, 09.nov, 11.nov, 29.nov, 19.dez. Em 2021: 27.abr, 02.set, 03.set, 10.set, 27.set, 13.out, 14.out, 10.nov, 09.dez, 19.dez. Em 2022: 08.jan, 11.abr, 29.abr, 19.mai, 29.jun, 30.jun, 20.jul, 27.jul, 09.ago, 22.ago, 24.ago, 14.set, 18.set, 23.set, 24.set, 29.set, 23.out, 28.out.

Tema: Equipe de governo. Origem: Entrevista

23.out.2022

“E lamentavelmente a CPI não quis investigar isso daí [Consórcio do Nordeste].”

O presidente repete uma alegação enganosa sobre o trabalho da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 no Senado. Diferentemente do que afirma, as investigações sobre uma possível fraude na compra de respiradores pelo Consórcio do Nordeste — grupo formado por governadores dos nove estados da região Nordeste — não ocorreram no âmbito da CPI porque fugiam da alçada do Senado Federal. De acordo com o artigo 146 do regimento da casa, não é permitido que comissões parlamentares de inquérito investiguem matérias pertinentes aos estados, ao Poder Judiciário e à Câmara dos Deputados. A atribuição para apurar o caso do Consórcio do Nordeste seria, portanto, das Assembleias Legislativas dos estados. A atuação do grupo foi, inclusive, investigada por uma CPI instaurada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que pediu indiciamento de governadores, servidores públicos e empresários.

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REPETIDA 2 VEZES. Em 2022: 07.out, 23.out.

Tema: Congresso, Coronavírus. Origem: Entrevista

23.out.2022

“No governo Fernando Henrique tínhamos uma invasão de terra por dia, em média. No governo Lula, vinte invasões por mês. No meu governo, cinco por ano.”

O presidente acerta a média de ocupações de terra nos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas subestima as registradas em seu governo. Entre 1995 e 2002, gestão de FHC, foram registradas 2.442 ocupações, uma média de 0,8 por dia. Já entre 2003 e 2010, no governo Lula, foram 1.968, ou 20,5 por mês. Por fim, entre 2019 e 2021, três primeiros anos do governo Bolsonaro, foram 39 ocupações, ou 13 por ano.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2022: 14.set, 14.out, 22.out, 23.out.

Tema: Outros. Origem: Entrevista

23.out.2022

“Tanto é que há três anos e quatro meses vocês não têm notícia de invasão de terra.”

É falso que não tenham ocorrido ocupações de terra nos últimos três anos. De acordo com dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), foram registradas 39 ocupações entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021. Considerando dados até meados de setembro deste ano, o número salta para 62. Alguns exemplos são a ocupação de uma propriedade no Rio Grande do Norte por um grupo de 200 famílias em abril de 2022; a mobilização de 50 famílias em uma fazenda em Mirante do Paranapanema (SP) em outubro de 2021 e a fundação do acampamento Retomada Seridó, no Rio Grande do Norte, também em outubro do ano passado. É fato, no entanto, que o número de ocupações caiu drasticamente no governo Bolsonaro. Durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por exemplo, foram registradas 1.036 e 932 ocupações no primeiro e no segundo mandato, respectivamente. No primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), foram 730. Já em três anos de Michel Temer (MDB), ocorreram 111 ocupações.

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Tema: Outros. Origem: Entrevista

23.out.2022

“(...) o maior reajuste na história dos professores do Brasil foi do meu governo. 33%.”

O reajuste de 33% citado por Bolsonaro se refere ao piso salarial de professores da educação básica. A lei 11.738, sancionada pelo ex-presidente Lula em 2008, determina que o piso salarial seja corrigido de acordo com o investimento por aluno previsto no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) — portanto, ao conceder o reajuste, Bolsonaro estava cumprindo um dispositivo legal. Em 2020, durante o governo Bolsonaro, as regras do Fundeb foram alteradas para permitir uma maior participação da União na alocação de recursos, além de aumentar para pelo menos 70% os valores investidos no pagamento de profissionais da educação básica. A educação básica é formada por educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, que, segundo a Constituição Federal, são deveres de estados e municípios.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2022: 07.out, 15.out, 21.out, 23.out.

Tema: Economia, Educação. Origem: Entrevista

23.out.2022

“Em 2020, gastamos R$ 720 bilhões [com a Covid-19].”

Bolsonaro mais uma vez exagera ao citar os gastos do governo com medidas de combate à Covid-19 em 2020. De acordo com dados do Tesouro Transparente, plataforma de monitoramento de gastos do governo federal, foi despendida até o mês de dezembro de 2020 uma soma de R$ 524 bilhões com a aquisição de insumos, o auxílio financeiro a estados e municípios, o auxílio emergencial e outros programas de transferência de renda, entre outros. O valor não chega ao citado por Bolsonaro nem se considerarmos os gastos previstos e não executados: esses totalizaram R$ 604,7 bilhões.

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REPETIDA 28 VEZES. Em 2021: 15.jun, 05.set, 14.out, 15.out, 08.nov, 25.nov, 11.dez. Em 2022: 14.jan, 03.fev, 08.fev, 09.fev, 11.fev, 18.fev, 25.mar, 14.abr, 16.abr, 24.mai, 23.jun, 25.jul, 27.jul, 09.ago, 13.ago, 18.ago, 05.out, 22.out, 23.out, 27.out.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

23.out.2022

“Quando eu assumi, deixo claro, cortamos 30 mil cargos em comissão. ”

Foram 159, e não 30 mil, os cargos comissionados cortados quando Bolsonaro assumiu a presidência. O decreto publicado no Diário Oficial da União no dia 12 de março de 2019 eliminou, além de 159 cargos comissionados, 3.492 gratificações e 17.349 funções, segundo o jornal O Globo. As gratificações e funções são pagas a servidores efetivos do governo federal que desempenham papéis além dos aprovados nos concursos públicos — diferente dos cargos comissionados, que implicam na contratação de novos funcionários. Vale lembrar que 31,4% (6.587) dos cargos e adicionais cortados já estavam vagos quando o decreto foi assinado por Jair Bolsonaro.

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Tema: Equipe de governo. Origem: Entrevista

23.out.2022

“O que é secreto nele [orçamento secreto] é o nome. São os nomes dos parlamentares que indicam recursos junto ao relator e o relator apenas notifica o respectivo ministro nosso e ele encaminha esse dinheiro pra estados e municípios.”

Não é apenas o nome da pessoa que indica a verba para a emenda que é escondida no chamado “orçamento secreto”, como afirma Bolsonaro. O destino e os limites do montante também não são transparentes. Esses recursos são controlados pelo relator da lei Orçamentária do ano, que distribui essas emendas pelo Congresso. O apelido “secreto” se dá pela falta de regras e de transparência para o encaminhamento dessas emendas. Ao contrário das demais emendas, a distribuição não é feita de forma igualitária entre os parlamentares e não é possível qual área recebeu o dinheiro, nem qual parlamentar.

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Tema: Congresso. Origem: Entrevista

23.out.2022

“É uma lei [Orçamento Secreto] que foi votada lá no Congresso. Eu vetei a lei e o Congresso derrubou o veto.”

Das três leis orçamentárias enviadas pelo Planalto e votadas no Congresso Nacional, Bolsonaro vetou em apenas uma as emendas de relator-geral (RP-9), apelidadas de “orçamento secreto” porque não exigem identificação dos parlamentares atendidos nem a distribuição equânime dos valores. Esse veto só foi enviado e derrubado na lei orçamentária de 2021. Nas leis de 2020 e 2022, Bolsonaro vetou dispositivos que tornavam as emendas impositivas, ou seja, de execução obrigatória. Na lei orçamentária de 2023, ainda não votada no Congresso, Bolsonaro manteve as emendas de relator-geral, mesmo com os alertas da equipe econômica, revelados pela revista piauí, de que a medida era inconstitucional. Ao contrário das outras emendas, a transparência das RP-9 não é assegurada pela legislação.

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REPETIDA 4 VEZES. Em 2022: 28.ago, 01.set, 16.out, 23.out.

Tema: Congresso. Origem: Entrevista

23.out.2022

“Pra onde ia dinheiro do nosso banco oficial, chamado BNDES? Pra fora. Pra fazer metrô lá na Venezuela, mas não fez em Belo Horizonte.”

Para criticar a atuação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) durante os governos petistas, Bolsonaro cita a obra do metrô de Caracas, iniciada pela Odebrecht em 2001— durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — com financiamento inicial de US$ 107,5 milhões obtido do banco. Em comparação, o presidente afirma que Belo Horizonte não teria linha de metrô. Isso, no entanto, é falso. De acordo com a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), a capital mineira possui uma linha de metrô com 19 estações e 28,1 km de extensão.

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REPETIDA 20 VEZES. Em 2022: 04.abr, 15.mai, 07.jun, 17.jun, 19.jun, 29.jun, 30.jun, 12.jul, 17.jul, 23.set, 01.out, 07.out, 15.out, 23.out, 26.out, 28.out.

Tema: Infraestrutura. Origem: Discurso

22.out.2022

“Você pode ver, quando se fala no auxílio emergencial durante a pandemia, né? A gente gastava por mês R$ 50 bilhões só com o auxílio emergencial.”

O presidente exagera ao mencionar os gastos mensais do governo federal com as parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial, pagas entre abril e setembro de 2020. De acordo com dados do Tesouro Transparente, o auxílio gerou uma despesa média mensal nesse período de R$ 39,3 bilhões.

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REPETIDA 6 VEZES. Em 2022: 15.jun, 05.jul, 03.set, 04.out, 22.out.

Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Live

22.out.2022

“Foram gastos, no total, R$ 700 bilhões em 2020.”

Bolsonaro mais uma vez exagera ao citar os gastos do governo com medidas de combate à Covid-19 em 2020. De acordo com dados do Tesouro Transparente, plataforma de monitoramento de gastos do governo federal, foi despendida até o mês de dezembro de 2020 uma soma de R$ 524 bilhões com a aquisição de insumos, o auxílio financeiro a estados e municípios, o auxílio emergencial e outros programas de transferência de renda, entre outros. O valor não chega ao citado por Bolsonaro nem se considerarmos os gastos previstos e não executados: esses totalizaram R$ 604,7 bilhões.

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REPETIDA 28 VEZES. Em 2021: 15.jun, 05.set, 14.out, 15.out, 08.nov, 25.nov, 11.dez. Em 2022: 14.jan, 03.fev, 08.fev, 09.fev, 11.fev, 18.fev, 25.mar, 14.abr, 16.abr, 24.mai, 23.jun, 25.jul, 27.jul, 09.ago, 13.ago, 18.ago, 05.out, 22.out, 23.out, 27.out.

Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Live

22.out.2022

“O mundo cresce um pouco mais de cinquenta milhões de habitantes por ano. ”

A fala do presidente é imprecisa, pois a população mundial cresceu, em média, em 83,9 milhões de pessoas por ano de 2014 a 2018, segundo estimativas da ONU. O censo norte-americano, se referindo a 2021, fala em um crescimento populacional de 74 milhões no mundo.

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REPETIDA 18 VEZES. Em 2019: 16.mai, 27.jul, 01.ago, 10.dez, 12.dez. Em 2020: 15.jun, 18.jun, 22.jun, 06.nov, 25.nov. Em 2021: 28.jan, 09.set, 09.out, 11.nov. Em 2022: 17.mar, 13.abr, 22.out.

Tema: Outros. Origem: Live

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