Poster do agregador

10.set.2020

“Nós fizemos um grande sacrifício gastando quase R$ 50 bilhões por mês durante cinco meses, dá quase R$ 250 bilhões, com o auxílio emergencial.”

Como o governo federal não divulga os dados de gasto mensal com o auxílio emergencial, apenas os valores acumulados, só é possível fazer uma estimativa dividindo os gastos totais com o benefício pelo número de meses em que ele foi pago. Desde o início do pagamento da primeira parcela, em 9 de abril, até o fim de agosto, foram despendidos, de acordo com o levantamento do Tesouro Transparente, R$ 212,8 bilhões. Dividindo o valor pelo período de cinco meses em que o benefício foi pago, chega-se à soma de R$ 42,5 bilhões, 15% menor do que a informada pelo presidente. Isso torna a declaração IMPRECISA.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 5 VEZES. Em 2020: 10.set, 14.set, 17.set.

Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Live

Em 1.272 dias como presidente, Bolsonaro deu 5.603 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 26 de Junho, 2022


Explore as afirmações

Filtros

Por tema

Por origem

Ordenar por

26.jun.2022

“Basta lembrar 2014, 2015, perdemos 3 milhões de empregos no Brasil, e [foi] praticamente uma recessão.”

É falso que o Brasil tenha perdido 3 milhões de empregos formais entre 2014 e 2015, como aponta o presidente. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o saldo de carteiras assinadas em 2014 e 2015 foi, respectivamente, de +420 mil e -1,54 milhão. Isso significa que, ao longo dos dois anos, foram perdidos 1,1 milhão de empregos formais, e não 3 milhões.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 3 VEZES. Em 2022: 19.jun, 23.jun, 26.jun.

Tema: Economia. Origem: Entrevista

26.jun.2022

“2014. Segundo turno, Aécio e Dilma. Começou a apuração, Aécio estava na casa dos 60%, Dima 40%. E foi passando o tempo, as linhas foram se aproximando e se cruzaram. Quando se cruzaram, uma hora mais ou menos depois, transformaram-se em duas paralelas. Tá? Então por si só é uma coisa que você fica preocupado com isso. Daí você vai tirar um retrato, de minuto a minuto, da chegada dos votos na sala cofre do TSE. Então nesse primeiro minuto Aécio ganhou, no segundo Dilma, terceiro Aécio, Dilma, Aécio, Dilma. Isso vai intercalando por 241 vezes. ”

Bolsonaro afirma que Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) teriam se revezado mais de 240 vezes na primeira posição durante a apuração de votos das eleições de 2014. Essa troca na liderança não aconteceu, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A apuração minuto a minuto daquele pleito mostra que Aécio estava na frente no início da totalização de votos. Depois, ao longo da contagem, a diferença entre o tucano e a petista cai progressivamente. O gráfico de porcentagem de votos dos dois candidatos se cruza em apenas uma ocasião, às 19h31, quando Dilma registra 49,98% dos votos válidos e Aécio, 50,02%. A partir desse ponto, a petista sobe, registrando ao fim da apuração, às 2h13, 51,64% dos votos válidos. O gráfico mostrado por Bolsonaro na live é o mesmo que foi mostrado em um vídeo publicado por Naomi Yamaguchi, suplente de deputada federal pelo PSL. Ela mostrou uma tabela na qual, supostamente, o índice de aceleração do crescimento dos votos dos dois candidatos ficaria se intercalando por 240 minutos, e que seria baixa a probabilidade desse fenômeno ocorrer. Conrado Gouvêa, doutor em Ciência da Computação pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e especialista em Segurança da Informação, analisou a tabela apresentada por Yamaguchi e mostrou que foi usada uma fórmula errada para fazer a análise dos votos. De acordo com Leandro Tessler, pesquisador do departamento de Física da Unicamp, o autor da tabela forjou uma fórmula para que os resultados indicassem a alternância, não importando o número de votos que cada candidato tivesse naquele minuto. Gouvêa, inclusive, inseriu dados aleatórios e o resultado foi o mesmo.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 10 VEZES. Em 2021: 09.jul, 18.jul, 21.jul, 22.jul, 26.jul, 28.jul, 29.jul, 31.jul. Em 2022: 26.jun.

Tema: Eleições. Origem: Entrevista

24.jun.2022

“E diferente do Bolsa Família, lá atrás com o Bolsa Família, quem fosse trabalhar perdia o Bolsa Família. Com o Auxílio Brasil pode trabalhar que não vai perder o Auxílio Brasil.”

É falso que beneficiários do Bolsa Família que entrassem para o mercado formal perdessem o direito ao auxílio. Segundo explica o próprio Ministério da Cidadania em sua página oficial, o principal critério para a participação no programa era a renda familiar, que não poderia exceder R$ 89 mensais por pessoa ou entre R$ 89 e R$ 178 em caso de famílias com crianças entre 0 e 17 anos. A família só perdia o direito ao benefício caso sua renda com o novo emprego formal excedesse o total estipulado pelo programa. Nesse caso, os beneficiários ainda eram incluídos na regra de permanência, em que recebiam o auxílio por mais dois anos caso seus rendimentos não ultrapassassem meio salário mínimo. No caso do Auxílio Brasil, têm direito os que recebem até R$ 210 por pessoa, independentemente de estarem integrados ou não ao mercado formal. Caso o beneficiário seja contratado com carteira assinada enquanto integra o programa, ele tem direito a um bônus de R$ 200 por dois anos.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 2 VEZES. Em 2022: 19.mai, 24.jun.

Tema: Direitos e Assistência Social. Origem: Discurso

24.jun.2022

“Se alguém aqui tinha dívida com o FIES, que mais de 1 milhão de pessoas ainda tem, digo a vocês: vocês podem procurar o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal, porque nós simplesmente anistiamos 99% dessa dívida. ”

Bolsonaro faz referência à MP 1.090/2021, posteriormente transformada na lei 14.375, que permite a renegociação dos débitos de estudantes inadimplentes que aderiram ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) até o segundo semestre de 2017. O presidente, no entanto, é impreciso na declaração, pois os descontos de 99% são aplicados apenas aos que estão inadimplentes há mais de 360 dias e recebem benefícios sociais do governo, que correspondem, segundo cálculo do MEC (Ministério da Educação), a cerca de 17% do 1 milhão de jovens que podem ser impactados pela medida. Os estudantes que têm débitos vencidos há mais de 90 dias da publicação da medida terão desconto de 12% no pagamento das mensalidades. Já os que possuem dívidas não quitadas há mais de 360 dias recebem descontos a partir de 77%%. Devedores nessa categoria que integrem o Cadastro Único ou tenham recebido o Auxílio Emergencial em 2021 terão abatimento ainda maior, de 99%. Juros e multas serão perdoados e o prazo de pagamento é de até 150 meses. De acordo com informações enviadas pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) ao Poder 360, cerca de 1,09 milhão de estudantes foram beneficiados pela medida.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 7 VEZES. Em 2022: 29.abr, 05.mai, 12.mai, 14.mai, 30.mai, 24.jun.

Tema: Educação. Origem: Discurso

24.jun.2022

“O governo federal comprou todas as doses aplicadas no Brasil.”

A declaração de Bolsonaro é falsa, porque governadores de seis estados também adquiriram vacinas para acelerar suas respectivas campanhas de imunização contra a Covid-19. Além disso, o governo federal recebeu cerca de 3 milhões de doses como doação dos Estados Unidos, o que não configura operação de compra. Em julho de 2021, o governo de São Paulo anunciou a compra de 4 milhões de doses extras da CoronaVac para antecipar o calendário de imunização contra no estado. Poucos meses depois, em setembro, cinco estados firmaram um acordo com o Instituto Butantan para a compra de doses adicionais: Ceará, Mato Grosso, Pará, Piauí e Espírito Santo. Com exceção de Mato Grosso, que não prosseguiu com a aquisição, todos os outros estados receberam as doses encomendadas.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 13 VEZES. Em 2021: 11.dez. Em 2022: 17.jan, 31.jan, 02.fev, 03.fev, 08.fev, 09.fev, 16.fev, 24.fev, 16.mar, 21.mar, 25.abr, 24.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

24.jun.2022

“E no mais, também é obrigação um governo que não roube, um governo que não seja corrupto. Estamos deixando pra trás este momento triste da nossa história.”

O presidente sugere que não há corrupção em sua gestão, o que é falso, porque integrantes e ex-integrantes de seu governo são alvos de investigações e denúncias de casos de corrupção e outros delitos ligados à administração pública. Em junho de 2022, a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro Milton Ribeiro, por suposto envolvimento em um esquema de liberação de verbas do MEC (Ministério da Educação). Ribeiro é investigado por prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. Em 23 de junho, o magistrado Ney Bello, do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), concedeu habeas corpus e Ribeiro foi libertado. Além disso, o relatório da CPI da Covid-19 no Senado pediu o indiciamento de Bolsonaro e seis ministros e ex-ministros por prevaricação, emprego irregular de verbas públicas, falsificação de documento particular, charlatanismo, crime contra a humanidade, crime de responsabilidade e epidemia com resultado de morte — pedido que não seguido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que possui a competência exclusiva de apresentar denúncias à Justiça contra o presidente da República e seus auxiliares de primeiro escalão. Aras foi escolhido para o cargo por Bolsonaro e teve o nome chancelado pelo próprio Senado. Outros agentes do governo também foram indiciados por envolvimento em um suposto esquema para a compra da vacina indiana Covaxin. Por fim, atuais e antigos integrantes do governo são investigados pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público por suspeitas de corrupção, como o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP); Ricardo Salles (PL), ex-titular do Meio Ambiente; o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PL), que comandou a pasta do Turismo; e Fabio Wajngarten, que chefiou a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).

FONTE ORIGEM

REPETIDA 210 VEZES. Em 2019: 15.dez, 23.dez, 24.dez, 26.dez. Em 2020: 10.jan, 06.fev, 20.fev, 03.mar, 09.mar, 16.mar, 20.mar, 22.abr, 28.abr, 05.mai, 22.mai, 28.mai, 26.jul, 30.jul, 02.ago, 13.ago, 07.out, 08.out, 11.out, 15.out, 22.out, 29.out, 09.nov, 25.nov, 29.nov, 08.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 11.jan, 12.jan, 15.jan, 18.jan, 08.fev, 11.fev, 20.fev, 04.mar, 07.abr, 27.abr, 05.mai, 08.mai, 11.mai, 13.mai, 10.jun, 15.jun, 18.jun, 21.jun, 24.jun, 25.jun, 07.jul, 12.jul, 13.jul, 18.jul, 19.jul, 21.jul, 22.jul, 26.jul, 27.jul, 29.jul, 31.jul, 02.ago, 04.ago, 05.ago, 06.ago, 17.ago, 19.ago, 23.ago, 24.ago, 25.ago, 28.ago, 30.ago, 31.ago, 09.set, 10.set, 15.set, 17.set, 21.set, 23.set, 24.set, 30.set, 09.out, 13.out, 14.out, 18.out, 20.out, 21.out, 24.out, 25.out, 27.out, 07.nov, 09.nov, 10.nov, 19.nov, 22.nov, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 09.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 27.dez, 30.dez, 31.dez. Em 2022: 06.jan, 12.jan, 20.jan, 31.jan, 02.fev, 07.fev, 09.fev, 10.fev, 11.fev, 12.fev, 16.fev, 18.fev, 21.fev, 23.fev, 24.fev, 25.fev, 28.fev, 04.mar, 07.mar, 16.mar, 21.mar, 22.mar, 23.mar, 27.mar, 04.abr, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 15.abr, 05.mai, 12.mai, 30.mai, 02.jun, 08.jun, 15.jun, 18.jun, 24.jun.

Tema: Corrupção. Origem: Discurso

23.jun.2022

“Na Venezuela, não tem mais cães e gatos. Comeram tudo.”

Para criticar o regime venezuelano, o presidente costuma afirmar que, devido à crise econômica, os cidadãos já teriam comido todos os gatos e cachorros do país. A alegação, no entanto, é falsa, e deriva de uma frase que passou a circular nas redes em 2016. À época, sites brasileiros e internacionais repercutiram uma fala do então prefeito da cidade de Chacao, Ramón Muchacho, opositor ao regime de Nicolás Maduro, que afirmou que "há pessoas 'caçando' gatos e cachorros nas ruas, e pombas nas praças, para comê-los". O político, no entanto, não generalizou a situação nem afirmou que todos os animais haviam sido extirpados do país. Há, inclusive, ONGs na Venezuela que trabalham com o resgate de animais, que têm sido abandonados com grande frequência dada a escalada da crise econômica. Um exemplo é a South American Initiative, que detalha em sua página ações recentes de acolhimento a cachorros abandonados.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 20 VEZES. Em 2021: 15.jan, 18.jan, 21.jan, 12.jul, 21.jul, 22.jul, 26.jul, 31.jul, 05.ago, 09.ago, 12.ago, 27.out. Em 2022: 20.jan, 26.jan, 03.fev, 25.mar, 01.jun, 07.jun, 23.jun.

Tema: Ideologia. Origem: Outros

23.jun.2022

“Quando criou-se o Foro de São Paulo em 1990 eram vários partidos comunistas, entre eles, não é partido, as Farc.”

Não há nenhum registro de participação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) nos encontros de fundação do Foro de São Paulo, nem documentos de filiação à organização, de acordo com o livro “Foro de São Paulo: Construindo a Integração Latinoamericana e Caribenha”, de Roberto Regalado e Valter Pomar. A Colômbia já foi representada no grupo por dois partidos: o Partido Comunista Colombiano e a União Patriótica. Há, porém, indícios que apontam para a participação de ao menos um membro da guerrilha em um dos encontros do Foro, em 1996, em El Salvador. Isso, no entanto, não prova que o grupo tenha integrado a organização, mesmo como convidada. Em 2003, Raul Reyes, considerado porta-voz e “número 2” das Farc, disse em entrevista à Folha de S.Paulo ter se encontrado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na edição do Foro em San Salvador. Em 2008, ao comentar a morte de Reyes em um bombardeio na selva equatoriana, o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também afirmou tê-lo conhecido durante o evento em El Salvador. Ao comentar sobre o caso, no entanto, Chávez erra o ano do evento e aponta que os fatos se passaram em 1995, e não em 1996.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 4 VEZES. Em 2019: 21.mar, 21.out, 11.nov. Em 2022: 23.jun.

Tema: Ideologia. Origem: Outros

23.jun.2022

“E daí então a Camex zerou o imposto de importação [de veleiros], que era bastante alto, em torno de 80%.”

Ao comentar a decisão do Gecex (Comitê-Executivo de Gestão) de novembro de 2021 que zerou os impostos de importação de veleiros, Bolsonaro afirma que as taxas cobradas anteriormente correspondiam a 80% do valor do produto, o que é falso. Antes da inclusão na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul, incidiam sobre os veículos impostos de 20%.

FONTE ORIGEM

Tema: Economia. Origem: Live

23.jun.2022

“Você deve lembrar, 2014, 2015, tivemos uma recessão no Brasil. Perdeu-se 3 milhões de empregos com carteira assinada.”

É falso que o Brasil tenha perdido 3 milhões de empregos formais entre 2014 e 2015, como aponta o presidente. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o saldo de carteiras assinadas em 2014 e 2015 foi, respectivamente, de +420 mil e -1,54 milhão. Isso significa que, ao longo dos dois anos, foram perdidos 1,1 milhão de empregos formais, e não 3 milhões.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 3 VEZES. Em 2022: 19.jun, 23.jun, 26.jun.

Tema: Economia. Origem: Live

23.jun.2022

“A proposta do Rodrigo Maia quando começou a Covid era cortar 25% (...) do salário de todo mundo. Depois eu fiz a contraproposta: congela por um ano e meio.”

Bolsonaro distorce o conteúdo de uma proposta apresentada em março de 2020 pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) que previa uma redução escalonada nos salários dos servidores para mitigar o impacto nos cofres públicos das medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19. Para os que ganhavam até R$ 5 mil, não haveria redução; para os que recebiam até R$ 10 mil, haveria corte de 10%; já para os que ganhavam mais de R$ 10 mil, a diminuição ficaria na casa dos 20% aos 50%. A redução teria duração inicial de três meses, podendo ser prorrogada por mais três. A proposta foi citada pelo ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em entrevista à GloboNews em março daquele ano, ocasião em que o parlamentar defendeu que Executivo, Legislativo e Judiciário dessem sua "contribuição" durante o período da pandemia. Em maio de 2020, Executivo e Legislativo optaram pelo congelamento dos salários do funcionalismo público até dezembro de 2021.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 15 VEZES. Em 2020: 16.abr, 07.mai, 21.mai, 22.mai. Em 2022: 08.jan, 31.jan, 08.fev, 16.abr, 19.mai, 30.mai, 15.jun, 19.jun, 23.jun.

Tema: Congresso, Coronavírus. Origem: Outros

23.jun.2022

“Deu a crise da Covid. Gastamos 700 bilhões só naquele ano.”

O presidente se refere ao valor gasto pelo governo federal em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19 no Brasil. De acordo com dados do Tesouro Transparente, plataforma de monitoramento de gastos do governo federal, foi despendida até o mês de dezembro de 2020 uma soma de R$ 524 bilhões com a aquisição de insumos, o auxílio financeiro a estados e municípios, o auxílio emergencial e outros programas de transferência de renda, entre outros. O valor não chega ao citado por Bolsonaro nem se considerarmos os gastos previstos e não executados: esses totalizaram R$ 604,7 bilhões.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 18 VEZES. Em 2021: 15.jun, 05.set, 14.out, 15.out, 08.nov, 25.nov, 11.dez. Em 2022: 14.jan, 03.fev, 08.fev, 09.fev, 11.fev, 18.fev, 25.mar, 14.abr, 16.abr, 24.mai, 23.jun.

Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Outros

22.jun.2022

“O desmatamento em Terras Indígenas da Amazônia Legal teve queda de 33,46 % entre 2019 e 2021, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.”

Ainda que a área desmatada em terras indígenas tenha de fato decrescido nos anos de 2020 e 2021, Bolsonaro omite que em seu primeiro ano de governo os números haviam mais que dobrado em relação ao governo anterior. Em 2018, último ano de Michel Temer (MDB) na Presidência, o incremento no desmatamento em terras indígenas foi de 180,6 km², segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Em 2019, primeiro ano de Bolsonaro, o número saltou para 423,8 km² — o maior desde 2004, no governo de Luís Inácio Lula da Silva (PT). Já em 2020, a área desmatada foi um pouco menor, de 326 km², e, em 2021, de 312 km². O índice de desmatamento de 2021 é 26,4% menor em relação ao de 2019. Os 312 km² desmatados em 2021 superam os maiores índices registrados nos governos de Temer (180,59 km²) e Dilma Rousseff (95,28 km²), mas ficam abaixo dos 471,76 km² alcançados durante o primeiro mandato de Lula, em 2004.

FONTE ORIGEM

Tema: Indígenas e quilombolas, Meio ambiente. Origem: Telegram

22.jun.2022

“Agora, nós tínhamos como resolver isso, estamos tentando com o Parlamento, não tive sucesso nos primeiros dois anos dado a ligação do ex-presidente da Câmara com a esquerda, que chama-se regularização fundiária. Ou seja, o satélite nosso que nós temos agora você tem como identificar o foco de calor. Identificou o foco de calor aqui? Você sabe o CPF do dono daquela propriedade. Então você vai saber se aquele foco de calor é permitido ou não.”

Bolsonaro sugere que o projeto de lei 2.633/2020, que trata da regularização fundiária, permitiria a órgãos de fiscalização determinar a origem de focos de incêndio e responsabilizar os culpados, o que não é amparado por documentos oficiais. O texto, na verdade, amplia o tamanho das propriedades que podem ser regularizadas sem vistoria prévia e prevê que essas terras passem a ser vistoriadas caso a propriedade seja alvo de termo de embargo ou de infração ambiental, lavrado pelo órgão ambiental federal. Apesar de o projeto definir parâmetros de respeito ao meio ambiente para a regularização de terras, não é possível afirmar que a legislação ajudaria a identificar autores de crimes ambientais. Para ambientalistas e o Ministério Público, o texto faz justamente o contrário: legitima a grilagem e facilita a regularização de terras desmatadas. A proposta foi apresentada em maio de 2020 para substituir a Medida Provisória 910, que tratava do mesmo tema, e caducou por não ter sido votada pelo Congresso.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 22 VEZES. Em 2020: 03.set, 22.set, 19.nov, 10.dez, 17.dez, 24.dez. Em 2021: 15.jan, 21.jan, 08.fev, 22.abr, 23.abr, 01.nov, 19.nov. Em 2022: 31.jan, 23.fev, 11.abr, 12.abr, 16.abr, 13.jun, 22.jun.

Tema: Congresso, Meio ambiente. Origem: Entrevista

22.jun.2022

“Pode ser uma fogueira de São João [o incêndio].”

Bolsonaro argumentava que os satélites que fazem o monitoramento de incêndios do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) identificariam qualquer ponto de fogo como foco de incêndio, incluindo "fogueiras de São João", o que poderia resultar em uma supernotificação de queimadas no Brasil. Diferentemente do que afirma o presidente, no entanto, não é qualquer fogueira que pode ser detectada. Contatado pelo Aos Fatos, o pesquisador do programa Queimadas Alberto Setzer afirmou que os satélites só detectam focos de incêndio com mais de 30 metros de extensão — este, portanto, teria de ser o tamanho mínimo da fogueira vista como ponto de queimada nos dados de monitoramento. Também não há dados que comprovem que os focos de incêndio registrados pelo instituto se tratem de fogueiras.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 7 VEZES. Em 2020: 03.set, 19.nov. Em 2021: 09.dez. Em 2022: 11.abr, 12.abr, 16.abr, 22.jun.

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

Topo

Usamos cookies e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concordará com estas condições.