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24.jun.2022

“E diferente do Bolsa Família, lá atrás com o Bolsa Família, quem fosse trabalhar perdia o Bolsa Família. Com o Auxílio Brasil pode trabalhar que não vai perder o Auxílio Brasil.”

É falso que beneficiários do Bolsa Família que entrassem para o mercado formal perdessem o direito ao auxílio. Segundo explica o próprio Ministério da Cidadania em sua página oficial, o principal critério para a participação no programa era a renda familiar, que não poderia exceder R$ 89 mensais por pessoa ou entre R$ 89 e R$ 178 em caso de famílias com crianças entre 0 e 17 anos. A família só perdia o direito ao benefício caso sua renda com o novo emprego formal excedesse o total estipulado pelo programa. Nesse caso, os beneficiários ainda eram incluídos na regra de permanência, em que recebiam o auxílio por mais dois anos caso seus rendimentos não ultrapassassem meio salário mínimo. No caso do Auxílio Brasil, têm direito os que recebem até R$ 210 por pessoa, independentemente de estarem integrados ou não ao mercado formal. Caso o beneficiário seja contratado com carteira assinada enquanto integra o programa, ele tem direito a um bônus de R$ 200 por dois anos.

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REPETIDA 16 VEZES. Em 2022: 19.mai, 05.jun, 24.jun, 28.jun, 13.ago, 28.ago, 13.set, 14.set, 29.set, 05.out, 07.out, 14.out, 15.out, 28.out.

Tema: Direitos e Assistência Social. Origem: Discurso

Em 1.459 dias como presidente, Bolsonaro deu 6.685 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 30 de Dezembro, 2022


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04.jul.2019

“Quando eles falam em carro elétrico, não tá economizando emissão do carbono no espaço não, porque a eletricidade veio de uma termoelétrica.”

Segundo estudo realizado pela BloombergNEF, plataforma do grupo de mídia Bloomberg para análise de dados sobre energia, transportes, indústrias e commodities, carros elétricos emitem 40% menos carbono do que veículos convencionais. Essa vantagem se mantém mesmo em países que produzem eletricidade a partir de termelétricas, como o Japão. “Quando um veículo de combustão interna sai da linha de produção, suas emissões por quilômetro estão definidas, mas para um veículo elétrico, diminuem a cada ano ao passo que a rede fica mais limpa”, afirmou Colin McKerracher, analista de transportes da BloombergNEF. No caso da Alemanha, citada por Bolsonaro no momento em que fez sua declaração, o impacto ecológico de carros elétricos continua sendo positivo, mesmo que uma parte significativa das fontes de energia do país venha de combustíveis fósseis. Um estudo da Instituto de Pesquisa de Energia e Meio Ambiente (Ifeu), de Heidelberg, no entanto, afirma que só se reduz a zero o impacto de emissão de carbono em veículos elétricos produzidos a partir de fontes poluidoras, caso do país, depois de 100 mil quilômetros rodados. Em veículos criados a partir de fontes renováveis, no entanto, a emissão é neutralizada depois de 30 mil km. De acordo com a Deutsche Welle, a meta alemã é que, em 2035, entre 55% e 60% da energia do país seja produzida através de fontes renováveis, como vento, sol, água e biomassa. O governo alemão anunciou no início deste ano, inclusive, que no ano passado o país teve 40% de sua energia total produzida por fontes renováveis, em contraposição a 38% geradas pela queima de carvão. Isso vai ao encontro da previsão feita pelo relatório da BloombergNEF, que afirma que a estimativa é que os veículos elétricos se tornem mais limpos à medida em que os países reduzam seu consumo de energia a partir de combustíveis fósseis e utilizem mais placas solares e energia eólica, processo que "vem acontecendo em vários locais, exceto no sudeste asiático". Isso faz com que a declaração de Bolsonaro seja FALSA.

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Tema: Meio ambiente. Origem: Live

04.jul.2019

“O Acordo de Paris, Alemanha não vai cumprir, porque a fonte de energia deles são fósseis, não tem como sair rapidamente de um para o outro.”

De acordo com dados da Fraunhofer Organization of Applied Science, instituto alemão que conduz pesquisas sobre fontes de produção de energia, a Alemanha tem 59,6% de sua geração de energia elétrica vinda de fontes não renováveis, como carvão, gás natural e energia nuclear, enquanto 40,4% é gerada a partir de energia solar, eólica, biomassa ou hidrelétricas. Dentre as fontes não renováveis, os combustíveis fósseis são responsáveis pela parcela mais significativa de geração de energia: juntos, carvão, petróleo e gás natural representam cerca de 45% do total das fontes energéticas. Apesar disso, o país tem empenhado esforços para diminuir as emissões de poluentes e consumir energia limpa: até 2022, todas as plantas nucleares do país serão fechadas; até 2030, a produção de energia a partir de gás natural será reduzida em 55%; e até 2050, planeja-se uma diminuição de 50% no total de energia consumida. Os objetivos vão ao encontro das metas anunciadas no Acordo de Paris, que tem como um de seus objetivos a neutralização da emissão de gases poluentes até 2050. A declaração de Bolsonaro é, portanto, EXAGERADA.

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Tema: Meio ambiente, Relações internacionais. Origem: Live

04.jul.2019

“Nós defendemos o meio ambiente.”

Apesar de afirmar que seu governo preza pela defesa do meio ambiente, Bolsonaro e seus ministros têm tomado atitudes que indicam intenções contrárias. Até o fim de junho, foram liberados 239 novos agrotóxicos, alguns comprovadamente causadores de problemas de saúde e danos graves ao meio ambiente. O escolhido para chefiar a pasta do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi condenado no fim de 2018 por fraudar o processo do Plano de Manejo de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê quando ainda era secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo. Em maio, Salles afirmou sem apresentar dados concretos que o Fundo Amazônia, criado em 2008 para arrecadar recursos de países desenvolvidos para a preservação da Amazônia, apresenta uma série de irregularidades e inconsistências, o que levou a questões diplomáticas que podem extinguir o fundo. O ministro também cortou cerca de 95% da verba destinada a políticas climáticas no governo e exonerou o coordenador Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Suas críticas ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) também levaram o presidente e três diretores do órgão a se demitirem e serem substituídos por militares sem os mesmos conhecimentos técnicos. Por fim, as inúmeras críticas feitas pelo ministro e o próprio presidente à fiscalização do Ibama fizeram com que o número de multas aplicadas entre janeiro e maio tenha sido o mais baixo em 11 anos. Por fim, matéria publicada por Aos Fatos mostra que o ministro, mesmo com números recorde de desmatamento na Amazônia, tem priorizado o encontro com deputados e senadores ligados ao agronegócio. Por todos esses motivos, a declaração de Bolsonaro é considerada FALSA.

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Tema: Meio ambiente. Origem: Live

30.jun.2019

“Graças a Deus tem uma boa equipe do meu lado, escolhida por critérios técnicos.”

Já repetida diversas vezes por Bolsonaro, a declaração é FALSA. Mesmo que não tenha recorrido a alianças com partidos no Congresso, a montagem da equipe de ministros do presidente seguiu, sim, critérios políticos na escolha de nomes. Ao preterir as lideranças partidárias nas indicações, o presidente ampliou a influência de membros das bancadas ruralista e evangélica, além de grupos militares. Um exemplo foi a nomeação de Tereza Cristina (DEM) para a pasta da Agricultura. Engenheira agrônoma, ela se cacifou junto ao presidente para o cargo ainda nas eleições, quando a Frente Parlamentar para a Agricultura, da qual era a chefe, manifestou seu apoio à candidatura de Bolsonaro. A bancada também pressionou pela indicação de Ricardo Salles ao Ministério do Meio Ambiente. Já a bancada evangélica emplacou não só Damares Alves, que é pastora, no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, como também conseguiu barrar a indicação do educador Mozart Neves Ramos para o Ministério da Educação. Os parlamentares da frente também avalizaram a escolha do professor Ricardo Veléz para o MEC. Já o poder de barganha dos militares no atual governo fica evidente ao observarmos que integrantes das Forças Armadas ocupam hoje uma série de ministérios e cargos-chave no segundo escalão.

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REPETIDA 73 VEZES. Em 2019: 01.jan, 02.jan, 22.jan, 07.mar, 23.mar, 02.abr, 05.mai, 11.jun, 30.jun, 01.ago, 25.out, 30.out, 27.nov, 02.dez. Em 2020: 01.jan, 03.jan, 04.jan, 16.jan, 10.mar, 05.abr, 08.jul, 29.ago, 24.set, 08.out, 15.out, 16.out, 22.out, 06.nov, 29.nov, 15.dez. Em 2021: 07.abr, 26.abr, 14.mai, 12.jun, 01.jul, 20.jul, 21.jul, 29.jul, 31.jul, 14.ago, 02.set, 05.set, 14.out, 27.out. Em 2022: 06.jan, 14.jan, 11.fev, 16.mar, 18.mar, 13.abr, 25.abr, 26.abr, 12.mai, 25.jul, 26.jul, 30.jul, 14.ago, 19.ago, 22.ago, 23.ago, 28.ago, 13.set, 29.set, 04.out, 14.out, 20.out, 27.out, 30.dez.

Tema: Equipe de governo. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“Ele [o índio] quer eletricidade, ele quer o que nós queremos.”

Bolsonaro generaliza os desejos da população indígena sem levar em consideração que ao menos cem povos vivem de maneira isolada apenas na região amazônica. De acordo com a ONG Survivor Brasil, que defende os direitos dos índios, a decisão de isolamento decorre de violentos encontros anteriores e de ameaças de destruição da terra por não índios. A declaração, portanto, é FALSA.

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REPETIDA 17 VEZES. Em 2019: 18.abr, 19.jun, 28.jun, 30.ago, 19.set, 07.nov, 27.nov. Em 2021: 24.abr, 29.abr, 24.jun, 12.ago. Em 2022: 11.mar, 12.mar, 24.mar, 26.abr, 30.mai.

Tema: Indígenas e quilombolas. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“(...) a reserva Yanomami, é uma área enorme para 9 mil índios, talvez.”

A declaração é FALSA. De acordo com a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), em 2017, os serviços de saúde voltados ao território yanomami atendiam um total de 25.486 pessoas, número cerca de 180% maior do que o apresentado por Bolsonaro. Os dados do Censo de 2010 também apontam para número próximo: 25.719.

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REPETIDA 4 VEZES. Em 2019: 18.abr, 19.jun, 28.jun. Em 2020: 23.mai.

Tema: Indígenas e quilombolas. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“O Brasil é exemplo para o mundo [de preservação ambiental].”

A declaração de Bolsonaro é FALSA. De acordo com dados do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 30ª posição no ranking de países que mais protegem suas florestas. Já no indicador de sustentabilidade Enviromental Perfomance Index, o Brasil está no 69º lugar.

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REPETIDA 2 VEZES. Em 2019: 28.jun, 13.nov.

Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“A Alemanha usa muito o carvão.”

De acordo com a International Energy Association, órgão internacional ligado à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a Alemanha tinha, em 2017, 22,6% de sua matriz energética composta por carvão. Os números são inferiores à média mundial de uso do combustível fóssil, que é de 27,1%. Por isso, a declaração é IMPRECISA.

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Tema: Economia, Relações internacionais. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“A nossa matriz energética é muito voltada, em torno de 50%, eu não tenho o percentual exato aqui, mas bem grande, para fontes de energias renováveis, enquanto que a Alemanha continua o fóssil ainda.”

Apesar de estar correto ao afirmar que a Alemanha tem a maior parte de sua energia advinda de recursos fósseis, Bolsonaro é IMPRECISO ao afirmar que cerca de 50% da matriz brasileira é composta por recursos renováveis. Segundo dados de 2017 da International Energy Association, órgão internacional ligado à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), cerca de 57% da matriz brasileira é composta por fontes não renováveis (carvão, petróleo, gás natural e energia nuclear). As fontes renováveis (energia hidrelétrica, biomassa, eólica e solar) compõem, portanto, 43% do total. Na Alemanha, os recursos fósseis, em 2017, foram responsáveis por prover 79% do total de energia.

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Tema: Meio ambiente. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“O que cada brasileiro bota para fora ou produz, CO2, o alemão é quatro vezes mais.”

Segundo a International Energy Association, órgão ligado à OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil produziu, em 2017, 427,6 megatoneladas de CO2. A Alemanha, por sua vez, produziu 682,7 megatoneladas, cerca de 60% a mais. A declaração de Bolsonaro é, portanto, FALSA.

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Tema: Meio ambiente, Relações internacionais. Origem: Entrevista

28.jun.2019

“O telefone do Adélio, por uma ação da OAB, a Polícia Federal não pode entrar nele”

É falso que os sigilos telefônico e bancário de Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Jair Bolsonaro no ano passado, são protegidos pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Na realidade, a entidade entrou com mandado de segurança em janeiro deste ano para garantir que Zanone de Oliveira, advogado do autor da facada, não fosse obrigado a informar quem pagou os honorários da causa. Vale lembrar que, logo após o atentado, a Justiça chegou a autorizar a quebra do sigilo dos dados telefônicos de Adélio. Não foram encontrados indícios, a partir deles, de que o esfaqueador de Bolsonaro tivesse agido a mando de outra pessoa ou grupo.

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Tema: Atentado, Justiça. Origem: Entrevista

27.jun.2019

“A indústria deles [Alemanha] continua sendo fóssil, em grande parte, de carvão, e a nossa não.”

Apesar de a Alemanha ter sua matriz energética composta principalmente por combustíveis fósseis, não é verdade que o carvão seja o recurso mais utilizado. De acordo com a International Agency Association, órgão ligado à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o país tinha, em 2017, cerca de 79% de sua matriz composta por combustíveis fósseis, sendo o petróleo o recurso responsável por 32,4% da geração de energia. O carvão corresponde, por sua vez, a 22,2% do total. A declaração é, portanto, IMPRECISA.

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Tema: Meio ambiente, Relações internacionais. Origem: Entrevista

27.jun.2019

“A carne [bovina] brasileira não entra aqui [no Japão]”

A fala do presidente é EXAGERADA. O Brasil exporta carne bovina para o Japão, mas o volume é muito baixo: em 2019, foram apenas 2,3 toneladas, segundo o Ministério da Economia. Em comparação, foram cerca de 164 mil toneladas de carne de frango.

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Tema: Economia, Relações internacionais. Origem: Live

27.jun.2019

“[O Brasil] é o país que mais preserva o meio-ambiente no mundo e o que menos usa agrotóxico”

Não é verdade que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente, como disse o presidente Jair Bolsonaro. O país é apenas o 30º que mais protege suas florestas, segundo com o Banco Mundial, e o 69º no ranking de sustentabilidade Enviromental Perfomance Index

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REPETIDA 40 VEZES. Em 2019: 22.jan, 23.mar, 27.jun, 27.jul, 24.set, 11.dez. Em 2020: 05.jun, 17.jun, 25.jun, 03.set, 05.set, 17.set, 18.set, 24.set, 06.nov, 07.nov, 02.dez, 03.dez. Em 2021: 09.fev, 29.abr, 13.mai, 24.ago, 25.ago, 30.ago, 22.set, 23.set, 04.nov, 29.nov. Em 2022: 04.abr, 12.abr, 13.abr, 04.mai, 03.jun, 10.jun, 13.jun, 29.jun, 27.jul, 11.set.

Tema: Meio ambiente. Origem: Live

27.jun.2019

“Isso dá aproximadamente R$3 bilhões por ano nas mãos dos sindicatos do Brasil”

Quando deu a declaração, Bolsonaro reclamava da expiração da medida provisória 873, editada em março, que estipulava que as contribuições sindicais fossem feitas por boleto bancário, não mais por desconto direto na folha de salário. Seu impacto potencial, porém, é muito menor do que o estimado pelo presidente –em 2018, os sindicatos no Brasil arrecadaram R$ 500 milhões, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. Portanto, a declaração é FALSA.

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Tema: Economia. Origem: Live

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