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24.jun.2022

“E diferente do Bolsa Família, lá atrás com o Bolsa Família, quem fosse trabalhar perdia o Bolsa Família. Com o Auxílio Brasil pode trabalhar que não vai perder o Auxílio Brasil.”

É falso que beneficiários do Bolsa Família que entrassem para o mercado formal perdessem o direito ao auxílio. Segundo explica o próprio Ministério da Cidadania em sua página oficial, o principal critério para a participação no programa era a renda familiar, que não poderia exceder R$ 89 mensais por pessoa ou entre R$ 89 e R$ 178 em caso de famílias com crianças entre 0 e 17 anos. A família só perdia o direito ao benefício caso sua renda com o novo emprego formal excedesse o total estipulado pelo programa. Nesse caso, os beneficiários ainda eram incluídos na regra de permanência, em que recebiam o auxílio por mais dois anos caso seus rendimentos não ultrapassassem meio salário mínimo. No caso do Auxílio Brasil, têm direito os que recebem até R$ 210 por pessoa, independentemente de estarem integrados ou não ao mercado formal. Caso o beneficiário seja contratado com carteira assinada enquanto integra o programa, ele tem direito a um bônus de R$ 200 por dois anos.

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REPETIDA 16 VEZES. Em 2022: 19.mai, 05.jun, 24.jun, 28.jun, 13.ago, 28.ago, 13.set, 14.set, 29.set, 05.out, 07.out, 14.out, 15.out, 28.out.

Tema: Direitos e Assistência Social. Origem: Discurso

Em 1.407 dias como presidente, Bolsonaro deu 6.673 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 08 de Novembro, 2022


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25.mar.2020

“Essas pessoas [que morreram no Brasil], como você vê nos Estados Unidos, têm uma média de idade na casa dos 80 anos. São pessoas que têm duas outras três doenças pré-existentes.”

Os dados apresentados pelas secretarias de saúde não apresentam a idade nem as comorbidades das pessoas mortas por Covid-19 no Brasil. Como não há dados públicos que possam atestar o que o presidente fala, a sua declaração foi classificada como INSUSTENTÁVEL. No boletim publicado no dia 24 de março pela secretaria de saúde do estado de São Paulo, por exemplo, há apenas a indicação de que ocorreram 40 óbitos. Já no Rio de Janeiro, além dos dados totais de nove óbitos, há a indicação de que "todos os 4 homens e 5 mulheres vítimas de coronavírus no RJ eram idosos ou apresentavam comorbidades, sendo classificados como grupo de risco para a Covid-19".

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Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

25.mar.2020

“Ele [o presidente americano, Donald Trump] já anunciou via FDA, sua Anvisa de lá, a liberação para alguns casos da cloroquina.”

Bolsonaro se refere ao anúncio de Trump feito no mesmo dia sobre o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. A fala do presidente brasileiro, no entanto, é imprecisa, porque não leva em consideração que o medicamento foi aprovado apenas para tratamento experimental, e não totalmente liberado para uso uso. Trump disse que pediu à FDA (Food and Drug Administration, agência de vigilância sanitária americana) que elimine barreiras para dar à população acesso a drogas que possam tratar a infecção pelo novo coronavírus, dentre elas a hidroxicloroquina. O diretor da FDA, Stephen Hahn, disse nesta sexta-feira (20) que a agência tem se empenhado em descobrir, “em meio ao mar de novos tratamentos”, o medicamento correto na dosagem correta para eliminar o vírus. Sobre a hidroxicloroquina, afirmou que "é uma droga que o presidente pediu que observássemos mais de perto para determinar se realmente pode beneficiar pacientes. E, outra vez, queremos fazer isso com o uso de testes clínicos, grandes e pragmáticos testes clínicos para realmente conseguir essa informação”. Em comunicado oficial divulgado sobre o assunto, a FDA informou que os estudos ainda estão “em andamento para determinar a eficácia do uso de cloroquina no tratamento do Covid-19”. O órgão norte-americano também ressaltou que ainda é preciso determinar se o medicamento pode ser usado para tratar pacientes com Covid-19 leve a moderado e entender como ele atua na redução da disseminação viral, o que pode ajudar a impedir a propagação da doença.

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REPETIDA 2 VEZES. Em 2020: 19.mar, 25.mar.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

25.mar.2020

“Ontem, ouvi o relato das palavras do presidente Trump nos Estados Unidos. Tá numa linha semelhante à minha. Obviamente, é um país bem mais poderoso do que nós, é um país que tem uma cultura diferente, uma educação diferente da nossa. E pelo que tudo indica, ele vai reabrir a partir de hoje os postos de trabalho.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA, porque Donald Trump não indicou que pretende reabrir o comércio e demais estabelecimentos do país a partir desta quarta-feira (25). Na verdade, na última terça-feira (24), o presidente dos Estados Unidos disse que gostaria “reabrir” a economia americana até o domingo de Páscoa, que cai no dia 12 de abril. “Nós estamos abrindo esse país incrível. Porque precisamos fazer isso. Eu adoraria fazer isso até a Páscoa”, disse Trump durante evento na Casa Branca. Em entrevista algumas horas mais tarde, Trump ainda ainda destacou que essa possibilidade de reabertura na Semana Santa era apenas uma intenção. “Só faremos isso se for bom”, disse.

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Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

25.mar.2020

“O desabastecimento já começa a se fazer presente.”

Aos Fatos classificou a declaração como INSUSTENTÁVEL porque não encontrou registros de desabastecimento no país. Na verdade, há até um comunicado que vai contra a declaração do presidente. No dia 17 de março, a Abia (Associação Brasileira da Indústria dos Alimentos) informou que a logística de abastecimento e os estoques de alimentos seguem dentro da normalidade. A associação afirmou ainda que a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) garantiu que os supermercados estariam preparados, inclusive, para aumentar o abastecimento, caso seja necessário.

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Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Entrevista

25.mar.2020

“Até o Mandetta disse que uma empresa que fabrica oxigênio no Brasil não tinha como mandar oxigênio para os hospitais.”

Para criticar as medidas adotadas pelo governador Wilson Witzel de fechamento das divisas, Bolsonaro utiliza um caso contado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no dia 20 de março. Bolsonaro, no entanto, cometeu imprecisões na sua citação: na verdade, Mandetta disse que o fechamento das estradas impactou o transporte de insumo para uma fábrica de oxigênio e não para o abastecimento dos hospitais: "O colapso pode acontecer não apenas por causa da saúde. Vi algumas medidas de governadores, fechando estradas, como se o estado vizinho fosse o problema que, de repente, paralisou a produção de oxigênio, que vai o item do qual mais vamos precisar para garantir o sistema".

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Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

24.mar.2020

“O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então por que fechar escolas?”

Ainda que seja correto que os idosos é que fazem parte de grupo de risco da Covid-19 cientistas e autoridades de saúde consideram que crianças são potenciais disseminadores da doença, uma vez que tendem a apresentar sintomas pouco graves. Logo, a premissa do argumento de Bolsonaro é FALSA, porque o fechamento de escolas pode ajudar a conter a disseminação da doença, inclusive entre os mais velhos. Em entrevista ao New York Times, o pediatra e especialista em doenças infecciosas Bessey Geevarghese, afirma que “mesmo se as crianças estão com sintomas leves, elas servem como reservatórios da infecção e podem passar a doença para adultos, especialmente os idosos”. Isso significa que, ao comparecer à escola, uma criança infectada pode transmitir a doença a colegas, professores e servidores, que, por sua vez, podem infectar outras pessoas, algumas possivelmente integrantes de grupos de risco. A medida de cancelamento das aulas presenciais também atende à recomendação de autoridades de saúde de evitar aglomerações e de manter uma distância segura de ao menos um metro de entre as pessoas. A estratégia foi adotada até agora em mais de 150 países que tiveram casos da doença confirmados, de acordo com levantamento feito pela Unesco. Em entrevista à Vox, o professor de medicina da Universidade de Virginia Steven Zeichner afirma que a medida é necessária para interromper o surto. “Eu acho que estamos no início de um problema [que pode potencialmente] crescer de forma exponencial, e se você quer estar à frente desse problema exponencial, é preciso intervir logo no início”.

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REPETIDA 2 VEZES. Em 2020: 24.mar. Em 2021: 14.jan.

Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

24.mar.2020

“Desde quando resgatamos nossos irmãos em Wuhan, na China, numa operação coordenada pelos Ministérios da Defesa e Relações Exteriores, surgiu para nós o sinal amarelo.”

A declaração de Bolsonaro é CONTRADITÓRIA, porque, dias antes de anunciar no dia 2 de fevereiro o resgate dos brasileiros em quarentena na região de Wuhan, na China, o presidente havia descartado a possibilidade de realizar a operação. Em entrevista coletiva na porta do Palácio do Planalto no dia 31 de janeiro, Bolsonaro afirmou que custava caro um voo até o país asiático. "Na linha, se for fretar um voo, acima de US$ 500 mil o custo. Pode ser pequeno para o tamanho do orçamento brasileiro, mas precisa de aprovação do Congresso". Além do custo da operação, o presidente ressaltou, à época, que não colocaria a vida dos brasileiros em risco, porque, mesmo que organizasse uma quarentena, qualquer ação judicial poderia liberar os quarentenados. “Se lá [na China] temos algumas dezenas de vidas, aqui temos 210 milhões de brasileiros. Então, é uma coisa que tem que ser pensada, conversada antecipadamente com o chefe do Poder Judiciário, conversado com o Parlamento também”. Bolsonaro acabou por mudar de posicionamento alguns dias depois, após os brasileiros em Wuhan gravarem um vídeo lendo uma carta endereçada à Presidência da República e ao Ministério das Relações Exteriores, solicitando ajuda para serem trazidos de volta ao país.

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REPETIDA 3 VEZES. Em 2020: 24.mar, 31.mar. Em 2021: 07.abr.

Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

24.mar.2020

“Uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico daquela conhecida televisão.”

Neste trecho, o presidente faz uma referência a Drauzio Varella que, em vídeo publicado em seu canal no YouTube em 30 de janeiro — antes que fosse decretada a pandemia, portanto — afirmou que o novo coronavírus causaria à maioria da população “um resfriadinho de nada”. O que Bolsonaro omite é que o médico já se corrigiu ao menos três vezes, alertando para o isolamento social e para a adoção de medidas de higiene. Logo, por tirar uma informação de contexto, de acordo com a metodologia do Aos Fatos, a fala do presidente é IMPRECISA. O vídeo de janeiro, inclusive, já foi apagado do portal em que Drauzio Varella reúne informações de saúde e um novo foi publicado com atualizações sobre a pandemia. No último sábado (21), o senador Flávio Bolsonaro (sem partido) e o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles compartilharam o vídeo antigo no Twitter sem informar a data. Posteriormente, as publicações foram removidas pela rede social por violarem regras de uso da plataforma e “colocar as pessoas em maior risco de transmitir Covid-19”, segundo informou o Twitter. A falsa alegação disseminada pelo senador e pelo ministro também foi republicada por sites conhecidos pela difusão de desinformação com títulos enganosos, como "Drauzio Varella concordou com Bolsonaro: 'resfriadinho de nada'”. Tais publicações foram checadas como FALSAS por Aos Fatos.

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REPETIDA 8 VEZES. Em 2020: 24.mar, 26.mar, 24.ago. Em 2021: 07.jan, 15.jan, 30.set. Em 2022: 16.out, 25.out.

Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

24.mar.2020

“[A Itália tem] um clima totalmente diferente do nosso [mais favorável à contaminação].”

Bolsonaro sugere aqui que, por ser predominantemente tropical, o Brasil sofreria menos com a pandemia do novo coronavírus do que a Itália, que tem clima mediterrâneo. Embora estudos preliminares de fato indiquem que o vírus pode demorar mais para se espalhar em ambientes mais quentes, ainda não há um consenso entre pesquisadores sobre essa questão. Na verdade, a curva de contaminação no Brasil, por enquanto, é superior à italiana, mesmo estando entre o verão e o outono. Por isso, a declaração do presidente foi considerada INSUSTENTÁVEL. Um estudo desenvolvido pela universidade chinesa Sun Yat-sen indicou que o Sars-Cov-2 é um vírus “altamente sensível à temperatura” e que tem menor probabilidade de disseminação em climas mais quentes. Isso, no entanto, não o impediria de se espalhar, apenas desaceleraria o processo. Em outro artigo, pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) também indicaram que comunidades localizadas em regiões com médias de temperatura mais altas tinham vantagem significativa no tempo de contaminação da população em comparação com outras que vivem em locais mais frios. Mas isso ainda não é um consenso entre especialistas. De acordo com Mike Ryan, diretor-executivo do programa de emergências em saúde da OMS, pode ser uma falsa esperança considerar que a Covid-19 desaparecerá com a mudança de temperatura, como ocorre todos os anos com a gripe sazonal. “Nós temos que assumir que o vírus continuará com a capacidade de se espalhar”. Também é importante ressaltar que os estudos se baseiam em uma quantidade limitada de dados e mostram, portanto, apenas resultados preliminares. Os artigos também não foram submetidos ao escrutínio de outros pesquisadores para a verificação das metodologias e das estratégias de análise de dados adotadas.

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REPETIDA 4 VEZES. Em 2020: 18.mar, 24.mar, 27.mar, 02.abr.

Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

24.mar.2020

“90% de nós não teremos qualquer manifestação, caso se contamine.”

Ainda não há dados conclusivos sobre qual a proporção de casos assintomáticos entre os infectados pelo novo coronavírus, por isso a declaração foi classificada como INSUSTENTÁVEL. Contudo, estudos e dados preliminares têm mostrado que, apesar de significativa, a parcela dos casos sem sintomas é menor do que a indicada por Bolsonaro. Uma reportagem do jornal South China Morning Post publicada no domingo (22) afirmou que, de acordo com informações confidenciais das autoridades chinesas, até 30% dos infectados pelo vírus no país pode não ter apresentado sintomas. Epidemiologistas do Japão chegaram a uma porcentagem parecida de casos sem sintomas (30,8%) ao analisar dados de cidadãos japoneses evacuados da China no começo da pandemia. Já um artigo de pesquisadores chineses (ainda não revisado por outros acadêmicos) estima que 59% dos casos de Wuhan, cidade onde a pandemia começou, podem não ter sido detectados. Esse número "potencialmente inclui casos assintomáticos ou com sintomas leves", escrevem. Um número próximo ao que Bolsonaro cita apareceu em um trabalho de pesquisadores dos EUA, Reino Unido e China: analisando casos de 10 a 23 de janeiro na China, eles estimaram que 86% dos infectados não tenham sido detectados. Isso, porém, não significa necessariamente que todos eram assintomáticos – pode indicar, por exemplo, a escassez de testes para a doença na época, como escrevem os próprios cientistas.

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REPETIDA 9 VEZES. Em 2020: 19.mar, 20.mar, 21.mar, 24.mar, 26.mar, 01.abr, 14.dez.

Tema: Coronavírus. Origem: Discurso

24.mar.2020

“... caso fosse contaminado pelo vírus, [eu] não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito acometido de uma gripezinha ou resfriadinho...”

O presidente Jair Bolsonaro volta a minimizar os riscos do novo coronavírus e a comparar a enfermidade com uma simples gripe, o que é FALSO, de acordo com estudos existentes. Ainda não é possível atestar a taxa de mortalidade do novo coronavírus, mas cientistas apontam que há uma maior letalidade em comparação à gripe comum. A Universidade de Bern, por exemplo, estimou que o Covid-19 apresenta letalidade de 1,6%. Já a taxa de mortalidade da gripe comum é de 0,1%, conforme mostra o CDC, órgão de prevenção de doenças dos EUA. A gripe H1N1, que teve um surto em 2009, apresentou taxas entre 0,01% a 0,08%. Além disso, já se sabe que o novo coronavírus é mais letal para pessoas com doenças crônicas e idosos, que têm sistema imunológico mais fraco. Um exemplo lastreado por dados é a taxa aproximada de fatalidade do coronavírus em Hubei, na China: nos infectados com idades entre 60 e 69 anos, a taxa de mortalidade chegou a 4,6%. Bolsonaro completou 65 anos no último dia 21 de março.

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Tema: Coronavírus, Família Bolsonaro. Origem: Discurso

23.mar.2020

“- Determinei a revogacao do art.18 da MP 927 que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário.”

Bolsonaro se contradiz ao admitir que trabalhadores poderiam ficar sem receber salários por causa da Medida Provisória 927, que flexibiliza leis trabalhistas durante a pandemia do novo coronavírus. O artigo 18 da MP previa que empresas pudessem suspender contratos empregatícios por quatro meses, mas Bolsonaro havia dito em seu Twitter que o governo entraria “com uma ajuda” para os trabalhadores suspensos nesse período. O texto da MP, na verdade, não dizia isso – a medida previa que o empregador era quem poderia, se desejasse, conceder ao empregado "ajuda compensatória mensal, sem natureza salarial, durante o período de suspensão contratual". O artigo 18, que trazia essa possibilidade, foi revogado horas depois de o presidente ter assinado a MP.

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Tema: Coronavírus. Origem: Twitter

23.mar.2020

“Esclarecemos que a referida MP, ao contrário do que espalham, resguarda ajuda possível para os empregados. Ao invés de serem demitidos, o governo entra com ajuda nos próximos 4 meses, até a volta normal das atividades do estabelecimento, sem que exista a demissão do empregado.”

A declaração é FALSA, porque, diferentemente do que diz Bolsonaro, a Medida Provisória 927, que flexibiliza as leis trabalhistas durante a pandemia do novo coronavírus, não previa nenhuma ajuda do governo quando o empregado tivesse o seu contrato trabalhista suspenso. Publicada na noite do último domingo (22), a MP trazia no artigo 18 a possibilidade de as empresas suspenderem contratos empregatícios por quatro meses sem pagamento de salário desde que garantissem ao empregado a participação em curso de qualificação online. Segundo o texto, o empregador era quem poderia, se desejasse, conceder ao empregado "ajuda compensatória mensal, sem natureza salarial, durante o período de suspensão contratual".

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Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Twitter

23.mar.2020

“Ninguém tá demitindo ninguém [por conta do coronavírus].”

A declaração é FALSA, porque, diferentemente do que afirma Bolsonaro, estabelecimentos como bares, restaurantes e lojas já fizeram demissões em massa por conta da pandemia do novo coronavírus. De acordo com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), por exemplo, 5.000 pessoas que trabalham no ramo já perderam seus empregos apenas no Ceará, onde os estabelecimentos estão proibidos de funcionar por decreto publicado pelo governo estadual na última quinta-feira (19). Associações de lojistas também afirmaram que outras demissões devem ocorrer nas próximas semanas. Em reportagem da revista Exame, entidades patronais como a Abrasel e a Ablos (Associação Brasileira das Lojas Satélites) estimam que cerca de 5 milhões de pessoas perderão seus empregos apenas no comércio até o fim do mês de abril.

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Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Entrevista

23.mar.2020

“Nós não temos como evitar os efeitos do coronavírus.”

Por mais que não haja vacina ou tratamento disponível para cura da Covid-19, não é verdade que não seja possível evitar os seus efeitos. De acordo com especialistas, há duas frentes de atuação: a de prevenção e a de tratamento dos sintomas. Como não há vacina disponível, é preciso evitar a doença tomando medidas de higiene como lavar as mãos com água e sabão, manter ao menos um metro de distância de alguém que esteja tossindo ou espirrando, evitar tocar olhos, nariz e boca e cobrir o nariz e a boca com o braço ou com um lenço ao espirrar e tossir. Caso, no entanto, a pessoa acabe por contrair a doença, é possível adotar medidas que ajudem a combater os sintomas: de acordo com o Departamento de Saúde da Universidade de Harvard, além de repouso e hidratação, pode-se tratar o mal-estar, as febres e as dores com o uso de paracetamol nas quantidades indicadas pela bula. Se apresentar sintomas como febre alta e dificuldades respiratórias, todavia, o paciente deve procurar ajuda médica.

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Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

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