Poster do agregador

16.mai.2022

“Em 2020, o valor do auxílio emergencial foi equivalente a 15 anos de Bolsa Família.”

É FALSO que o governo federal tenha gastado o equivalente a 15 anos do Bolsa Família com o pagamento do auxílio emergencial no primeiro ano de pandemia. De acordo com dados do Ministério da Cidadania, foram despendidos com o Bolsa Família entre 2005 e 2019 R$ 434,1 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Já dados do Tesouro Transparente indicam que o governo Bolsonaro pagou R$ 293,1 bilhões de auxílio emergencial em 2020.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 7 VEZES. Em 2022: 16.mai, 06.jun, 15.jun, 26.jun, 27.jun, 28.jun, 30.jun.

Tema: Coronavírus, Economia. Origem: Telegram

Em 1.277 dias como presidente, Bolsonaro deu 5.665 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 01 de Julho, 2022


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01.jul.2022

“Ontem o Senado Federal majorou o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 700. Também dobrou, no dia de ontem, o valor do Auxílio Gás para todos os brasileiros.”

Bolsonaro erra o novo valor do Auxílio Brasil aprovado pelo Senado no dia 30 de junho. A PEC 1/2022 aumenta de R$ 400 para R$ 600, R$ 100 a menos do que disse Bolsonaro no evento. Além do aumento do Auxílio Brasil, o texto também prevê um auxílio caminhoneiro de R$ 1.000 e dobra o valor do vale-gás, que passará, caso a PEC também seja aprovada na Câmara dos Deputados, a cobrir um botijão de gás a cada dois meses.

FONTE ORIGEM

Tema: Direitos e Assistência Social, Economia. Origem: Discurso

01.jul.2022

“Dizer a vocês que somente com o endividamento da Petrobras feito pelo governo vermelho, que equivaleu a R$ 900 bilhões (...)”

De acordo com as demonstrações financeiras publicadas pela Petrobras, a dívida bruta da companhia em 31 de dezembro de 2015 era de R$ 492,849 bilhões — corrigida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a cifra ficaria atualmente em R$ 681,4 bilhões. Em 2003, os resultados divulgados pela Petrobras à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) indicavam um endividamento total de R$ 63,791 bilhões (R$ 176 bilhões, corrigidos) — uma diferença, portanto, de R$ 429,058 bilhões em valores nominais e de R$ 505,4 bilhões se considerada a correção pela inflação. Todos esses valores estão muito distantes dos R$ 900 bilhões citados por Bolsonaro, por isso, a declaração é falsa.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 41 VEZES. Em 2022: 31.jan, 01.fev, 02.fev, 03.fev, 04.fev, 16.fev, 18.fev, 21.fev, 23.fev, 24.fev, 25.fev, 07.mar, 10.mar, 16.mar, 21.mar, 24.mar, 31.mar, 04.abr, 06.abr, 11.abr, 12.abr, 14.abr, 16.abr, 25.abr, 29.abr, 15.mai, 16.mai, 17.mai, 19.mai, 25.mai, 30.mai, 02.jun, 09.jun, 17.jun, 19.jun, 27.jun, 01.jul.

Tema: Economia. Origem: Discurso

30.jun.2022

“E um fator muito importante que pode não ser do conhecimento de vocês é que no Brasil tem uma tradição, ao assumir a presidência, o atual presidente entregar cargos estratégicos para partidos políticos, como ministérios, bancos oficiais e estatais. Eu não fiz isso.”

A declaração é falsa, porque desde o início do mandato de Bolsonaro o Planalto tem negociado ministérios por indicações políticas. Os acordos com a bancada ruralista fizeram, por exemplo, que Tereza Cristina (PP), presidente da Frente Parlamentar para a Agricultura, fosse nomeada para a pasta da Agricultura, e Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente. A bancada evangélica emplacou Damares Alves, que é pastora, no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e conseguiu barrar a indicação do educador Mozart Neves Ramos para o Ministério da Educação. Em meados de 2020, para se aproximar do Centrão no Congresso, Bolsonaro nomeou Fábio Faria (PSD-RN) para o Ministério das Comunicações e, em 2021, escolheu Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil e João Roma (PL-BA) para a Cidadania.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 24 VEZES. Em 2020: 29.jan, 24.abr, 26.ago, 03.set, 15.out, 09.nov, 11.nov, 29.nov, 19.dez. Em 2021: 27.abr, 02.set, 03.set, 10.set, 27.set, 13.out, 14.out, 10.nov, 09.dez, 19.dez. Em 2022: 08.jan, 11.abr, 29.abr, 19.mai, 30.jun.

Tema: Equipe de governo. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Nós conseguimos chegar no final de 2020, 2021 criando cerca de 3 milhões de novos empregos.”

Segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência, foram geradas 2.730.597 vagas de trabalho no mercado formal em 2021. Em 2020, no entanto, não houve saldo positivo: foram fechados 191.500 postos de trabalho. No total, foram criados 2,5 milhões de empregos, um número menor do que o citado por Bolsonaro.

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REPETIDA 3 VEZES. Em 2022: 19.jun, 30.jun.

Tema: Economia. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“E o autor da facada é filiado ao PSOL.”

A declaração é imprecisa. Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra Bolsonaro durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG) em 2018, foi filiado ao PSOL de Minas Gerais entre 2007 e 2014. Ou seja, Adélio não integrava mais o rol de associados ao partido na época em que ocorreu o atentado.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 21 VEZES. Em 2019: 02.jan, 24.jan, 12.ago. Em 2021: 04.fev, 27.mai, 24.jun, 03.ago, 05.ago, 24.ago, 27.set, 18.out. Em 2022: 14.jan, 17.jan, 31.jan, 09.fev, 04.mar, 31.mar, 15.abr, 16.abr, 15.mai, 30.jun.

Tema: Atentado. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“E alguém, no mesmo dia, tentou entrar na Câmara dos Deputados usando uma identidade falsa. Ou seja, seria um álibi caso ele tivesse fugido da cena do crime na cidade de Juiz de Fora.”

A declaração, já repetida em outros momentos por Bolsonaro, é FALSA e já foi esclarecida pela Polícia Legislativa da Câmara em 2018. De fato, foi registrada, em 6 de setembro de 2018, dia do atentado contra o presidente em Juiz de Fora (MG), a entrada de Adélio Bispo na Câmara dos Deputados. A marcação, no entanto, teria sido um erro do recepcionista, de acordo com explicação dada pelo diretor da Polícia Legislativa da Câmara, Paul Pierre Deeter. Segundo Deeter, ao consultar no sistema uma eventual presença de Adélio na Câmara, o funcionário acabou registrando, por engano, sua entrada no prédio. A marcação foi feita quatro horas após o atentado, quando o agressor já havia sido preso pela polícia. Segundo o diretor, foi descartada, à época, a hipótese de má fé por parte do recepcionista.

FONTE ORIGEM

REPETIDA 9 VEZES. Em 2019: 07.mai, 29.out. Em 2020: 19.dez. Em 2021: 27.set, 15.out. Em 2022: 05.jan, 06.jan, 10.jan, 30.jun.

Tema: Atentado. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Ninguém consegue explicar porque essa investigação não chegou ao fim com tantos elementos na sua frente.”

Ao manifestar que tem expectativa de que a Polícia Federal descubra quem foi o mandante do atentado à faca que sofreu em 2018, Bolsonaro desinforma e é contraditório, porque ele mesmo decidiu não levar adiante o processo contra Adélio Bispo. O agressor foi considerado pela Justiça inimputável por ser portador de Transtorno Delirante Persistente e sentenciado em junho de 2019 à internação em um hospital de custódia por tempo indeterminado, até que seja comprovado que não apresenta mais risco à sociedade. Tanto o Ministério Público Federal quanto a defesa do presidente poderiam apresentar recurso à decisão do juiz, mas não o fizeram, e o processo foi encerrado. Bolsonaro também não leva em consideração a investigação feita pela PF, que, nos dois inquéritos sobre o caso, chegou à conclusão de que Adélio planejou e executou a facada sozinho. Uma manifestação do Ministério Público Federal de junho de 2020 também confirma essa conclusão. O que resta agora é apenas uma definição sobre o pedido de quebra de sigilo de seu advogado. Requisitado pela AGU (Advocacia-Geral da União), o julgamento sobre a liberação dos dados chegou a ser iniciado no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) em 2019, mas foi remetido ao STF em março de 2020. Em novembro de 2021, a investigação foi retomada porque o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) liberou o acesso a informações obtidas em quebra de sigilo bancário do ex-advogado de Bispo, Zanone Júnior, e em operação de busca e apreensão no seu escritório, mas não há atualizações sobre o caso até o momento.

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REPETIDA 5 VEZES. Em 2020: 24.abr. Em 2021: 04.mar, 14.mai. Em 2022: 30.jun.

Tema: Atentado. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Eu mesmo tomei [cloroquina] quando fui contaminado.”

Bolsonaro faz referência à hidroxicloroquina, que afirma ter usado quando teve Covid-19. No entanto, o presidente nunca apresentou receituário que comprove que de fato tomou o medicamento. O Aos Fatos chegou a requisitar o documento de prescrição por meio da Lei de Acesso à Informação, mas teve o pedido negado pela Secretaria de Comunicação, que alegou que "as informações individualizadas sobre o assunto dizem respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas".

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REPETIDA 92 VEZES. Em 2020: 28.out, 29.out, 11.nov, 12.nov, 16.nov, 26.nov, 29.nov, 02.dez, 14.dez, 15.dez, 19.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 15.jan, 04.fev, 11.fev, 23.fev, 04.mar, 08.mar, 10.mar, 11.mar, 18.mar, 19.mar, 25.mar, 07.abr, 15.abr, 16.abr, 22.abr, 23.abr, 28.abr, 05.mai, 06.mai, 13.mai, 14.mai, 20.mai, 27.mai, 03.jun, 09.jun, 11.jun, 18.jun, 21.jun, 24.jun, 19.jul, 22.jul, 27.jul, 29.jul, 31.jul, 02.ago, 05.ago, 17.ago, 23.ago, 27.ago, 28.ago, 30.ago, 05.set, 10.set, 16.set, 21.set, 23.set, 24.set, 27.set, 30.set, 05.out, 07.out, 21.out, 26.out, 27.out, 05.nov, 08.nov, 23.nov, 25.nov, 07.dez, 09.dez, 11.dez, 19.dez. Em 2022: 06.jan, 17.jan, 25.mai, 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“E baseado nos estudos de fora do Brasil, muitas mortes podiam ter sido evitadas no Brasil se a mídia tradicional não tivesse colocado tanta pressão contra o tratamento inicial.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA porque, na época em que ele defendia o chamado “tratamento precoce”, não havia nenhum estudo que comprovasse a eficácia de qualquer medicamento para tratar a Covid-19. O presidente, em 2020 e 2021, defendeu inúmeras vezes o uso de medicações como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina contra o novo coronavírus, mas esses remédios até hoje não se mostraram eficazes contra a doença. Outros medicamentos, porém, são considerados úteis contra a doença, tanto na fase inicial como em situações graves. Um exemplo são os anticorpos monoclonais criados em laboratório, cujos estudos mostraram eficácia de 83% em evitar doenças sintomáticas. Outros remédios, como baricitinibe e remdesivir também se provaram benéficos em casos graves. Vale ressaltar que as vacinas continuam sendo o método mais recomendado para prevenir a Covid-19.

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REPETIDA 33 VEZES. Em 2020: 21.nov, 29.nov, 10.dez, 31.dez. Em 2021: 04.jan, 07.jan, 14.jan, 15.jan, 04.fev, 11.fev, 01.mar, 10.mar, 18.mar, 09.jun, 10.jun, 18.jun, 24.jun, 22.jul, 17.ago, 05.out, 07.out, 14.out, 23.nov. Em 2022: 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Mas eu acredito que muitas mortes poderiam ter sido evitadas com o tratamento inicial.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA porque, na época em que ele defendia o chamado “tratamento precoce”, não havia nenhum estudo que comprovasse a eficácia de qualquer medicamento para tratar a Covid-19. O presidente, em 2020 e 2021, defendeu inúmeras vezes o uso de medicações como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina contra o novo coronavírus, mas esses remédios até hoje não se mostraram eficazes contra a doença. Outros medicamentos, porém, são considerados úteis contra a doença, tanto na fase inicial como em situações graves. Um exemplo são os anticorpos monoclonais criados em laboratório, cujos estudos mostraram eficácia de 83% em evitar doenças sintomáticas. Outros remédios, como baricitinibe e remdesivir também se provaram benéficos em casos graves. Vale ressaltar que as vacinas continuam sendo o método mais recomendado para prevenir a Covid-19.

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REPETIDA 33 VEZES. Em 2020: 21.nov, 29.nov, 10.dez, 31.dez. Em 2021: 04.jan, 07.jan, 14.jan, 15.jan, 04.fev, 11.fev, 01.mar, 10.mar, 18.mar, 09.jun, 10.jun, 18.jun, 24.jun, 22.jul, 17.ago, 05.out, 07.out, 14.out, 23.nov. Em 2022: 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“E eu acredito que em torno de 20% da população brasileira decidiu não tomar a vacina.”

Segundo a base de dados do Our World in Data, 86,3% da população brasileira havia tomado ao menos uma dose do imunizante contra a Covid-19 até o dia 30 de junho de 2022. Isso significa que 13,7% da população ainda não se vacinou contra a doença no país, um percentual menor do que o citado pelo presidente.

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Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“No começo do ano passado, eu mandei uma equipe para Israel, uma equipe de especialistas brasileiros para Israel para conhecer um spray nasal que eles tinham elaborado e forma experimental. E fui muito criticado e não consegui fazer progresso nessa negociação. No mês passado, uma empresa grande brasileira publicou uma notícia dizendo que sprays nasais são um sucesso contra a Covid hoje.”

O presidente reproduz o conteúdo de uma peça de desinformação que circula nas redes para associar uma reportagem veiculada no Fantástico, da TV Globo, no dia 6 de junho, ao spray nasal EXO-CD 24, que o governo brasileiro foi conhecer em Israel em março de 2021. Não há relação entre os dois produtos, por isso a afirmação é considerada falsa. A reportagem veiculada pelo Fantástico não cita o EXO-CD 24, nem qualquer outro produto específico: foram ouvidos, na verdade, especialistas que afirmam que as próximas gerações de vacinas precisam, além de funcionar contra todas as variantes do vírus Sars-CoV-2, ser aplicadas nas mucosas nasais e orais. O argumento dos cientistas é de que a multiplicação do novo coronavírus acontece nessas mucosas. Já o EXO-CD 24, criado originalmente para tratar o câncer de ovário, está sendo testado para combater uma reação inflamatória gerada pela Covid-19, a tempestade de citocinas. De acordo com uma ferramenta do jornal The New York Times que analisa artigos científicos e acompanha avanços no tratamento da doença, o spray ainda não teve os resultados de todos os testes clínicos divulgados, e portanto sua eficácia não é comprovada.

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REPETIDA 3 VEZES. Em 2022: 10.jun, 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Então você é tecnicamente autorizado a tomar uma vacina experimental, o que era o caso na época, mas não o spray nasal?”

Bolsonaro retoma um argumento falso de que as vacinas contra a Covid-19 que começaram a ser utilizadas em 2021 teriam sido aprovadas mesmo ainda sendo experimentais. Os quatro imunizantes aplicados na época (CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen) foram submetidos às três fases de testes, incluindo a etapa de estudos clínicos em humanos, e tiveram seus dados de eficácia e segurança escrutinados e validados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O termo “experimental” havia sido incluído no relatório técnico da Anvisa que validou, em janeiro de 2021, o uso dos imunizantes CoronaVac e AstraZeneca antes de ser concluída a fase 3 dos dois estudos. Porém, essas etapas já haviam sido encerradas. As vacinas AstraZeneca e Pfizer tinham registros definitivos na Anvisa. A CoronaVac e a Janssen possuía aprovação para uso emergencial — o que não significa que elas fossem “vacinas experimentais”. A CoronaVac, por exemplo, passou por estudos clínicos de fases 1, 2 e 3, que atestaram a segurança, a resposta imunológica e a eficácia do imunizante — e que basearam a decisão unânime da Anvisa em janeiro deste ano. Além disso, estudos envolvendo a aplicação em larga escala do imunizante, em Serrana (SP) e no Chile, apontaram que a CoronaVac foi capaz de reduzir a circulação do vírus. No caso do país latino-americano, um estudo que acompanhou 10,2 milhões de pessoas imunizadas com as duas doses, entre 2 de fevereiro e 1º de maio deste ano, mostrou uma eficácia de 65,9% contra casos sintomáticos; 87,5% em evitar hospitalizações; 90,3% em evitar internações em UTI, e de 86,3%. No caso da Janssen, a eficácia do imunizante varia entre 81,6% e 87,6% para casos graves de Covid-19, de acordo com a documentação enviada pelo laboratório à Anvisa. Já o spray nasal citado por Bolsonaro sequer havia concluído a segunda fase de testes em 2021. Até o momento, não há informações sobre a finalização dos testes clínicos do medicamento.

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Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Você pega a África abaixo do Saara. Lá, eles tomam ivermectina para combater a cegueira dos rios e tomam também hidroxicloroquina contra a malária. E como o número de óbitos era muito pequeno e o IDH é bem menor que o nosso, qual é a conclusão natural? Que isso daí servia de uma forma ou de outra para combater a Covid.”

Bolsonaro faz referência à reportagem "Por que a Covid não se espalhou pela África como era previsto? Cientistas também querem saber", publicada originalmente pelo New York Times e traduzida pelo jornal O Globo no dia 24 de março de 2022. Nela, pesquisadores discorrem sobre os possíveis motivos de a Covid-19 não ter tido um impacto tão significativo em países africanos, como era esperado no início da pandemia. São levantadas hipóteses relacionadas à idade média da população, que é de 19 anos, a baixa densidade populacional, a grande exposição ao ar livre e mesmo a imunidade cruzada com outros patógenos. Diferentemente do que sugere o presidente, no entanto, não são considerados como possíveis fatores o uso dos medicamentos ivermectina, aplicado no combate à cegueira dos rios, e hidroxicloroquina, usada no tratamento da malária. Ainda que sejam de fato comuns em países africanos, as drogas não têm eficácia contra a infecção causada pelo novo coronavírus. Enquanto a hidroxicloroquina já teve seu uso descartado por pesquisadores e autoridades de saúde do mundo todo, inclusive a OMS (Organização Mundial de Saúde), a ivermectina foi considerada ineficaz em estudos publicados recentemente em periódicos renomados, como o New England Journal of Medicine. Por esses motivos, a declaração foi classificada como FALSA.

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REPETIDA 2 VEZES. Em 2022: 31.mar, 30.jun.

Tema: Coronavírus. Origem: Entrevista

30.jun.2022

“Na Guerra do Pacífico, os soldados chegavam feridos, precisavam de transfusão e não tinha doador. E os médicos resolveram aplicar água de coco na veia dos caras.”

Não há evidências de que a aplicação de água de coco já tenha sido usada para substituir a transfusão de sangue. Um estudo publicado em 2000 cita relatos não comprovados de que a prática foi adotada na Segunda Guerra como medida emergencial para substituir o soro, uma solução de água e minerais usada principalmente para evitar a desidratação, mas não para perda de sangue. Mesmo nesses casos, a prática não é recomendada porque pode causar danos à saúde. Estudos realizados em meados de século 20 que testaram o uso intravenoso de água de coco registraram reações adversas em parte dos pacientes. Ao site de checagem americano Snopes, o médico George Yaghmour, da Universidade do Sul da Califórnia, disse que a concentração de minerais da substância pode, se injetada na veia, causar edema cerebral, hemólise, arritmia e outras complicações neurológicas, além de agravar a falência dos rins.

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REPETIDA 42 VEZES. Em 2020: 08.abr, 09.abr, 22.mai, 23.mai, 09.jul, 06.ago, 24.ago, 29.ago, 16.set, 08.out, 28.out, 03.dez. Em 2021: 07.jan, 14.jan, 15.jan, 04.fev, 07.abr, 22.abr, 27.abr, 06.mai, 24.jun, 18.jul, 21.jul, 12.ago, 17.ago, 05.set, 10.set, 27.set, 05.out, 07.out, 14.out, 21.out, 27.out, 07.dez, 11.dez. Em 2022: 18.mar, 16.abr, 28.abr, 25.mai, 30.jun.

Tema: Saúde. Origem: Entrevista

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