Poster do agregador

15.dez.2019

“11 meses sem corrupção no governo.”

A declaração é FALSA, porque ao menos dois ministros e um dos filhos do presidente tiveram seus nomes envolvidos em denúncias de corrupção em 2019. Em outubro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por envolvimento em um suposto esquema de candidaturas laranjas do PSL em 2018. Segundo a denúncia, Álvaro Antônio teria criado candidaturas para enviar verbas públicas de campanhas a empresas ligadas ao seu gabinete. Além de presidir o diretório estadual do PSL no estado à época das eleições de 2018, o atual ministro foi o deputado federal mais votado de Minas Gerais. Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por enriquecimento ilícito: entre 2012 e 2018, o seu patrimônio saltou de R$ 1,4 milhão para R$ 8,8 milhões. Durante esse período o ministro ocupou cargos no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), primeiro como secretário particular, depois como secretário de Meio Ambiente. Em novembro, a Justiça determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Salles. Já o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente, é alvo de três investigações paralelas. A última delas, instaurada em novembro pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, apura um possível caso de improbidade administrativa na contratação de assessores fantasmas em seu gabinete quando era deputado estadual. Em outra frente, os procuradores investigam suposto esquema de rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, parte dos salários de 13 funcionários era devolvida ao então deputado. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte também tem sido alvo de investigação. Em agosto, uma operação conjunta entre a CGU (Controladoria-Geral da União) e a Polícia Federal debelou um esquema de fraude em licitações e contratos do órgão em Minas Gerais. O caso envolve suspeitas de superfaturamento, propinas, serviços de baixa qualidade e obras que não foram concluídas. As empresas investigadas firmaram contratos entre 2014 e 2019 com o Dnit-MG num montante de R$ 457 milhões.

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REPETIDA 249 VEZES. Em 2019: 15.dez, 23.dez, 24.dez, 26.dez. Em 2020: 10.jan, 06.fev, 20.fev, 03.mar, 09.mar, 16.mar, 20.mar, 22.abr, 28.abr, 05.mai, 22.mai, 28.mai, 26.jul, 30.jul, 02.ago, 13.ago, 07.out, 08.out, 11.out, 15.out, 22.out, 29.out, 09.nov, 25.nov, 29.nov, 08.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 24.dez, 31.dez. Em 2021: 07.jan, 11.jan, 12.jan, 15.jan, 18.jan, 08.fev, 11.fev, 20.fev, 04.mar, 07.abr, 27.abr, 05.mai, 08.mai, 11.mai, 13.mai, 10.jun, 15.jun, 18.jun, 21.jun, 24.jun, 25.jun, 07.jul, 12.jul, 13.jul, 18.jul, 19.jul, 21.jul, 22.jul, 26.jul, 27.jul, 29.jul, 31.jul, 02.ago, 04.ago, 05.ago, 06.ago, 17.ago, 19.ago, 23.ago, 24.ago, 25.ago, 28.ago, 30.ago, 31.ago, 09.set, 10.set, 15.set, 17.set, 21.set, 23.set, 24.set, 30.set, 09.out, 13.out, 14.out, 18.out, 20.out, 21.out, 24.out, 25.out, 27.out, 07.nov, 09.nov, 10.nov, 19.nov, 22.nov, 23.nov, 25.nov, 26.nov, 02.dez, 07.dez, 09.dez, 10.dez, 15.dez, 19.dez, 27.dez, 30.dez, 31.dez. Em 2022: 06.jan, 12.jan, 20.jan, 31.jan, 02.fev, 07.fev, 09.fev, 10.fev, 11.fev, 12.fev, 16.fev, 18.fev, 21.fev, 23.fev, 24.fev, 25.fev, 28.fev, 04.mar, 07.mar, 16.mar, 21.mar, 22.mar, 23.mar, 27.mar, 04.abr, 08.abr, 11.abr, 12.abr, 15.abr, 05.mai, 12.mai, 30.mai, 02.jun, 08.jun, 15.jun, 18.jun, 24.jun, 09.jul, 23.jul, 24.jul, 27.jul, 30.jul, 22.ago, 24.ago, 03.set, 06.set, 07.set, 11.set, 13.set, 14.set, 16.set, 17.set, 20.set, 24.set, 29.set, 04.out, 12.out, 14.out, 21.out, 23.out, 26.out, 27.out, 28.out.

Tema: Corrupção. Origem: Entrevista

Em 1.459 dias como presidente, Bolsonaro deu 6.685 declarações falsas ou distorcidas

Esta base agrega todas as declarações de Bolsonaro feitas a partir do dia de sua posse como presidente. As checagens são feitas pela equipe do Aos Fatos semanalmente.

Atualizado em 30 de Dezembro, 2022


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02.abr.2019

“Sem recursos, sem tempo para fazer propaganda em televisão, sem nada.”

A declaração do presidente é FALSA. Bolsonaro foi o candidato à Presidência com um dos menores gastos de campanha, mas arrecadou quase o dobro de recursos que utilizou. Além disso, o seu tempo de propaganda em rede nacional de rádio e TV foi pequeno apenas no primeiro turno. Segundo o extrato final da prestação de contas, a campanha de Bolsonaro gastou R$ 2.456.215,93 e arrecadou R$ 4.390.140,36. Já o tempo de TV no primeiro turno é definido de acordo com o tamanho da bancada eleita para a Câmara dos Deputados na última eleição. Quando coligações são formadas, o tempo a que cada sigla tem direito é somado. Em 2018, Bolsonaro, que não fez coligações, teve oito segundos de tempo de propaganda no rádio e na TV no primeiro turno. No segundo, no entanto, quando enfrentou o petista Fernando Haddad, teve direito a dez minutos, assim como seu oponente.

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REPETIDA 3 VEZES. Em 2019: 21.mar, 23.mar, 02.abr.

Tema: Eleições. Origem: Discurso

01.abr.2019

“Então, quando há uma pequena melhora na questão de emprego no Brasil, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram. E, quando procuram e não acham, aumentam a taxa de desemprego.”

Como o IBGE utiliza duas nomenclaturas para pessoas desempregadas — desocupados (quem está à procura de emprego) e desalentados (quem não procurou emprego no mês de referência) — é possível que o caso citado por Bolsonaro aconteça. No entanto, isso não ocorreu: tanto o número de desocupados quanto o de desalentados cresceu em relação ao último trimestre: o número de desocupados entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019 chegou a 13,1 milhões, ante os 12,2 milhões do trimestre móvel anterior; e o número de desalentados também cresceu no mesmo período, saindo de 4,7 milhões para 4,9 milhões. Vale ressaltar, no entanto, que o crescimento do desemprego no começo do ano é esperado, dada a sazonalidade de trabalhos temporários de festas de fim de ano.

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Tema: Economia. Origem: Entrevista

01.abr.2019

“Quem tá, por exemplo, recebendo o Bolsa Família, é tido como não empregado. Quem recebe por exemplo aí o auxílio-reclusão também tá tido como empregado.”

Nada do que foi dito por Bolsonaro confere: segundo a metodologia do IBGE, os auxílios sociais recebidos pelas pessoas não são considerados na classificação de ocupação e desocupação. Bolsa Família e auxílio-reclusão, citados pelo presidente, entram apenas como fonte de renda das pessoas. Ou seja, as pessoas que recebm auxílios podem estar em diferentes condições em relação ao mercado de trabalho.

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Tema: Direitos e Assistência Social, Economia. Origem: Entrevista

01.abr.2019

“É fácil você ter a metodologia precisa no tocante a taxa de desemprego, é você ver, dados bancários, e dados junto aí à Scretaria de Trabalho agora, quantos empregos nós geramos a mais por mês ou perdemos. É muito simples.”

A declaração foi considerada FALSA porque a metodologia proposta por Bolsonaro não leva em conta todo o mercado de trabalho e, portanto, não é recomendável utilizá-la para calcular o desemprego. Ao falar dos dados da Secretaria do Trabalho, o presidente se refere aos números apresentados pelo Caged e a RAIS. Esses dois levantamentos não levam em consideração o mercado informal, como trabalhadores sem carteira e empregos temporários. Parte importante do mercado de trabalho brasileiro é informal, segundo a PNAD de fevereiro de 2019, 35,2 milhões de brasileiros trabalhavam sem carteira assinada ou por conta própria. Logo, apenas os dados do Caged não são suficientes para mostrar a totalidade do desemprego. Além disso, mesmo que não tenha ficado claro a que Bolsonaro refere-se quando diz "dados bancários", é importante lembrar que essas informações são sigilosas. O artigo 5º da Constituição Federal determina que são sigilosas "comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal".

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Tema: Economia. Origem: Entrevista

31.mar.2019

“Temos vinte e seis estados no Brasil e Israel é menor que o menor de nossos estados, o estado de Sergipe.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA. A área do estado de Sergipe, menor estado brasileiro, é de 21.927 km², de acordo com dados do IBGE. A área de Israel, de acordo com estimativa da FAO, é de 22.070 km², maior do que a área de Sergipe. A diferença entre as duas áreas corresponde a 20 mil campos de futebol. Vale lembrar que o Distrito Federal, com 5.761 km² é a menor unidade da federação, no entanto, ele não é considerado na divisão administrativa, mas, como o próprio nome diz, um distrito.

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REPETIDA 4 VEZES. Em 2019: 27.mar, 31.mar, 02.abr.

Tema: Outros. Origem: Discurso

31.mar.2019

“O nosso Ministro da Ciência e Tecnologia e único astronauta do hemisfério Sul aqui presente, Marcos Pontes”

A declaração de Bolsonaro é IMPRECISA. Marcos Pontes, atualmente ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações esclareceu em entrevista que ele foi o primeiro astronauta profissional de nacionalidade do Hemisfério Sul. Antes dele, no entanto, três australianos naturalizados norte-americanos já atuavam como astronautas profissionais na Nasa (agência espacial americana), desses, apenas um, Andrew Thomas, também esteve no espaço como Pontes.

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REPETIDA 19 VEZES. Em 2019: 28.mar, 31.mar, 02.abr, 04.set, 08.out, 10.out, 18.out. Em 2021: 11.fev, 15.jun, 17.jun, 19.ago, 02.set, 27.out, 07.nov, 09.dez. Em 2022: 12.jan, 16.fev, 14.abr.

Tema: Equipe de governo. Origem: Discurso

29.mar.2019

“Já o levantamento trimestral divulgado pelo IBGE parte de Dezembro de 2018, período no qual é comum o saldo negativo, fato importante, mas propositalmente omitido nas chamadas da Folha, Estadão e Globo;”

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE disse, em nota, que é esperado que haja um aumento no número de desempregados no começo do ano, como afirma Bolsonaro. Essa informação consta no corpo das notícias sobre a pesquisa de todos os três jornais citados pelo presidente. Por mais que essa informação realmente não esteja nas chamadas dos jornais, a declaração de Bolsonaro foi considerada IMPRECISA porque ela também omite um fato: o resultado apresentado pelo IBGE, do trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, é o pior para o período desde o início da série, em 2012.

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Tema: Economia. Origem: Twitter

28.mar.2019

“O nosso déficit anual [da previdência] vai na casa de dezenas de bilhões de reais.”

Bolsonaro subestima o déficit da previdência ao falar que ele está na ordem de "dezenas de bilhões", por isso a afirmação é FALSA. Em 2018, o déficit total da Previdência Social do governo federal (excluindo os regimes próprios de servidores estaduais e municipais) chegou a R$ 285 bilhões, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Incluindo na conta as previdências de estados e municípios, segundo os dados do Ministério da Economia, o déficit sobe para R$ 377 bilhões, ou seja, está na casa das centenas de bilhões.

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Tema: Economia. Origem: Live

28.mar.2019

“Marcos Pontes, o único astronauta abaixo da linha do Equador.”

A declaração de Bolsonaro é IMPRECISA. Marcos Pontes, atualmente ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações esclareceu em entrevista que ele foi o primeiro astronauta profissional de nacionalidade do Hemisfério Sul. Antes dele, no entanto, três australianos naturalizados norte-americanos já atuavam como astronautas profissionais na Nasa (agência espacial americana), desses, apenas um, Andrew Thomas, também esteve no espaço como Pontes.

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REPETIDA 19 VEZES. Em 2019: 28.mar, 31.mar, 02.abr, 04.set, 08.out, 10.out, 18.out. Em 2021: 11.fev, 15.jun, 17.jun, 19.ago, 02.set, 27.out, 07.nov, 09.dez. Em 2022: 12.jan, 16.fev, 14.abr.

Tema: Equipe de governo. Origem: Live

28.mar.2019

“Então você era duas vezes prejudicado, o dinheiro não ia para acostamento, pintura, etc e ia para pagar as empresas que cobram multa de você.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA. As concessionárias de rodovias não ficam com o dinheiro arrecadado com as multas de lombadas eletrônicas. A fiscalização eletrônica é realizada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes) e pela Polícia Rodoviária Federal. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o dinheiro arrecado com as multas vai para a conta única do Tesouro Nacional e é gerido pelo Contran (Contran) e deve ser exclusivamente usado em "exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito".

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REPETIDA 3 VEZES. Em 2019: 07.mar, 28.mar.

Tema: Economia, Infraestrutura. Origem: Live

28.mar.2019

“Esse pessoal [as concessionárias de rodovias] descobriu que poderia descontar nessas obras o aplicado em monitoramento. Como o monitoramento ainda é feito? Via multagem eletrônica.”

A declaração de Bolsonaro é FALSA. As concessionárias não decidem quais os locais ou a quantidade de radares nas rodovias concedidas. As decisões sobre fiscalização eletrônica são da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e da Polícia Rodoviária Federal, ou seja, é o governo federal quem toma as decisões sobre novos radares. Segundo informou a ANTT ao Aos Fatos, antes mesmo da concessão, a Polícia Rodoviária Federal realiza o EVTA, um estudo que aponta os locais de maior probabilidade de acidentes. A partir desse estudo são decididos os números e os locais dos radares. Em nota, a ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) informou que "as concessionárias de rodovias apenas cumprem as determinações do poder concedente quanto à instalação de lombadas eletrônicas". Além disso, as concessionárias de rodovias não ficam com o dinheiro arrecadado com as multas de lombadas eletrônicas. A fiscalização eletrônica é realizada pela ANTT e pela Polícia Rodoviária Federal. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o dinheiro arrecadado com as multas vai para a conta única do Tesouro Nacional e é gerido pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e deve ser exclusivamente usado "em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito".

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REPETIDA 3 VEZES. Em 2019: 07.mar, 28.mar.

Tema: Economia. Origem: Live

28.mar.2019

“Foi pego na Bolívia [Cesare Battisti] e o governo Evo Morales resolveu mandá-lo de volta no dia seguinte”

A declaração de Bolsonaro é FALSA, pois o presidente da Bolívia demorou quase um mês para decidir sobre a extradição do italiano Cesare Battisti. Em 18 de dezembro, dias após ter fugido do Brasil, Battisti encaminhou uma carta para o governo boliviano pedindo refúgio no país andino. Morales demorou quase um mês para negar o pedido e ordenar a prisão de Battisti. O ex-ativista foi preso em 12 de janeiro, em Santa Cruz de La Sierra, e extraditado no dia seguinte para a Itália. Battisti foi condenado a prisão perpétua em 1993, na Itália. Por quase 40 anos ficou foragido, tendo morado na França e no Brasil. Em 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu refúgio a Battisti e, em dezembro, o então presidente Michel Temer revogou o status e autorizou a extradição. Battisti fugiu para a Bolívia, onde foi capturado e enviado à Itália, onde está atualmente preso.

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Tema: Ideologia, Relações internacionais. Origem: Live

28.mar.2019

“A mídia batia em mim. Grande parte da mídia achava que ele [Cesare Battisti] era um pobre coitado.”

Não é verdade que a mídia defendia Cesare Battisti ou, como disse Bolsonaro, que ele fosse "um pobre coitado". Em 2009, quando o então presidente Lula decidiu conceder asilo político ao italiano, os três principais jornais do país publicaram textos contrários à ação. A Folha de S.Paulo disse que a Itália exagerava em suas reações no caso Battisti, mas que "o Executivo brasileiro, numa decisão infeliz, expôs o Brasil, voluntária e gratuitamente, ao risco de incidente diplomático. Ao conceder refúgio político ao ex-integrante de um grupo terrorista de esquerda, o ministro da Justiça, Tarso Genro, alegou "fundado temor de perseguição". Já o Estadão classificou a defesa de Battisti como uma "bobagem". Segundo o jornal, deveria prevalecer a decisão de extraditar Battisti, uma vez que o entendimento de que o italiano deveria ser considerado refugiado político era uma "decisão baseada unicamente em afinidade ideológica". Por fim, o jornal O Globo também foi contra a decisão, dizendo que o caso não se assemelhava "a uma republiqueta ou a um Estado ditatorial perseguindo um cidadão, um dos pressupostos consagrados internacionalmente para a concessão de asilo político". O título do editorial, inclusive, foi "Contra o terrorismo".

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Tema: Ideologia, Relações internacionais. Origem: Live

27.mar.2019

“O cara [médico cubano] tava aqui recebendo 25% do salário dele.”

É fato que o governo cubano recebia uma porcentagem do salário dos médicos integrantes do programa Mais Médicos, mas não é possível determinar o montante exato. Declarações públicas do ministro da Saúde do governo Dilma Rousseff, Arthur Chioro, e documentos apensados a processos judiciais de médicos cubanos indicam que era em torno de 70% do valor da bolsa recebida pelos profissionais. Não há, no entanto, informações oficiais públicas sobre qual era de fato a porcentagem. Como não há dados que possibilitem verificar o que diz o presidente, a sua declaração foi classificada como INSUSTENTÁVEL.

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REPETIDA 9 VEZES. Em 2019: 27.mar, 24.set. Em 2021: 13.jul, 22.jul, 17.ago, 10.set. Em 2022: 18.abr, 22.jun, 02.ago.

Tema: Saúde. Origem: Entrevista

27.mar.2019

“As nossas Forças Armadas sempre tiveram ao lado do povo e da liberdade.”

Desde o golpe militar que levou à proclamação da República em 1889, as Forças Armadas tem, com mais ou menos força, influência no processo político brasileiro. Ao contrário, do que afirma Bolsonaro, nem sempre as Forças Armadas defenderam a democracia. Em 1964, o marechal Humberto Castelo Branco assumiu a presidência por eleição indireta com compromisso de convocar nova eleição presidencial em 1965. Castelo Branco não só não convocou as eleições como cassou políticos de opositores e funcionários públicos, determinou que as eleições fossem indiretas, criando a oportunidade da instituição de um período de ditadura militar no país. Vale lembrar que as Forças Armadas não são homôgeneas e em vários momentos da história nacional houve divergência entre setores militares legalistas e golpistas. Além disso, os militares tiveram atuações em favor da manutenção democrática, quando, em 1956, por exemplo, o general Henrique Lott atuou para garantir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek, em um período de conspirações golpistas pós-suicídio de Getúlio Vargas.

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REPETIDA 10 VEZES. Em 2019: 07.mar, 27.mar, 08.abr, 15.jun, 23.nov. Em 2020: 15.jun, 13.nov. Em 2021: 15.jan.

Tema: Forças Armadas. Origem: Entrevista

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