Jefferson Rudy/Agência Senado

Wajngarten se defende na CPI da Covid com informações falsas sobre vacina e distanciamento

Por Amanda Ribeiro, Luiz Fernando Menezes, Marco Faustino e Priscila Pacheco

12 de maio de 2021, 13h20

O ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro Fabio Wajngarten prestou depoimento à CPI da Covid-19 no Senado nesta quarta-feira (12) e deu uma série de declarações falsas e contraditórias a respeito de sua passagem pelo Palácio do Planalto e sobre a gestão da pandemia. Ele foi convocado a depor em razão de uma entrevista à Veja, em abril, em que atribuiu a sua exoneração a um embate com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello a respeito da aquisição de vacinas da Pfizer.

Apoiador do presidente, Wajngarten saiu em março do comando da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) após uma reforma que alegadamente teve o objetivo de melhorar a relação do governo federal com a imprensa.

Em resumo, o que checamos:

  1. É FALSO que a Secom seguia as atualizações científicas sobre a Covid-19 para planejar a comunicação. A pasta continuou fazendo propaganda do chamado "tratamento precoce" mesmo após estudos apontarem ineficácia de medicamentos recomendados;
  2. Também não é verdade que a Secretaria e o presidente Jair Bolsonaro sempre defenderam igualmente o cuidado da saúde e da economia. A Secom lançou campanha contra o isolamento social no início da pandemia. Já Bolsonaro promove aglomerações e minimiza a gravidade da doença;
  3. Wajngarten engana ao dizer que estava ausente da Secom quando a campanha "O Brasil não pode parar" foi veiculada em março do ano passado. À época, o ex-secretário disse diversas vezes que, apesar de estar em isolamento se recuperando da Covid-19, trabalhava normalmente;
  4. Diferente do que afirma Wajngarten, a campanha publicitária "O Brasil não pode parar" foi veiculada nos perfis oficiais da Secom e do governo federal em março do ano passado;
  5. É FALSO que Bolsonaro disse que compraria qualquer vacina aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), pois o presidente disse publicamente que não iria adquirir a CoronaVac;
  6. Áudio divulgado pela revista Veja comprova que Wajngarten disse que as negociações com Pfizer não avançaram por causa de“incompetência e ineficiência” do Ministério da Saúde. Logo, a negativa do ex-secretário na CPI é FALSA;
  7. Registros de ataques de Wajngarten contra a imprensa comprovam que a declaração de que ele mantinha uma relação respeitosa com a mídia é FALSA;
  8. Não é verdade que a campanha “Coronavírus: Juntos somos mais Fortes” divulgada em março de 2020 incentivava o distanciamento social. As peças publicitárias destacavam medidas de higiene;
  9. Também é FALSA a alegação de que a cloroquina ainda não era apontada como um medicamento para tratar Covid-19 em março do ano passado. Naquele mês, já havia alguns estudos e o Ministério da Saúde liberou o uso da droga para tratar pacientes em estado grave;
  10. Outra declaração FALSA é que em março de 2020 ainda não havia recomendação para pessoas com Covid-19 ficarem isoladas. A OMS (Organização Mundial da Saúde), por exemplo, fez a recomendação em fevereiro;
  11. Wajngarten é CONTRADITÓRIO ao afirmar que não tratou de negociações de vacina com a Pfizer. Durante o mesmo depoimento na CPI e em entrevista para a revista Veja ele comentou que entrou em contato com a empresa e fez reuniões;


À medida que a ciência trouxe novidades e novas informações, a comunicação [do governo] ficou paralela às informações de aprendizado da pandemia.

A declaração é FALSA porque a Secom seguiu promovendo o uso das drogas que compõem o dito "tratamento precoce" mesmo após estudos científicos sólidos terem atestado a ineficácia desses medicamentos, como a hidroxicloroquina, para prevenir ou tratar a Covid-19.

Em 21 de maio do ano passado, o órgão divulgou no Twitter a ampliação do uso de cloroquina e hidroxicloroquina e disse que estudos embasaram "bons resultados" das drogas para tratar a doença. Porém, na época, não havia qualquer tipo de evidência robusta nesse sentido e testes clínicos já apontavam que altas dosagens dos dois remédios poderiam causar efeitos colaterais ou mesmo levar à morte.

A partir de junho, resultados do estudo Recovery Trial, conduzido no Reino Unido com cerca de 11 mil pacientes, demonstraram que a hidroxicloroquina não trazia benefícios no tratamento da doença. No mesmo mês, o FDA (Food and Drug Administration, órgão regulador americano) e a OMS (Organização Mundial de Saúde) suspenderam em definitivo qualquer recomendação de uso da droga.

Apesar disso, a Secom continuou promovendo os medicamentos. Em agosto, ao divulgar evento sobre "tratamento precoce" no Planalto, a secretaria publicou que se "não tivesse sido politizado de maneira irresponsável, o tratamento precoce da Covid-19, com os medicamentos indicados para isso, teria salvado muitas vidas”. Em outubro, em resposta ao comentário de uma seguidora, a conta postou: “Tratamento precoce para salvar vidas!”.


A Presidência da República e a Secom do presidente Bolsonaro sempre se preocuparam com as duas ondas [saúde e economia].

Nesta declaração, Wajngarten sustentava que a Secom em sua gestão e a Presidência defendiam igualmente a preservação de vidas e da economia desde o início da pandemia, o que é FALSO, como demonstram peças publicitárias do órgão e declarações de Jair Bolsonaro.

Em março do ano passado, por exemplo, a Secom divulgou nas redes sociais a campanha publicitária “O Brasil não pode parar”, contrária à adoção de medidas de restrição de circulação no país. As postagens foram apagadas dos perfis oficiais da secretaria em 25 de março, logo após decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro para impedir a veiculação.

A Secom também reforçou no Twitter o discurso de Bolsonaro de que a vacinação contra Covid-19 não deve ser obrigatória e a defesa do “tratamento precoce”, que não tem eficácia comprovada contra a infecção. Além disso, um documento citado em reportagem do jornal O Globo aponta que, de 12 ações publicitárias listadas pela Secom, a maioria implementada na gestão de Wajngarten, apenas quatro apresentavam orientações de saúde.

Já o presidente Jair Bolsonaro, que afirma recorrentemente que se preocupa igualmente com economia e saúde na pandemia, promove aglomerações e discursa contra o isolamento social desde o início do surto do novo coronavírus. Ele já relacionou a Covid-19 a uma “gripezinha” e disse que a preocupação com a doença seria “histeria”. Além disso, o presidente dificultou a aquisição de vacinas e permanece defendendo o “tratamento precoce”.


[A veiculação da campanha 'O Brasil não pode parar' foi] exatamente nesse período, era o mês de março [de 2020], mês em que eu estava totalmente ausente da Secom, desde o começo.

Wajngarten se eximiu de responsabilidade sobre a campanha do governo federal "O Brasil não pode parar”, que criticava o isolamento social, alegando que na época em que estava sendo preparada, em março do ano passado, ele estava com Covid-19 e ausente da Secom. A declaração é FALSA porque ele disse diversas vezes que, apesar de estar em isolamento se recuperando da infecção, trabalhava normalmente.

Em 13 de março, um dia após o anúncio de seu diagnóstico, Wajngarten afirmou em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, que estava trabalhando: ”embora testado positivo, embora doente, embora contaminado pelo vírus, eu levo vida normal. O meu maior infortúnio é estar longe da minha família. Eu estou trabalhando normal”.

No dia 14, em transmissão no Instagram feita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Wajngarten deu uma declaração semelhante, afirmando, inclusive, que aprovava campanhas da secretaria: “Eu sou a prova viva que mesmo testado positivo, a vida segue. Eu estou trabalhando normal, tenho feito calls com ministros, tenho feito calls com a Secom, tenho aprovado campanhas, tenho conversado com os criativos das agências de publicidade, então a vida segue. Eu estou disposto, eu estou em isolamento".

Já em 27 de março, no Twitter, ele afirmou: “noite de sono boa, assim como o dia de hoje. Sem sintomas, trabalhando de casa, ainda em isolamento. Tudo retornando à rotina”.

O slogan da campanha foi publicado no Instagram e no Twitter da Secom no dia 25 de março e o conteúdo de um vídeo preliminar foi noticiado pela imprensa no dia seguinte. No entanto, após a Justiça Federal do Rio de Janeiro proibir a União de divulgar o material, a Secom apagou as publicações e negou em nota a existência de "qualquer campanha publicitária ou peça oficial" intitulada "O Brasil não pode parar".


A campanha [O Brasil não pode parar] não foi veiculada.

A declaração é FALSA, pois a campanha "O Brasil não pode parar" foi veiculada nos perfis oficiais da Secom e do governo federal em março do ano passado, como provam registros na imprensa e respostas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações a pedidos de informação em março e em abril de 2020.

Na resposta, o ministério disse que a campanha foi veiculada “no contexto informacional sobre os desdobramentos da pandemia de Covid-19, com a intenção de comunicar à sociedade brasileira sobre a necessidade de contemplar a economia nas ações de enfrentamento a pandemia e seus efeitos”.

A campanha #OBrasilNãoPodeParar defendia a adoção de isolamento social apenas para grupos com maior risco de contrair a Covid-19, como idosos, e a retomada completa das atividades econômicas mesmo em meio à pandemia. As peças foram deletadas dos perfis oficiais do governo no dia 28 de março, após decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro.


O presidente Bolsonaro sempre disse, senador, que compraria toda e qualquer vacina, desde que aprovada pela Anvisa.

A declaração foi classificada como FALSA porque o presidente Jair Bolsonaro disse publicamente no ano passado que não compraria a CoronaVac mesmo que o imunizante fosse aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

No dia 21 de outubro, Bolsonaro afirmou que “a [vacina] da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população. Esse é o pensamento nosso”. Um dia antes, o então ministro da saúde, Eduardo Pazuello, havia assinado um protocolo de intenção de compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

Em interação nas redes sociais, o presidente também afirmou que não compraria o imunizante e chegou a dizer que “o povo brasileiro não será cobaia de ninguém”. Na mesma ocasião, Bolsonaro mentiu ao dizer que outros países não estavam interessados na vacina, quando Chile e Indonésia já haviam assinado acordos com a Sinovac.

Além disso, ao rejeitar uma proposta da farmacêutica Pfizer que previa a entrega de 70 milhões de doses a partir de dezembro do ano passado, o governo federal emperrou a campanha de vacinação no país.


A revista não diz isso [que eu chamei o Pazuello de incompetente] e eu não chamei. Basta ler a revista.

Neste trecho, o ex-secretário distorce o que disse à Veja, o que torna a declaração FALSA. Questionado sobre o motivo de as negociações para a aquisição da vacina da Pfizer não terem avançado a despeito da autorização do presidente, Wajngarten respondeu à revista que se tratava de “incompetência e ineficiência” do Ministério da Saúde.

Em áudio da entrevista divulgado pela revista Veja nesta quarta (12), o ex-secretário, quando questionado se teria havido negligência ou incompetência por parte do governo e, especialmente do Ministério da Saúde, responde: “Incompetência. Incompetência. Quando você tem um laboratório americano com cinco escritórios de advocacia apoiando na negociação e você tem do outro lado um time pequeno, tímido, sem experiência, é sete a um”.

Como condição de chefe da pasta, portanto, o ex-ministro também foi incluído no grupo caracterizado por Wajngarten como incompetente e ineficaz.


Com relação a ataques de jornalismo, eu prego a boa informação, eu prego a boa relação, a relação respeitosa. Em nenhum momento incentivo, em nenhum momento contribuo.

A declaração de Wajngarten é FALSA, porque, em diversas ocasiões, em especial por meio das redes sociais, o ex-secretário de Comunicação criticou e atacou o trabalho da imprensa.

No dia 29 de outubro de 2019, ele chamou a TV Globo de “lixo” depois que a emissora noticiou, com base no depoimento do porteiro do condomínio do presidente Jair Bolsonaro, que um suspeito da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) teria dito, antes do crime, que iria visitar o presidente.

Na ocasião, Wajngarten publicou em sua conta no Twitter: “Eu to só esperando a nota da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Eu to só esperando a nota da Associação Brasileira de Imprensa. Eu to só esperando a nota da Associação Brasileira de Rádio e Televisão. VERGONHOSO. LIXOOOO”.

Em janeiro de 2020, em resposta a reportagem da Folha de S.Paulo que revelou que empresa da qual ele era sócio recebia dinheiro de emissoras de TV e agências de publicidade contratadas pelo governo, Wajngarten afirmou que estava sendo atacado pela grande mídia, que teria o objetivo de “minar o presidente Jair Bolsonaro”.

No dia 15 de abril do mesmo ano, o então secretário atacou mais uma vez o grupo Globo, que desta vez classificou como “fake news” e “tendencioso”. Poucos meses mais tarde, em junho, Wajngarten disse que o trabalho da mídia na cobertura da pandemia era “egocêntrico”, “informal”, “acientífico” e que tentava se mostrar mais relevante que as próprias ações do Ministério da Saúde.


Na primeira campanha, o apresentador Otávio Mesquita, já em fevereiro, já falava de distanciamento e já falava de álcool [como medida de prevenção à Covid-19].

Wajngarten se refere à campanha do governo federal “Coronavírus: Juntos somos mais Fortes” que, diferentemente do que afirmou o ex-secretário, começou a ser veiculada em março de 2020, não em fevereiro. Apesar de recomendarem o uso do álcool em gel, em nenhum momento os vídeos produzidos (aqui e aqui) indicam o distanciamento social, seja por meio do apresentador Otávio Mesquita, seja por outras personalidades que aparecem nas peças. A declaração, portanto, é FALSA.

As peças se resumiam a apresentar dicas de higiene e de como tossir ou espirrar de maneira a diminuir a transmissão do novo coronavírus. A fala completa de Mesquita na campanha é: “Pessoal, nós brasileiros já enfrentamos e controlamos muitas epidemias ao longo da nossa história”. Ele também aparece em um cartaz de divulgação que orienta as pessoas a não compartilharem utensílios de uso pessoal.


… não existia a cloroquina em março.

Neste trecho do depoimento, Wajngarten dizia aos senadores que, quando foi diagnosticado com a Covid-19, a cloroquina e a hidroxicloroquina ainda não haviam sido apontadas em público como potencialmente eficazes contra a doença, o que é FALSO, de acordo com os fatos que elencamos a seguir.

O anúncio de que o ex-secretário teria contraído a doença foi feito pela Secom no dia 12 de março de 2020 e ele só retornou da licença em 1º de abril. Antes que Wajngarten adoecesse, a cloroquina e a hidroxicloroquina já tinham aparecido em artigo na revista científica Nature, em fevereiro, que trazia resultados potencialmente positivos de pesquisas em laboratório com as drogas.

O estudo do francês Didier Raoult, principal referência para os defensores da cloroquina contra a Covid-19, foi divulgado em 18 de março e o então presidente americano Donald Trump promoveu o medicamento no dia 19. Foi também nesta data que Jair Bolsonaro citou o remédio pela primeira vez e que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta contrário ao uso do composto.

Ainda em 27 de março, o Ministério da Saúde editou a Nota Informativa nº 5/2020 que liberou o uso da cloroquina como terapia adjuvante no tratamento de casos graves da Covid-19. No dia seguinte, ainda no período de isolamento de Wajngarten, o remédio foi citado em uma peça publicitária da Secom como uma ação do governo contra a pandemia.


Quando eu fui vítima da Covid, não se falava em ficar 7 dias, 14 dias. Eu fiquei 26 dias até ter o teste negativado.

É FALSO que não se falava na necessidade de isolamento de pessoas com Covid-19 até 12 de março de 2020, data em que a Secom confirmou que Fabio Wajngarten estava com a doença. Em 11 de fevereiro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já alertava que os países deveriam se preparar para medidas de contenção da infecção, o que incluía isolamento e gerenciamento de casos.

Em 29 de fevereiro, uma orientação provisória da entidade também falava que pessoas que tivessem contato com infectados pela Covid-19 deveriam ficar 14 dias em isolamento.

Medida semelhante foi anunciada, por exemplo, pelo CDC (Center for Disease Control, agência do Departamento de Saúde doos EUA), em 31 de janeiro de 2020. Também foi adotada pelo governo federal para os brasileiros repatriados de Wuhan, na China, em 9 de fevereiro.


Eu não tratei de negociação [com a Pfizer]. Eu não negociei.

Neste trecho do depoimento, Wajngarten negou ter participado das negociações para aquisição da vacina da Pfizer. Essa fala foi considerada CONTRADITÓRIA porque, em entrevista à Veja no dia 22 de abril e também em outro momento da sessão na CPI, o ex-secretário disse que contatou o CEO da farmacêutica, convidou os diretores das empresas para irem a Brasília e que fez reuniões com os executivos.

Na entrevista à Veja, o que ele disse foi: “Liguei para a sede e me apresentei. No mesmo dia, o CEO da empresa [Pfizer] me retornou. Foi uma conversa surpreendente. Ele relatou o que havia acontecido. Ou melhor, o que não havia acontecido. O Ministério da Saúde nem sequer havia respondido à carta [oferecendo 70 milhões de doses]. Sou filho de médico e sei o que representa a tradição da Pfizer, sei quanto a vacinação é importante e também como isso poderia implodir ou incensar a imagem do presidente da República (...)"

E prosseguiu: "Me coloquei à disposição para negociar com a empresa, antevendo o que estava para acontecer: o presidente seria atacado e responsabilizado pelas mortes. A vacina da Pfizer era a mais promissora, com altos índices de eficácia, segundo os estudos. Precisávamos da maior quantidade de vacinas no menor tempo possível. E dinheiro nunca faltou. Então, eu abri as portas do Palácio do Planalto. Convidei os diretores da empresa a vir a Brasília. Fizemos várias reuniões. Fui o primeiro a ver a caixa que armazenava as vacinas a menos 70 graus. Eu também levei a caixa para o presidente Bolsonaro ver. Expliquei que aquilo não era um bicho de sete cabeças, como alguns técnicos pintavam".

Durante seu depoimento à CPI, o ex-secretário também repetiu que teria ligado para o CEO da Pfizer quando ficou sabendo da carta enviada pela farmacêutica ao governo brasileiro e até disse o dia exato em que os dois se encontraram: “eu tive com o CEO Carlos Murilo em Brasília pela primeira vez 17 de novembro no meu gabinete, em 17 de novembro, no Palácio [do Planalto]”.

Outro lado. Até a última atualização desta reportagem, Aos Fatos não havia conseguido localizar contatos de Fabio Wajngarten para ouvi-lo a respeito das checagens publicadas. Procurada nesta quarta-feira (12), a Secom disse que não poderia informar telefones do ex-secretário.

Referências:

1. Revista Veja 1, 2 e 3
2. G1 1, 2, 3, 4, 5 e 6
3. Governo Federal
4. YouTube 1 e 2
5. Agência Brasil 1 e 2
6. OMS 1 e 2
7. NBC News
8. Folha 1, 2, 3 e 4
9. O Globo 1, 2 e 3
10. UOL
11. Aos Fatos 1 e 2
12. Twitter 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11
13. Instagram
14. Revista Época
15. Nature
16. Mediterranee Infection
17. CNN Brasil
18. Cofen
19. CGU (Fontes 1 e 2)
20. Conjur
21. Revista Questão de Ciência
22. Jama
23. Estadão (Fontes 1 e 2)
24. BBC
25. Nexo Jornal
26. Valor Investe

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