🕐 ESTA REPORTAGEM FOI PUBLICADA EM Junho de 2023. INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTE TEXTO PODEM ESTAR DESATUALIZADAS OU TEREM MUDADO.

Mulher que aparece em vídeo é vereadora de Curitiba, não juíza da Lava Jato

Por Milena Mangabeira

21 de junho de 2023, 18h20

Não é a juíza Gabriela Hardt, que atuou na Operação Lava Jato ao lado do ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União-PR), a mulher que critica o presidente Lula (PT) em vídeo viral que circula nas redes sociais. Se trata da vereadora de Curitiba Amália Tortato (Novo).

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam ao menos 46 mil compartilhamentos no Facebook até a tarde desta quarta-feira (21) e circulam também no WhatsApp, plataforma onde não é possível estimar o alcance (fale com a Fátima).


Selo falso

Agora sim o Lula arrumou alguém pra derrubar ele. Juíza manda recado.

Imagem do post mostra a vereadora de Curitiba Amália Tortato (Novo) com a legenda “mulher de valor” e “agora sim o Lula arrumou alguém para derrubar ele”. Post engana ao dizer que Amália seria juíza que atuou na Lava Jato. 

Não é a juíza Gabriela Hardt, que atuou na Operação Lava Jato ao lado do ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR), a mulher que aparece em um vídeo criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como fazem crer publicações que circulam nas redes sociais. Na verdade, a mulher se trata da vereadora de Curitiba, Amália Tortato (Novo), que é engenheira mecânica por formação e trabalhou como comissária de voo antes de assumir o mandato.

O discurso da vereadora aconteceu na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Curitiba no dia 22 de maio de 2023, quando criticou Lula e seus aliados e manifestou apoio a Deltan Dallagnol (Podemos), que teve seu mandato como deputado federal cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em maio deste ano.

Apesar de ter sido usada em uma peça desinformativa com alegações de ter atuado na Lava Jato, a parlamentar também mentiu ao afirmar na tribuna da Câmara de Curitiba que o julgamento que cassou o mandato de Dallagnol durou pouco mais de um minuto.

O Aos Fatos desmentiu peças que alegavam a curta duração do julgamento de Deltan no plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que ocupou uma hora e 25 minutos da sessão do dia 16 de maio. O processo foi ajuizado antes mesmo do resultado das eleições e começou a ser analisado pelo tribunal em janeiro deste ano.

Referências:

1. Câmara Municipal de Curitiba
2. YouTube (1, 2)
3. Aos Fatos

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