Vídeo que mostra ação truculenta da PM de Minas não tem relação com governo federal

Por Milena Mangabeira

8 de janeiro de 2024, 16h09

Não tem relação com o governo federal uma ação violenta conduzida pela PM-MG (Polícia Militar de Minas Gerais) durante uma reintegração de posse no interior do estado. As imagens registradas em Buritis (MG) mostram a atuação de agentes de segurança subordinados ao governo estadual, e não ao Executivo federal.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam mais de 70 mil visualizações no Kwai até a tarde desta segunda-feira (8). A peça de desinformação também circula no X (ex-Twitter) e no WhatsApp, plataforma na qual não é possível estimar o alcance dos conteúdos (fale com a Fátima).


Selo falso

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Vídeo mostra agentes da Polícia Militar de MG imobilizando e apontando armas contra indivíduos em propriedade rural

Imagens que mostram agentes da PM-MG imobilizando e apontando armas na direção de indivíduos durante uma ação de reintegração de posse ocorrida em 16 de dezembro do ano passado em Minas Gerais têm circulado nas redes como se fossem registros da atuação truculenta de oficiais federais. Conforme determina a Constituição, no entanto, as Polícias Militares estão subordinadas aos governos estaduais, e não ao Executivo federal.

Em entrevista à imprensa local, um representante da Polícia Militar mineira afirmou que os agentes foram mobilizados por um proprietário rural para expulsar um grupo de pessoas que teria supostamente invadido seu terreno.

Os indivíduos contestaram a ação da polícia e alegaram que a terra pertencia ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e teria sido adquirida de forma irregular pelo produtor que solicitou a reintegração de posse. A informação é corroborada pela CPT (Comissão Pastoral da Terra).

Ainda de acordo com a PM-MG, como o suposto proprietário havia apresentado um registro de posse e o grupo se recusou a sair do local, agentes foram autorizados a reagir e usar a força para prender os supostos ocupantes.

Aos Fatos entrou em contato com o Incra e com a PM-MG, mas até a publicação desta checagem não obteve retorno. Em caso de resposta, o texto será atualizado.

Referências:

1. Planalto (1, 2)
2. Mais Buritis (1, 2)
3. CPTMG
4. YouTube (Frei Gilvander)

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