Vídeo não mostra ministro da Defesa dizendo que houve fraude na eleição

Por Luiz Fernando Menezes

3 de novembro de 2022, 16h49

Não é o general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa, o homem que diz em entrevista que houve fraude nas eleições brasileiras, como afirmam publicações nas redes. A assessoria da pasta negou, em telefonema ao Aos Fatos, que o entrevistado seja o ministro, e não há provas de que tenham havido irregularidades nas eleições.

As peças de desinformação acumulavam, até a tarde desta quinta-feira (2), 35 mil compartilhamentos no Facebook, milhares de visualizações no Kwai e no TikTok e também circulavam no WhatsApp e no Telegram (fale com a Fátima).


Selo falso

Homem que acusa a existência de fraude nas eleições durante entrevista é falsamente identificado como o ministro Paulo Sérgio Nogueira

Postagens que circulam nas redes enganam ao afirmar que é o general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa, o homem que aparece em entrevista afirmando que houve fraude no primeiro e no segundo turno das eleições brasileiras. Embora Aos Fatos não tenha identificado a origem do vídeo, a assessoria da pasta negou, por telefone, que o homem citado seja o general.

Na entrevista, o homem não identificado opina que grande parte dos candidatos de direita venceu eleições para outros cargos além da presidência, e pondera que “nenhum eleitor brasileiro vota num governador de direita e num presidente de esquerda”.

Essa opinião não traz qualquer prova ou indício de que o resultado das urnas tenha sido manipulado. O homem também ataca o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e afirma que a corte eleitoral atuou como “departamento jurídico do PT”. Apesar das críticas, o homem não apresenta nenhuma prova nos vídeos citados.

Não há qualquer indício de que a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República tenha sido manipulada. Em relatório parcial divulgado na segunda-feira (31), uma comissão de observadores internacionais rechaçou a possibilidade de que tenham ocorrido incidentes graves que visassem alterações de resultados.

A entrevista também é atribuída a Luís Fernando Serra, embaixador do Brasil na França. Aos Fatos entrou em contato com o Itamaraty e com o Consulado-Geral do Brasil na França para questionar essa informação, mas não obteve retorno até a tarde desta quinta-feira (3).

Referências:

1. Ministério da Defesa
2. TSE (1 e 2)

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