É falso que vídeo mostra munição apreendida pelo Exército no RJ; gravação foi feita na Ucrânia

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Não é verdade que um vídeo que circula nas redes sociais mostre munição de bandidos apreendida pelo Exército em uma comunidade no Rio de Janeiro (RJ). As imagens foram gravadas na Ucrânia por Adilson Ganzert, brasileiro que atua na Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia, e exibem um arsenal capturado pela força paramilitar durante a guerra contra a Rússia.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam ao menos 8.000 compartilhamentos no Facebook nesta quinta-feira (15) e circulam também no Kwai e no WhatsApp, plataforma onde não é possível estimar o alcance das mensagens (fale com a Fátima).


Selo falso

Vídeo difundido nas redes sociais não mostra apreensão de munições em morro realizada pelo Exército brasileiro; registro foi gravado na Ucrânia

Publicações nas redes sociais enganam ao indicar que as munições de grosso calibre que aparecem no vídeo divulgado seriam o resultado de uma apreensão do Exército brasileiro em uma comunidade do Rio de Janeiro (RJ). As imagens foram registradas na Ucrânia e publicadas originalmente em 2 de dezembro.

O vídeo foi gravado pelo brasileiro Adilson Ganzert, que aparece nas imagens e integra atualmente a Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia, um grupo paramilitar formado por 20 mil estrangeiros que lutam na guerra contra a Rússia. O arsenal mostrado teria sido apreendido durante o conflito no leste europeu.

No dia 5, Ganzert publicou um vídeo em que lamenta o uso descontextualizado dos seus registros. Nesta gravação, ele afirma ter participado de quatro missões na Ucrânia e diz que voltará ao Brasil em breve.

Os posts com a alegação enganosa fazem referência ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, que, em 2020, ordenou a suspensão das operações policiais em favelas do Rio de Janeiro com a justificativa de assegurar a prestação de serviços públicos sanitários e o desempenho de atividades de ajuda humanitária. A decisão liminar restringiu essas ações a casos excepcionais, que deveriam ser informados e acompanhados pelo MPE (Ministério Público Estadual).

A decisão foi confirmada posteriormente pela corte, que, em fevereiro deste ano, fixou regras para as ações policiais. Passou a ser exigido, por exemplo, que as viaturas e fardas de policiais que entrarem em favelas tenham câmeras e rastreadores e que abordagens às residências ocorram durante o dia.

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