Não é verdade que um vídeo que circula nas redes mostra um protesto de moradores de uma cidade da região Nordeste contra o presidente Lula (PT). O registro retrata uma manifestação organizada em 2025 contra as políticas de segurança pública do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
As peças de desinformação somavam 150 mil visualizações no TikTok e 35 mil curtidas no Instagram até a tarde desta terça-feira (10).
Fora Lula. Grita a Nordestina. O Brasil está ouvindo

Um vídeo em que uma mulher protesta contra as políticas de segurança do governo de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, tem sido compartilhado nas redes como se fosse uma manifestação da população nordestina contra Lula. Por meio de busca reversa de imagens, Aos Fatos verificou que o ato ocorreu na capital do estado em 31 de outubro de 2025.
Na ocasião, ativistas se juntaram a familiares de vítimas da megaoperação policial realizada contra o Comando Vermelho em 28 de outubro nos Complexos da Penha e do Alemão. Batizado de “Chega de Massacre”, o ato pediu justiça pelas 121 mortes e o fim da violência contra a população negra e periférica.
No vídeo compartilhado nas redes, a mulher afirma que o filho morreu por negligência médica e protesta contra a megaoperação, alegando que o governador “ainda vem aqui e tira o pouco que a gente ainda tem de paz”. “Esse homem não merece nada nosso, nem um voto, nem respeito”, completa, em referência a Castro.
Outros registros da manifestação compartilhados no Instagram pelo Instituto Marielle Franco (veja aqui e aqui) e pela ONG Voz das Comunidades mostram cartazes e faixas direcionadas contra Castro.
O caminho da apuração
Aos Fatos realizou busca reversa de imagens para identificar a data e o contexto original do vídeo compartilhado nas redes. A reportagem localizou o registro em 31 de outubro de 2025, associado a um protesto no Rio de Janeiro.
Em seguida, comparamos o vídeo viral a outras gravações da mesma manifestação, divulgadas por organizações e coletivos. Também foram analisados cartazes, faixas e o contexto do protesto para confirmar que as críticas eram direcionadas ao governo estadual, e não ao presidente da República.




