Vídeo de militares no RJ mostra preparação para corrida, não para golpe de Estado

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Um vídeo que mostra uma operação do Exército no Rio de Janeiro circula fora de contexto nas redes para alegar que há relação com um eventual golpe de Estado pelas Forças Armadas. O Comando Militar do Leste, responsável pelas tropas no estado, informou ao Aos Fatos que a estrutura foi montada para a 1ª Corrida da Brigada da Infantaria Paraquedista, que aconteceu no domingo (11).

Até esta terça-feira (13), a postagem com o conteúdo enganoso acumulava 3 milhões de visualizações e 13.500 compartilhamentos no Facebook e circula também no Kwai.


Selo não é bem assim

Isso aqui é coisa do acaso? Operação comum? Algo rotineiro? Ou será que alguma coisa de fato está acontecendo? (...) O nosso trabalho não tem sido em vão. O Brasil é nosso, a esquerda não vai ser implantada aqui. Não vai. Nós vamos tomar

Reprodução de vídeo que mostra operação do Exército fora de contexto nas redes sociais

Em um vídeo que circula nas redes sociais, um homem mostra veículos do Exército e militares no posto 12 do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e sugere que se trata de um movimento para impedir “a esquerda de tomar o poder” no Brasil. Porém, em nota, o Comando Militar do Leste, subdivisão das Forças Armadas que integra os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, informou que a estrutura montada se destinava ao apoio à 1ª Corrida da Brigada da Infantaria Paraquedista, aberta ao público civil e militar e que ocorreu no domingo (11).

Segundo o comando, a corrida aconteceu em comemoração aos 77 anos da Brigada da Infantaria Paraquedista e não possui relação com movimentos antidemocráticos, o que também foi desmentido pelas Forças Armadas.

Desde a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, em 30 de outubro, movimentações de militares têm sido compartilhadas nas redes sociais para sugerir uma eventual mobilização golpista. Aos Fatos já desmentiu, por exemplo, que tendas montadas na Praça da Sé, em São Paulo, tinham relação com a tomada do poder pelas Forças Armadas; que militares intervieram em uma favela do Rio de Janeiro recentemente; e que uma formação de soldados em um ginásio do Rio Grande do Norte tenha sido gravada em 2022.

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