Vídeo de militares indígenas no 7 de Setembro é distorcido para fazer crer que não são brasileiros

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Não é verdade que um vídeo que mostra militares falando em um idioma que não é o português prova que estrangeiros participaram do desfile do 7 de Setembro em Brasília. As peças de desinformação que fazem essa alegação mostram um momento em que uma tropa de origem indígena faz uma saudação, em diferentes línguas nativas, ao Dia da Independência.

Posts com o conteúdo enganoso acumulavam mais de 1 milhão de visualizações no TikTok e centenas de compartilhamentos no Instagram até a tarde desta sexta-feira (8). As peças de desinformação também circulam no WhatsApp, plataforma na qual não é possível estimar o alcance (fale com a Fátima).


Selo falso

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Posts compartilham trecho de desfile do 7 de Setembro em que indígenas fazem saudação em suas línguas nativas para alegar que governo convocou estrangeiros para o desfile

Publicações nas redes mentem ao afirmar que soldados estrangeiros teriam participado do desfile do Dia da Independência em Brasília. Em nota enviada ao Aos Fatos, o Exército Brasileiro afirmou que os oficiais que aparecem no vídeo que circula nas redes são brasileiros de origem indígena e pertencem às etnias Tariano, Kuripaco, Baré, Kubeo, Yanomami e Wanano.

No trecho compartilhado pelas peças de desinformação, os militares fazem uma saudação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em suas línguas nativas. “Viva a Independência do Brasil! Tudo pela Amazônia! Selva!”, foi o que proclamou a tropa. Diversos veículos de imprensa noticiaram o momento.

Segundo o Exército, os soldados que aparecem no vídeo integram o CMA (Comando Militar da Amazônia). Fundado em 1956, o comando engloba Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima e é formado por especialistas em guerra na selva. Muitos dos integrantes do CMA têm origem indígena, visto que o trabalho em conjunto com a população local é uma das diretrizes do grupo.

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Em 2012, soldados indígenas representavam cerca de 70% dos militares da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, concentrada na fronteira entre Colômbia e Venezuela. O conhecimento da geografia da região e de dialetos locais são algumas das habilidades visadas pelo Exército Brasileiro.

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