Vídeo em que mar invade avenida no Rio de Janeiro é de 2016, não atual

Por Priscila Pacheco

23 de maio de 2022, 17h37

Não foi gravado recentemente um vídeo que mostra o mar invadindo uma avenida no Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, como afirmam postagens nas redes sociais (veja aqui). As cenas foram gravadas em 29 de outubro de 2016 e publicadas pelo portal G1. Na época, a passagem de um ciclone extratropical provocou ondas que chegaram a quatro metros. Embora a passagem da tempestade Yakecan em maio deste ano tenha agitado o mar no Leblon, não houve registro de cenas semelhantes.

As postagens enganosas contam com 48 mil interações no Instagram e centenas de compartilhamentos no Facebook nesta segunda-feira (23)


Selo distorcido

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Vídeo de 2016 que mostra mar agitado no Leblon é compartilhado como atual

Foi publicado em 2016, não recentemente, um vídeo que circula nas redes sociais que mostra o mar invadindo a avenida Delfim Moreira, no Leblon, bairro da zona sul do Rio de Janeiro. As cenas foram publicadas pelo G1 na madrugada do dia 29 de outubro daquele ano, como é possível ver no código-fonte e na descrição do vídeo na página.

Entre a noite de sexta-feira (28) e madrugada do sábado (29) de outubro de 2016, fortes ondas inundaram a avenida Delfim Moreira e danificaram quiosques. A ressaca do mar levou a prefeitura do Rio de Janeiro a interditar um mirante e a ciclovia Tim Maia. Segundo o Centro de Operações do Rio de Janeiro, as ondas chegaram a quatro metros de altura. Na ocasião, a ressaca foi provocada pela passagem de um ciclone extratropical que teve origem na região Sul.

Assim como em 2016, o mar do Leblon ficou agitado com a passagem da tempestade subtropical Yakecan em maio de 2022. No dia 18, a Marinha alertou que a ressaca do mar poderia provocar ondas de até quatro metros entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. No Leblon, as ondas alcançaram o mirante, mas não houve registro de cenas similares às de 2016.

Referências:

1. G1 (Fontes 1 e 2)
2. Centro de Operações do Rio de Janeiro
3. Estadão
4. Veja
5. INMET


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Esta reportagem foi publicada de acordo com a metodologia anterior do Aos Fatos.

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