Um vídeo desinformativo divulgado pela influenciadora bolsonarista Regina Vilella em 2019 voltou a circular no Twitter na última semana, em perfis de apoio ao presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL). O Radar Aos Fatos encontrou 35 tuítes com o conteúdo desinformativo publicados entre 14 e 20 de setembro, somando mais de 5.000 interações (curtidas e retuítes).
Nesta quinta-feira (22), o vídeo também reemergiu em outras plataformas, tendo aparecido em mensagens no WhatsApp e no Telegram e em um vídeo no TikTok. A gravação tira de contexto informações de cartilha de sobre educação sexual feita por uma formadora de professores da rede pública do Ceará naquele ano para afirmar que o governo do estado e o PT estariam incentivando masturbação infantil e pedofilia.
A conta responsável pela maior interação com o conteúdo enganoso, com 3,4 mil interações, foi suspensa nesta quinta-feira (22) do Twitter por violação das regras da plataforma.
Antes de ser amplificado por essa conta, o vídeo já havia sido postado 14 vezes, 10 delas acompanhadas de textos idênticos ou com poucas mudanças, o que é um indício de coordenação.
Procurado pelo Aos Fatos para se posicionar sobre a suspensão do perfil, o Twitter disse em nota que abriu uma apuração interna sobre os casos apontados pela reportagem. Até a tarde desta quinta-feira (22), uma única publicação com o conteúdo enganoso havia saído do ar — outras 34 postagens permaneciam na plataforma sem qualquer alerta de desinformação.
Esta reportagem foi atualizada às 17h25 do dia 22 de setembro de 2022 para incluir a resposta do Twitter, enviada após publicação.