Vídeo de confusão entre vendedor e fiscais não foi gravado na Bahia nem tem relação com o governo Lula

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É mentira que um vídeo que mostra uma confusão entre fiscais e um vendedor de frutas foi gravado na Bahia e tem relação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na verdade, a gravação mostra uma briga ocorrida em uma festa católica em Curvelo (MG), em setembro do ano passado — antes de Lula tomar posse.

O vídeo com a falsa alegação acumulava mais de 5.000 compartilhamentos no Facebook e 80 mil visualizações no Kwai até a tarde desta sexta-feira (12).


Selo falso

Chegou a vez da Bahia pagar a conta. Faz o L. Nós avisamos.

Vídeo gravado em Mingas Gerais em 2022 circula como se mostrasse perseguição do governo Lula a trabalhadores baianos

Não foi gravado na Bahia recentemente o vídeo que mostra uma suposta apreensão de mercadorias de um vendedor em uma feira de alimentos. Por meio de busca reversa, Aos Fatos identificou que a gravação foi publicada originalmente no Kwai em setembro do ano passado e mostra, na verdade, uma confusão ocorrida em Curvelo (MG).

As próprias imagens já desmentem que a gravação teria sido feita na Bahia. Em um determinado momento do vídeo é possível identificar a loja Festa em Casa Curvelo, localizada na cidade do interior de Minas Gerais.

Aos Fatos entrou em contato com a prefeitura para saber qual o motivo da confusão que aparece no vídeo, mas não recebeu retorno até a publicação desta checagem. Um dos proprietários do Festa em Casa Curvelo, no entanto, respondeu a reportagem e explicou que a cena ocorreu na feira da Oitava de São Geraldo, uma festa típica da basílica da cidade. Segundo ele, o homem abordado se estressou com a fiscalização do evento, que o obrigava a mudar a localização de sua tenda.

Feiraguai. A Receita Federal deflagrou, na última terça-feira (9), uma megaoperação para apreensão de mercadorias falsificadas e importadas de forma irregular na chamada “Feiraguai”, em Feira de Santana (BA). Os fiscais apreenderam cerca de 3.500 produtos “piratas” com valor total de R$ 7 milhões. A legislação brasileira proíbe a entrada de produtos falsificados e sua venda é um crime previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Desde então, passaram a viralizar nas redes vídeos da megaoperação com legendas que sugeriam que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria impedindo as pessoas de trabalhar. Junto com essas publicações, também circularam outras desinformações que sugerem uma perseguição do governo atual contra trabalhadores ambulantes ou lojistas, algumas, inclusive, já desmentidas pelo Aos Fatos.

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