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Vice-presidente da Venezuela não disse que Maduro decretou fim do coronavírus

Por Luiz Fernando Menezes

25 de novembro de 2020, 11h55

Trata-se de uma montagem o vídeo em que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, diz que, após decreto presidencial, o país estaria livre do novo coronavírus, e as pessoas poderiam sair às ruas. Uma voz falsa foi inserida na gravação original da entrevista, feita no dia 13 de novembro, quando Rodríguez estava se reunindo com empresários russos.

O vídeo editado (veja aqui) tem viralizado principalmente no Twitter e também aparece em publicações no Facebook que acumulavam mais de 1.000 compartilhamentos até a tarde desta quarta-feira (25). Todas foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (veja como funciona).


FALSO

Circula nas redes sociais um vídeo em que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, diz à imprensa que “o vírus será pausado na manhã deste domingo, ou seja, está livre, [a população] pode sair às ruas” após decreto do presidente Nicolás Maduro. Algumas publicações usam a gravação para sugerir que a pandemia seria uma mentira, enquanto outras usam a fala para debochar dos venezuelanos. Rodríguez, no entanto, nunca disse isso: trata-se de uma montagem.

No vídeo original, publicado pelo canal Prensa Latina em 13 de novembro, a fala da vice-presidente não é a mesma da peça desinformativa. Na entrevista, Rodríguez falava da Lei Antibloqueio entre os governos venezuelano e russo. No trecho destacado pelas publicações, a vice-presidente dizia ter feito uma proposta para adquirir doses da vacina contra a Covid-19 Sputnik V e também fabricá-la no país.

Na peça de desinformação, é possível ver a assinatura do autor da montagem. Em sua descrição de perfil, o usuário @zuricht94 diz publicar “edições próprias”. O vídeo que vem sendo compartilhado, no entanto, foi deletado por “infringir as regras do Twitter”.

A peça de desinformação, que circulou primeiramente em língua espanhola, foi desmentida pela equipe da Maldita e do La Republica. No Brasil, o Boatos.org também publicou uma checagem sobre o assunto.

Referências:

1. Agencia Venezolana de Noticias
2. Twitter (@zuritch94 1 e 2)
3. Prensa Latina


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