É falso que urnas estão sendo modificadas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

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Não é verdade que 2.000 urnas eletrônicas estão sendo modificadas nas dependências do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista por “funcionários militantes”, como afirmam mensagens nas redes (veja aqui). O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo afirmou que os cartórios da região contam com dependências próprias para as cerimônias de preparação dos equipamentos de votação, informação endossada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O sindicato negou que a sede, em São Bernardo do Campo (SP), esteja sendo usada para abrigar urnas para as eleições.

Até a tarde desta quinta-feira (29), a desinformação alcançava cerca de 5.000 visualizações no Telegram, centenas de compartilhamentos no Facebook e também circulava no WhatsApp, no qual não é possível estimar o alcance (fale com a Fátima).


Selo falso

Segundo jornalista do ABCD, que não quis se identificar, cerca de 2.000 urnas eletrônicas estariam sendo modificadas por funcionários militantes, em uma sala no segundo andar do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo, o próprio relatou que um cerco de seguranças do MST estaria fazendo a segurança da sala, para que pessoas não autorizadas tivesse acesso às urnas.

Mensagem no Telegram inventa que urnas eletrônicas estariam sendo fraudadas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em SP

Publicações nas redes sociais enganam ao dizer que sindicalistas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista foram flagrados modificando urnas eletrônicas na sede da organização, em São Bernardo do Campo (SP). Em nota enviada ao Aos Fatos, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo negou a veracidade da informação e informou que as urnas eletrônicas da região estão sendo preparadas nos cartórios eleitorais da cidade, informação que foi reforçada em nota do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Contatado pelo Aos Fatos, o sindicato classificou as publicações como falsas e confirmou que não há nenhuma urna eletrônica em sua sede.

Vale ressaltar que os equipamentos têm mecanismos de proteção para impedir que votos sejam computados antes do início das eleições. Esse tipo de fraude eleitoral era comum na época de urnas de lona e voto impresso e é conhecido como urna “grávida” ou “emprenhada”.

Antes de o primeiro eleitor registrar sua escolha, o presidente da seção eleitoral, na presença de mesários e fiscais, emite um documento chamado zerésima. Esse comprovante mostra todos os candidatos que estão registrados na seção e que não há nenhum voto computado.

Algumas versões das peças ainda afirmam que essa seria a segunda denúncia do tipo e citam outra desinformação, já desmentida por Aos Fatos, de que equipamentos teriam sido fraudados no Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção, do Mobiliário, Cimento, Cal, Gesso e Montagem Industrial) de Itapeva (SP). A cerimônia de preparação das urnas de fato estava sendo realizada nas dependências do sindicato, mas quem manuseava as máquinas eram funcionários da Justiça Eleitoral.


Aos Fatos integra o Programa de Verificação de Fatos Independente da Meta. Veja aqui como funciona a parceria.

Referências

  1. Aos Fatos
  2. TSE (1, 2 e 3)

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