Em 2022, TSE disponibilizou mais urnas em países estrangeiros e menos em presídios

1 de outubro de 2022, 17h30

Esta checagem foi publicada originalmente pela Agência Lupa, parceira do Aos Fatos no CheckBr, colaboração entre iniciativas de fact-checking brasileiras para verificar desinformação eleitoral. Acesse aqui a verificação original.

É falso que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reduziu o número de urnas para brasileiros que vivem em países estrangeiros e ampliou para os que estão em presídios, como afirmam postagens que circulam nas redes sociais (veja aqui). Dados da corte eleitoral mostram o oposto: o número de seções eleitorais no exterior subiu 39,21%, enquanto caiu 4,72% o número de locais de votação nas unidades prisionais.

As postagens enganosas circulam principalmente no WhatsApp e no Telegram, redes em que não é possível estimar o alcance (fale com a Fátima) e também no Facebook, no qual acumulam centenas de compartilhamentos.


Selo falso

Imagem com a alegação falsa de que TSE aumentou o número de urnas nos presídios e diminuiu no exterior

Não é verdade que o número de urnas disponíveis para brasileiros que votam em países estrangeiros foi diminuído enquanto aumentaram os equipamentos de votação nos presídios, como afirmam postagens que circulam nas redes. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que, na verdade, aconteceu o oposto: nas eleições de 2022, há 39,21% mais seções eleitorais no exterior em relação a 2018, e 4,72% menos nos presídios.

  • Em 2018, estavam disponíveis aos brasileiros que moram em países estrangeiros 680 urnas eletrônicas e 64 de lona, para 784 seções eleitorais;
  • Em 2022, são 989 urnas eletrônicas e 29 de lona para 1.064 seções;
  • Nos presídios, o caminho foi inverso: enquanto em 2018 havia 233 locais de votação, em 2022 são 222.

Houve aumento no número de eleitores tanto no exterior quanto nos presídios.

  • Em 2018, eram 500.727 eleitores e eleitoras brasileiros expatriados, contra 697.078 em 2022;
  • Já o número de presos provisórios aptos a votar subiu de 11.993 em 2018 para 12.903 em 2022.

As peças de desinformação compartilham o link de um artigo publicado pelo site da seção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Santo Anastácio (SP), que reproduz reportagem veiculada pela Folha de S.Paulo em 2010. Após o conteúdo viralizar, a OAB inseriu um aviso de que o artigo está sendo compartilhado de forma distorcida nas redes sociais.

Essa checagem foi publicada inicialmente pela Agência Lupa. Neste fim de semana, o Aos Fatos se uniu às iniciativas de checagem AFP Checamos, Boatos.org, Comprova, E-Farsas, Fato ou Fake e Lupa para verificar em conjunto a desinformação sobre as eleições.

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