Não é verdade que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou o bloqueio imediato de investimentos e contas de Lula e sua família nos EUA. Aos Fatos não encontrou registros de sanções contra o presidente brasileiro em portais oficiais do governo americano ou na imprensa.
Publicações com o conteúdo enganoso acumulavam 555 mil visualizações no YouTube e dezenas de compartilhamentos no Facebook até a tarde desta quarta-feira (27).
Trump decreta bloqueio imediato de todos os fundos de investimentos da família Lula no país

Publicações nas redes enganam ao afirmar que Lula e sua família foram alvo de sanções dos Estados Unidos e, por isso, tiveram investimentos e contas registradas no país bloqueados. Não há qualquer registro de penalidades semelhantes no site do governo americano ou na imprensa.
As peças desinformativas fazem referência à Lei Magnitsky, que prevê o congelamento de bens e a restrição de transações financeiras de seus alvos com cidadãos e empresas americanas.
Até o momento, o único brasileiro punido com a medida é o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. As sanções contra ele foram anunciadas em 30 de julho pelo OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, na sigla em inglês).
A aplicação da norma levou ao cancelamento dos cartões do magistrado e gerou um debate sobre os efeitos das penalidades em território nacional.
De acordo com especialistas ouvidos pelo Aos Fatos, as punições não se aplicariam, em tese, a empresas nacionais nem a subsidiárias brasileiras de companhias americanas, que poderiam continuar prestando serviços normalmente ao ministro.
O caminho da apuração
Para verificar a veracidade da alegação, a reportagem realizou buscas em portais oficiais do governo dos Estados Unidos e não encontrou qualquer registro de medidas contra o presidente brasileiro ou sua família. Também foram consultadas reportagens de veículos de imprensa internacionais e nacionais.
Além disso, Aos Fatos pesquisou detalhes sobre a Lei Magnitsky para compreender seu escopo e identificar os alvos já sancionados.




