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Suspeito de matar Marielle não morava em uma das casas de Bolsonaro

Por Luiz Fernando Menezes

13 de março de 2019, 15h05

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) não é dono da casa onde morava o ex-policial militar Ronnie Lessa, preso nesta terça-feira (12) por suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). Os dois são vizinhos no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, mas o ex-PM residia no número 65/66 e os imóveis do presidente ficam nos números 36 e 56.

A desinformação ganhou força no WhatsApp nesta quarta-feira (13) e foi denunciada ao Aos Fatos por dezenas de leitores no aplicativo de mensagens (identificadas no Facebook foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).


FALSO

Agora fedeu de vez pro JAIR!!! Acredite se puder, ou melhor, não acredite, confira: a cada onde mora o MATADOR de Marielle e Anderson pertence ao PRESIDENTE BOLSONARO. Está na declaração de bens dele ao TSE.

Por mais que Ronnie Lessa realmente tenha morado no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro, o Vivendas da Barra, não é verdade que ele resida em uma das duas casas que pertencem ao presidente no local.

Segundo a última declaração de bens disponível no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Bolsonaro tem dois imóveis no condomínio: a casa número 36, avaliada em R$ 603 mil, e a casa número 56, no valor de R$ 400 mil. Lessa, no entanto, mora, há três anos, no número 65/66 do condomínio.

Para o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), a proximidade das residências do ex-PM e do presidente Bolsonaro é, até o momento, uma coincidência: “Absolutamente, não há nenhum fato que diga que tem alguma vinculação. Muito pelo contrário, não temos controle dos nossos vizinhos. Até esse momento, o fato foi coincidência”, disse Simone Sibílio, coordenadora do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ.

Em um café da manhã com jornalistas na manhã desta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro disse não se lembrar de Lessa e afirmou não ter nenhuma ligação com o suspeito.

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