São falsos tweets em que Freixo pede fim da polícia

Por Luiz Fernando Menezes

14 de outubro de 2020, 15h45


Foram publicados por uma conta falsa os tweets em que o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) diz, por exemplo, que a Polícia Militar deveria acabar e que “bandido bom é bandido com os direitos humanos respeitados e família assistida”. O perfil que publicou as postagens foi o @MarceloFrexo, enquanto o oficial é @MarceloFreixo, com “i”.

Os tweets falsos viralizaram nas redes durante a campanha eleitoral de 2016, quando Freixo era candidato à Prefeitura do Rio. Nas últimas semanas, o conteúdo voltou a figurar nas redes, reunindo centenas de compartilhamentos em posts recentes. Todos foram marcados com o selo FALSO na ferramenta de verificação do Facebook (entenda como funciona).


FALSO

Voltaram a circular nas redes sociais tweets falsos do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) sobre segurança pública. As postagens, na verdade, foram feitas pela conta @MarceloFrexo no Twitter em 2016. A conta oficial de Freixo é @MarceloFreixo, com “i”.

O Aos Fatos pesquisou por tweets semelhantes feitos por Freixo no Twitter, mas não obteve resultados. A única ocasião em que o deputado falou sobre “fim da PM” foi para rebater a crítica de um usuário sobre a PEC 51/2013, que propõe a desmilitarização da polícia. Já a expressão “bandido bom” só foi utilizada em um tweet de 2019 no qual ele dizia que “Bandido bom é bandido transformado em trabalhador”.

Publicações semelhantes viralizaram nas redes em 2016, quando Freixo era candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro. Na época, o próprio deputado desmentiu a peça de desinformação em seu Twitter, alertando que a conta cujas publicações estavam viralizando era falsa.

Vale lembrar que Freixo não está concorrendo a nenhum cargo nestas eleições, embora seja o principal cabo eleitoral da candidatura da deputada estadual Renata Souza, também do PSOL carioca. Até o começo do ano, ele era o mais cotado do partido para a disputa, mas se retirou alegando que não conseguiu articular uma frente única de esquerda na cidade.

O Estadão Verifica também desmentiu a peça de desinformação.

Referências:

1. Twitter (@MarceloFreixo 1, 2, 3 e 4)
2. Senado
3. UOL

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