Geraldo Magela/Agência Senado

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Quatro análises numéricas da votação do impeachment

Por Sérgio Spagnuolo e Tai Nalon

31 de agosto de 2016, 17h51

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (31), o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Por 61 votos favoráveis a 20, a Casa decidiu afastá-la em definitivo. O presidente interino, Michel Temer, passa, então, à condição de presidente efetivo do Brasil.

Aos Fatos selecionou quatro recortes numéricos relevantes na votação do impeachment e preparou gráficos para explicá-las. Veja, abaixo, nossas notas.


Votos por UF

O Nordeste era a região com o maior foco de resistência ao impeachment. Seis de seus Estados garantiram ao menos um voto contra o afastamento de Dilma na votação desta quarta. A Bahia foi o único Estado no qual os senadores optaram por votar todos pelo 'não'.

Em compensação, houve 12 Estados, além do Distrito Federal, em que todos os senadores optaram pelo SIM. Todos os representantes do Centro Oeste votaram favoravelmente ao impeachment.


Votos por partido

De 12 de maio a 31 de agosto, Dilma perdeu dois votos no Senado. Telmário Mota (PDT-RR) era o único pedetista que votara, na primeira etapa do processo, contra o impeachment. Agora, votou favoravelmente.

O senador João Alberto Souza (PMDB-MA) também havia votado contra o afastamento em maio passado. No entanto, já neste mês, durante a análise da admissibilidade do processo em plenário, seguiu orientação do partido e se posicionou favoravelmente ao impeachment.


Votos por investigados na Lava Jato

O Senado abriga 13 investigados na Operação Lava Jato. Em maio, três senadores votaram contra o impeachment: Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Humberto Costa (PT-PE). O número se manteve neste 31 de agosto, com os mesmos parlamentares.

A única diferença é que, em maio, dos 13 senadores, um se absteve: o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), só optou pelo afastamento de Dilma nesta votação final.

Veja como votaram todos os senadores investigados na Lava Jato.


Votos em 2016 x votos em 1992

Dilma foi afastada do cargo com 61 votos contra 20. Já Collor renunciou à Presidência antes de ser cassado pelo Senado. Os senadores votaram simbolicamente pelo seu impeachment em 30 de dezembro de 1992, por 76 votos a favor e 3 contra seu afastamento.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que hoje votou contra Dilma, participara da sessão que cassou o mandato de Collor. Na ocasião, foi um dos três votos opostos ao impeachment. Outros 13 senadores que hoje têm mandato votaram favoravelmente ao impeachment em 1992.

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