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PT diz que 50% de seus cargos são ocupados por mulheres, mas número real é de 38%

22 de fevereiro de 2016, 21h47

O PT divulgou nesta segunda-feira (22) seu novo programa partidário, cujo principal mote, além de fazer uma defesa de seus 14 anos de gestão e do ex-presidente Lula, é mostrar preocupação com a ala feminina de sua militância.

Durante os dez minutos da peça publicitária, que será veiculada em rede nacional de rádio e TV nesta terça-feira (23), a sigla dedicou quase um minuto para associar suas políticas de inclusão de gênero ao "nome e à determinação de uma mulher" na Presidência. Disse, nesse sentido, que mantém 50% dos cargos de sua cúpula ocupados por mulheres, o que Aos Fatos apurou que não é verdade.

Veja, abaixo, o que checamos.


FALSO
Hoje 50% de todos os cargos de direção no partido são ocupados por mulheres.

Dos 55 cargos de direção do PT em todo o Brasil — incluindo a executiva nacional, as secretarias nacionais e a chefia dos diretórios regionais — 11 são ocupados por mulheres. Isso significa que apenas 20% dos principais cargos da legenda são ocupados por pessoas do sexo feminino.

No entanto, quando se reduz esse universo e leva-se em conta apenas os integrantes da executiva nacional do partido, a diferença diminui: são oito mulheres e treze homens — ou 38% de mulheres à frente da sigla, número nada próximo aos 50% pregados por sua peça publicitária. A Secretaria Nacional de Mulheres do PT, por exemplo, não tem assento no colegiado.

Aos Fatos montou uma tabela (veja aqui) para mostrar quantos e quem são os integrantes dos principais cargos de direção do PT. Os nomes dos membros da executiva nacional estão em destaque, num tom de azul mais claro. A presidente Dilma Rousseff não integra a cúpula do partido.

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