Polícia Federal não descobriu esquema para o assassinato de Jair Bolsonaro

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Não é verdade que a Polícia Federal, junto às agências de inteligência das Forças Armadas, teriam descoberto um esquema, no qual estariam envolvidos militantes do PT, PSOL, e PC do B, para o assassinato do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). A informação circula em aplicativos de mensagem e foi desmentida pela própria PF.

Aos Fatos está checando as informações acerca do ataque ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, na última quinta-feira (6). Informações equivocadas sobre esse tema foram marcadas como FALSAS na ferramenta de verificação do Facebook. Leia toda a cobertura aqui.

Abaixo, o que verificamos.

FALSO

Polícia Federal descobriu esquema que planejava o assassinato de Jair Bolsonaro.

Uma corrente de WhatsApp encaminhada por leitores do Aos Fatos para verificação narra uma história que é FALSA: segundo o texto apócrifo, a Polícia Federal teria descoberto, junto às agências de inteligência das Forças Armadas, um esquema no qual estariam envolvidos militantes do PT, do PSOL e do PC do B, para o assassinato de Bolsonaro. O boato foi desmentido pela própria PF.

Segundo o texto enganoso, "os investigados já vinham sendo monitorados através de escutas telefônicas e redes sociais", o que é FALSO.

O texto também cita uma afirmação fictícia do general Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro: "sabíamos que iriam agir, mas não sabíamos onde nem quando". O general de fato se manifestou contra o ataque, mas não deu qualquer declaração nesse sentido.

Em nota, ele disse que "repudia veementemente o ato de violência extrema perpetrado contra a vida do deputado Bolsonaro", "defende a manutenção da serenidade, o combate aos radicalismos e a confiança nos órgãos de segurança pública, para que todos juntos ultrapassemos esse desafio à nossa democracia e à paz social" e "solidariza-se com a família do deputado neste momento de apreensão, desejando pronta recuperação".

Aos Fatos entrou em contato com a PF, que afirmou, por e-mail, que “monitora toda e qualquer situação potencialmente perigosa” e que “não havia sido identificada qualquer ameaça concreta a algum dos candidatos”.

Diante do ocorrido na quinta-feira, um inquérito policial foi instaurado para investigar todas as circunstâncias do fato. A PF, no entanto, por política de comunicação, informou que não comenta investigações em andamento.

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